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O PSD e o TGV

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Durão Barroso estudou na cartilha de Mao e aprendeu nos salões de chá ingleses, que ora frequenta ao serviço do banco Goldman Sachs, a ver as armas químicas de Saddam Hussein.
Já poucos se lembram da promessa de Durão Barroso, de que enquanto houvesse uma criança sem médico, não haveria TGV no País em que o PSD tinha votado contra a criação do SNS.
Depois, esquecido da promessa eleitoral, quando rejubilava com a invasão do Iraque, assinou cinco contratos de linhas de TGV a que não faltou a do Porto/Tuy, enquanto o País ficou mais periférico sem ligação ferroviária rápida a Espanha e à Europa.
Hoje, sem os avultados subsídios então disponíveis para as ferrovias de alta velocidade, estamos cada vez mais dependentes dos transportes rodoviários, da chantagem das empresas de transporte rodoviárias e de energias poluidoras. Dos TGV de Durão Barroso resta a versão da foto, lenta e melancólica, a ligar a Lousã a Coimbra.

O suicídio eleitoral de Paulo Rangel

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A entrada de Passos Coelho na campanha para as legislativas, a pretexto das próximas eleições para o Parlamento Europeu, descrito como peso-pesado, foi o melhor que podia ter acontecido aos partidos que apoiaram o atual Governo, especialmente ao PS.

Se, até agora, os dislates de Paulo Rangel eram tomados como ruído eleitoral, agora será visto como candidato de Passos Coelho, um ativo tóxico do PSD, ainda não esquecido, quer quanto aos problemas fiscais, quer quanto à administração da Teconoforma e aos fundos recebidos do secretário de Estado, Miguel Relvas, cuja devolução, por burla, a União Europeia exigiu.

Passos Coelho não é uma figura irrelevante, seja como catedrático no mundo académico ou como ex-PM na política. O prestígio é equivalente em ambos os casos.
Para que os partidos de esquerda tenham uma ampla maioria já bastam os candidatos da direita, mas para que se dilate, depois da ajuda de Passos Coelho, só falta que o ex-acionista da SLN/BPN se junte à campanha.

Passos Coelho…

As eleições europeias e a retórica partidária

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Quem chegue agora a Portugal e assista à campanha em curso, há de julgar que a União Europeia está domiciliada em outro continente, que o substantivo é um erro semântico e o adjetivo um equívoco geográfico.

Parece não haver interesses comuns, como se o espaço da UE não fosse já demasiado exíguo para a resolução dos problemas globais onde se joga o futuro do Planeta e a vida na Terra.

Quem siga com especial atenção a campanha desta direita onde sobressaem Nuno Melo e Paulo Rangel verá que os seus adversários eleitorais são Jerónimo de Sousa, Catarina Martins e, sobretudo, António Costa e os problemas da UE são os incêndios florestais, o julgamento de Sócrates e as estradas que os industriais de rochas ornamentais colocaram em risco. São bombeiros frustrados com vocação de pirómanos.

A Sr.ª Merkel, na Alemanha, preocupa-se com o perigo da extrema-direita, que ameaça a Europa, e a direita portuguesa vê perigos imaginários na extrema-esquerda que povoa as suas cabeças. Nuno Melo, pensa q…

Um bispo do Concílio de Trento

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Que o Sr. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa pela graça de João Paulo II, tenha como opção política a extrema-direita, é um direito que os democratas não podem negar, nem a fascistas, muito menos a um cripto-fascista.

Que o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, comprometa a Igreja católica, quando um único bispo, ao que julgo saber, o General Januário Reis Torgal, reformado das Forças Armadas e bispo emérito, contestou a reiterada propensão reacionária do prelado alfacinha, é sinal de que a Igreja católica ainda se rege pela Contrarreforma.

Em plena época eleitoral, foi de mau gosto o comício do dia 13 de maio, presidido por um purpurado importado das Filipinas, para proferir diatribes contra o comunismo, sob o alibi de que a alegada aparição de uma virgem, há 102 anos, saltitando de azinheira em azinheira, na Cova da Iria, veio prevenir três pastorinhos dos perigos do comunismo.

Enquanto o Papa Francisco, impotente para travar os milagres dos defuntos que a Igreja quer d…

EUROPA: – à beira do abismo?…

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O futuro da Europa está intimamente ligado ao próximo ato eleitoral para o Parlamento Europeu. Não que este fórum tenha especiais competências na condução da política comum europeia (que de ‘comum’ não tem nada) mas porque será um indício da evolução, ou da involução, que nos espera. O que se perspetiva é uma nova relação de forças em Estrasburgo onde os nacionalistas aliados aos populistas poderão disfrutar de uma posição de força capaz de adulterar o espírito fundador da UE. E por falar em ‘espírito’ convém esclarecer que, no momento atual, os ventos sopram mais no sentido da desagregação do que da União. Na verdade, ainda não foi possível digerir o 'Brexit'.
A Europa debate-se com múltiplos problemas candentes que passam pela união monetária e fiscal, pela emigração e os refugiados, pelo desenvolvimento (e não só o crescimento económico), pela coesão social, pelas alterações climáticas, pelo ‘inverno’ demográfico, por uma política de defesa e segurança comum, por uma polít…

A União Europeia, os impostos e a justiça social

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É irrelevante defender que os bancos, seguros, comunicações, saúde e ensino podiam e deviam ser, não em exclusivo, essencialmente estatais, em particular, aeroportos, portos, e redes viárias. No entanto, querer tudo ao mesmo tempo não é uma utopia, é um erro que pode ter efeitos contraproducentes.

Nenhum país é autossuficiente para poder definir a sua política, sem constrangimentos que a geopolítica impõe. A necessidade de integrar grandes blocos é evidência óbvia.
Sem União Europeia não teria sido possível aplicar uma multa de 2,42 mil milhões de € à Google por violar as regras de concorrência no serviço de compras online. A aplicação de multas milionárias a gigantes tecnológicos que vendem bens e serviços, como Apple, Starbucks, Amazon ou McDonald's, não seria possível a um único país e, muito menos, a países cujas máquinas fiscais são inaptas para tributar os gigantes tecnológicos.

A competição fiscal entre países, dentro da UE, levou esta a deixar de cobrar mais de 5 mil milh…

BASTA!!!!!

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O Sr. Manuel José Macário do Nascimento Cardeal Clemente [nome canónico] não é um mero clérigo de parca inteligência, medíocre entendimento e alarve. É um talibã romano dedicado à política, seja na defesa dos colégios amarelos ou a bolçar ódio contra a democracia. Não é um solípede, sem bridão, à solta na Internet, é um fascista purpurado que odeia a democracia.
Não se adivinhava que, sendo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, viesse a fazer campanha nas eleições europeias, ao assumir o ideário fascista, na defesa de um partido racista, xenófobo e trauliteiro, vinculando a sua Igreja no apoio aos partidos mais reacionários e ao mais assumidamente fascista.
Esta Eminência é um veículo litúrgico em rota de colisão com a democracia. Basta!