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terça-feira, outubro 09, 2018
terça-feira, novembro 21, 2017
no LEFFest #8
Lou Reed's Berlin, de Julian Schnabel. (EUA, Reino Unido, 2007). «Retrospectiva Julian Schnabel». Concept album de 1973, produzido pelo grande Bob Ezrin (Aerosmith, Alice Cooper, Kiss, Peter Gabriel, Pink Floyd, etc.), foi um flop comercial e também banda sonora da vida de Schnabel, que, amigo de Lou Reed, realizou este concerto. Tê-lo visto esta noite, já valeu o LEFFest.
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quarta-feira, outubro 25, 2017
quinta-feira, janeiro 19, 2017
terça-feira, setembro 20, 2016
terça-feira, maio 24, 2016
domingo, fevereiro 14, 2016
quarta-feira, dezembro 16, 2015
segunda-feira, dezembro 14, 2015
sexta-feira, maio 08, 2015
P de Pink Floyd
Pink Floyd - planícies sonoras; diamantes loucos; muros existenciais; Britannia.
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quinta-feira, agosto 14, 2014
Nick Mason: "A Saucerful Of Secrets"
No inquérito sobre a fama, essa hidra, ficamos a saber da modéstia de Nick Mason, também conhecido pela sua ligação ao desporto e coleccionismo automóvel. Perguntado (Classic Rock #200, 8/2014) qual o álbum dos Floyd que gostava fosse mais conhecido, refere-se ao segundo A Saucerful Of Secrets (1969): «There were lots of ideas on that one that helped us to work out where we were going.»
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terça-feira, setembro 24, 2013
quarta-feira, setembro 04, 2013
JornaL - Will Sergeant
Prog #37, Jul. 2013,
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sábado, abril 09, 2011
domingo, janeiro 23, 2011
ilhas desertas #2 - The Wall
Já há algum tempo que dei por mim surpreendido com a circunstância de quanto mais o tempo passa mais agradável se me torna ouvir o The Wall, dos Pink Floyd, inversamente ao fastio que me vão provocando os outros álbuns que preencheram a minha adolescência: o Dark Side of the Moon, o Wish You Were Here e o Animals. Nesses idos de 79, chocalhado pelo pós-punk, comprei, ouvi, gostei e guardei o The Wall, aborrecido com o chinfrim à volta da censura ao hit «Another brick...», que tresandava a publicidade irritante. A verdade é que se trata de um grande (duplo) disco, escrito e composto ali com as vísceras todas do Roger Waters, traumatizado órfão de guerra. São 26 pequenas obras-primas, na melhor tradição do rock britânico, onde também há lugar para o riquíssimo veio oitocentista do musical londrino. Mason, Wright, Gilmour e Waters formam um quarteto arrebatador e inspirado; e Bob Ezrin, co-produtor esteve à altura do dramatismo, por vezes grandiloquente, que Waters pretendeu. Fiquei surpreendido, é verdade, mas sem razão. O Waters pôs-se todo lá, e quando é assim, é difícil uma obra não resistir ao tempo.
Nota: postado em 3 de Abril de 2005, com o título «In The Flesh».
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sábado, novembro 26, 2005
The Dreaming

Escrevendo sobre The Dreaming, o crítico da Rock & Folk Jean-Marc Bailleux comparou (R&F n.º 190, 1982) este álbum aos míticos Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e The Dark Side of the Moon. Pois quanto a mim, o quarto disco de Kate Bush é melhor do que aqueles trabalhos dos Beatles e dos Pink Floyd. O Dark Side não resistiu ao tempo; ouve-se hoje mais por curiosidade que por necessidade; quanto ao LP dos Fab Four, conquanto eles não tenham feito discos maus, sequer medíocres, o Sgt. Pepper foi alvo dos maiores ditirambos, nem sempre justificados. Não é o melhor dos Beatles, embora lá exista -- como em todos os outros títulos -- um punhado de obras-primas: «With a little help from my friends», «She's leaving home» ou «A day in the life».
Regressando a Kate, já se viu, pelo que ficou escrito, que estamos a falar dum disco de excepção. Kate Bush -- que acabou de lançar um duplo CD, após anos de silêncio -- é, aliás, uma artista notável: compositora, letrista, cantora, instrumentista, coreógrafa, bailarina, actriz... Além disso, é muito bonita, o que torna tudo ainda mais agradável.
Os que lhe estudam a obra costumam referir-se ao que poderíamos chamar o estranho mundo de K. B. Ana Rocha, v.g., referiu-se, em artigo publicado há uns bons anos na saudosa Música & Som (n.º 61, 1981), à circunstância de «a fronteira entre o mundo adulto e o infantil [ser] frequentemente esbatida e diluída». E por mais evidente que surja o cosmopolitismo e a mundividência, existe esse ambiente de estranhamento, além de uma certa englishness que lhe povoa as canções.
Em termos musicais, The Dreaming revela o efeito provocado pelo terceiro LP de Peter Gabriel, em que Kate Bush participou -- como viria, dois discos mais tarde, em So, a fazer um inesquecível dueto com o ex-vocalista dos Genesis. Há composições em que essa inspiração me parece notória, sem subjugar a poderosa personalidade da autora de «Wuthering Heights».
É-me difícil destacar temas, de tal maneira estão conseguidos. A produção, também da sua responsabilidade, é um primor de contenção, bom-gosto, ideias bem arrumadas e, de novo, personalidade.
Uma referência para David Gilmour -- o músico que a revelou --, numa curta mas interessante participação em «Pull out the pin», uma das músicas soberbas deste disco.; e outra para o seu irmão, Paddy Bush, luthier e músico de grandes recursos, uma figura-chave no processo criativo de Kate.
Há vinte e tal anos que ouço The Dreaming regularmente, sem perda da capacidade de encantamento inicial -- a tensão e a estesia que nos proporcionam as obras de arte.
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domingo, abril 03, 2005
In the flesh
Já há algum tempo que dei por mim surpreendido com a circunstância de quanto mais o tempo passa mais agradável se me torna ouvir o The Wall, dos Pink Floyd, inversamente ao fastio que me vão provocando os outros álbuns que preencheram a minha adolescência: o Dark Side of the Moon, o Wish You Were Here e o Animals. Nesses idos de 79, chocalhado pelo pós-punk, comprei, ouvi, gostei e guardei o The Wall, aborrecido com o chinfrim à volta da censura ao hit «Another brick...», que tresandava a publicidade irritante. A verdade é que se trata de um grande (duplo) disco, escrito e composto ali com as vísceras todas do Roger Waters, traumatizado órfão de guerra. São 26 pequenas obras-primas, na melhor tradição do rock britânico, onde também há lugar para o riquíssimo veio oitocentista do musical londrino. Mason, Wright, Gilmour e Waters formam um quarteto arrebatador e inspirado; e Bob Ezrin, co-produtor esteve à altura do dramatismo, por vezes grandiloquente, que Waters pretendeu. Fiquei surpreendido, é verdade, mas sem razão. O Waters pôs-se todo lá, e quando é assim, é difícil uma obra não resistir ao tempo.
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