Mostrar mensagens com a etiqueta França. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta França. Mostrar todas as mensagens

sábado, dezembro 01, 2018

Paris será sempre Paris

É a única linguagem que os macrons percebem, a da força. Paris será sempre Paris.

domingo, maio 07, 2017

na vitória de Macron

Nos dois discursos de vitória, Macron falou na validade do projecto das Luzes para a Europa e, concomitantemente, enunciou a divisa da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, o que foi bom. Nos tempos que correm, para mim é suficiente. O resto, o tempo o dirá.

quinta-feira, maio 04, 2017

o debate Macron-Le Pen, ou o deus-milhão e o campo de concentração

Assisti a quase todo o debate. Excessivamente agressivo de parte a parte, mas já se esperava. Le Pen a encostar Macron a financismo predatório, sem novidade; Macron a mostrar a verdadeira face de Le Pen, a do chauvinismo.


As coisas não são, porém, assim tão simples: reduzir Macron a homem de mão dos potentados financeiros e Le Pen a uma edição actualizada do pai, embora não seja totalmente falso, traduz-se num esquisso caricatural que serve para a indigência dos telejornais e para a fauna peticionária do facebook, mas que resulta num primarismo de análise que a complexidade do(s) problema(s) não sustenta.


Macron deixou Le Pen a patinar com a questão da saída da França do euro, neste sentido: numa economia integrada como a da Zona Euro, o abandono de um dos seus membros, neste caso a França, traria uma avalancha de custos que resultaria insustentável para o status quo, não apenas económico mas também político. Macron tem aqui toda a razão, mas  o que nenhum disse é que a saída da França do euro implicaria o fim da moeda única, e, nesse caso, o problema posto por Macron deixaria de existir. Não havendo moeda única, seria o regresso às moedas nacionais, e aí, a França, como uma das grandes economias mundiais, teria argumentos superiores a outros países, como, por exemplo, Portugal. Le Pen poderia ter explorado este caminho, no entanto, é possível que tenha querido evitar abordar (mais) um cenário de débacle, guardando possíveis argumentos para a sua proposta de referendo sobre a permanência da França na União Europeia.


Le Pen tomou a iniciativa e marcou pontos no tema do radicalismo islâmico. Fez orelhas moucas ou esquivou-se como pôde às farpas desferidas por Macron sobre o cadastro da Frente Nacional em matéria de racismo e xenofobia e revolveu, e bem, a chaga do laxismo da república em relação ao fundamentalismo islâmico, ao defender, e de novo bem, a dissolução de todas essas pretensas associações culturais e desportivas espalhadas de norte a sul da França, fachadas legais e veículos do fascismo islâmico, contando com a cumplicidade interesseira dos maires, da direita à esquerda, a troco duns milhares de votos para as respectivas reeleições. E tão bem sucedida foi nessa argumentação que, onde Le Pen dizia mata!, Macron jurava esfola!.


Acredito numa vitória de Macron, por poucos, no que será uma derrota para esta V República, que parece moribunda. Quanto a Le Pen, penso que terá uma grande votação, o que fará sempre dela uma vencedora, e, numa conjuntura semelhante, futura presidente.


Quanto aos democratas e pessoas de esquerda que dizem não votar em Macron, o único qualificativo que lhes assenta é o de tontinhos, pois se estamos em modo de caricatura, a escolha que se lhes apresenta é esta: o 'deus-milhão' ou o campo de concentração. Há dúvidas entre um e outro?...


sexta-feira, junho 24, 2016

em estado de choque

Um tipo deita-se a pensar que a União Europeia, bastante ferida embora, tem uma pequena oportunidade de regeneração, em face da curta vitória do Bremain no Reino Unido; e acorda com a reviravolta do Brexit e com o princípio do fim da UE, tal a miríade de acontecimentos a haver, tais as ondas de choque desta decisão histórica. 

A UE ferida de morte (não interessam nada as declarações pias de Donald Tusk); a independência da Escócia, pelo menos, é de novo uma forte possibilidade, como o fim do Reino Unido; uma péssima notícia para Portugal, a começar pelo factor económico, mas que é insignificante em face das implicações políticas e mesmo estratégicas da nova situação.

A Inglaterra era o único país, no actual contexto, que podia contrabalançar o poderio excessivo da Alemanha e dos seus aliados próximos, como a Holanda (a França, como é patente, vive uma crise profunda).

 A UE passará a ser um conglomerado de interesses díspares, polarizado (o desagradável e protofascista Grupo de Visegrad, por exemplo) em torno de zonas de influência, mais do que já estava a ser, uma vez que não acredito nas tristes lideranças que nos conduziram até aqui.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Três razões para o terrorismo islâmico na Europa: 2 - A rejeição dupla

Nos séculos XVI e XVII, nos tempos das guerras de religião em França, chacinavam-se os opositores. O conflito que opôs católicos a protestantes foi sangrento e prolongado. Como nos dias de hoje, não graças a Deus, mas à Revolução Francesa, tais práticas não são aceites, o país terá de lidar com essa realidade incómoda que é a de ter milhões de muçulmanos, entre os quais uma percentagem -- pequena, em termos relativos; mas de dimensão preocupante, em números absolutos -- que aderiu ou pode potencialmente aderir ao jiadismo.
Não será por acaso que boa parte destes operacionais pertencem ao lumpen  social, são jovens delinquentes, pequenos traficantes. Para além das desestruturações familiares que são um problema em todas as sociedades modernas, independentemente do desemprego que atinge os jovens, acresce a dificuldade suplementar de estes individuos que dão pelos nomes de Mohamed ou de Abdalah rejeitarem a sociedade que os rejeita. São indivíduos desesperados, pasto verde e fresco para o terrorismo. 
A resolução deste problema, se for atacado de frente e já, é para uma ou duas gerações. O laxismo do estado, o oportunismo de muitos políticos locais que cedem às pretensões dos fundamentalistas a troco de votos, vai ter de acabar. A França vai ter, por isso, de optar entre políticas racionais, esclarecidas e corajosas por um lado; ou então escolhe a Frente Nacional, e aí haverá uma reactualização das guerras de religião do século XVI, em que todos sairão derrotados.

quinta-feira, julho 02, 2015

E se ganhar o 'Não', a UE faz o quê?...

Falemos de escolhas racionais, e não de dignidade, patriotismo, orgulho nacional, cultura -- coisas que não entram nas equações dos contabilistas e merceeiros ignorantes e pífios que têm dirigido a União Europeia. (Embora eu não seja nacionalista, credo!, sempre tem mais dignidade um sentimento nacional de revolta e indignação do que a apatia do rebanho a caminho do matadouro, como gostariam os eurocratas.)
O cidadão grego que se pronunciará no referendo de Domingo e queira tomar uma decisão racional, procurando retirar o país do impasse sem capitular diante das pressões (ou chantagem) dos credores / UE, terá como alternativa:
1) votar 'sim' e ter a esperança que a UE, com o susto que apanhou resolva tratar da questão politicamente. Mas na UE, e em especial no Eurogrupo, já se sabe que quem manda é a Alemanha, cuja linha tem condicionado todo o processo. O único país capaz de enfrentar a Alemanha é a Inglaterra, que nem pertence ao Euro; as duas outras potências políticas e económicas ou estão subalternizadas (a ridícula França) ou estão a ver se passam por entre os pingos da chuva, em face dos seus próprios constrangimentos internos (Itália).
2) Votar 'não' e esperar que a UE acorde e, em face do golpe profundo no adulterado projecto europeu que ela representa, os dirigentes se consciencializem que tudo tem de ser repensado. O que, com eleitorados envenenados contra a Europa do Sul, como o alemão o holandês ou o finlandês, será mais difícil a cada dia que passa. Não há, porém, outra alternativa à sobrevivência da UE como projecto. Até porque, ao contrário do que dizerm para aí uns tontinhos, a ideia da Grécia como vacina só servirá para criar mais desconfiança no conjunto dos cidadãos europeus.
Não será bonito, de Bruxelas, olhar para o sudeste da União ('união', repare-se), e vê-lo a arder. 

segunda-feira, janeiro 19, 2015

"Desequilibrados, degoladores, calões. Islamistas fora de França"

A minha tolerância ao fundamentalismo religioso é nula; seja islâmico, judaico, cristão e por aí fora. É exactamente igual à minha rejeição, total e absoluta, ao racismo, a guetização das comunidades étnicas. Lisboa tem, por exemplo na Mouraria, um dos mais interessantes fenómenos de misceginação cultural -- como ainda ontem se viu no documentário brilhante de Tiago Pereira, transmitido pela RTP2 , "O que o povo ainda canta".

(A generalidade dos espectadores devia andar a badalhocar-se pela TVI, é verdade.)

Vem isto a propósito da manifestação que movimentos intitulados Resistência República e Resposta Laica (nomes magníficos, saliente-se) pretenderam organizar e foram, porventura justificadamente proibidas pela Justiça francesa. O slogan era divertidamente ofensivo (para os radicais islâmicos, claro), mas justo: "Desequilibrados, degoladores, calões. Islamistas fora da França". A imprensa, politicamente correcta e tonta, apressa-se a qualificar estes movimentos como sendo de extrema-direita, tal como sucede com o Pegida alemão -- o que está longe de ser verdade. Mas, como já escrevi, não podemos alhear-nos dos perigos de infiltração racista e fascista.

A verdade é que se eu fosse francês, ou alemão, ou belga, por exemplo, consideraria como primeiro dever cívico obstaculizar e reprimir por todas as formas legais a capacidade de acção todos os islamitas. Os islamitas, não por serem, estrangeiros (vários já nem o são) ou muçulmanos (o que seria disparatado). Islamitas porque, ao contrário da Igreja Católica, que foi posta na ordem pelo liberalismo e pela República (por vezes com excessos, concedo), a ameaça à liberdade no momento presente reside naqueles, e não nestes, como se sabe.

O alvo dos liberais, dos democratas, dos libertários, das feministas, dos homossexuais, dos homens livres é a besta islamita. Com vigilância para com as vagas epidémicas fascistas e xenófobas. Quanto mais tarde o Ocidente se mobilizar, maiores as ameaças, de ambos os lados.

domingo, janeiro 11, 2015

A manifestação de Paris: um triunfo da Civilização

A manifestação de Paris, na sequência dos acontecimentos em torno do ataque ao Charlie Hebdo, é o assinalar simbólico, e de novo na história europeia, da oposição inconciliável entre nós, os liberais, os democratas, progressistas ou conservadores, ateus e crentes, antifascistas, antitotalitários, anti-racistas, antifundamentalistas -- e os outros: os xenófobos, os ultramontanos e sectários, os totalitários de direita  e de esquerda
Tal como há 70 anos, no findar da II Guerra Mundial, o mundo livre enfrentara a besta nazi, derrotando-a, e se virava contra o terror estalinista, por dentro apodrecido e também derrotado, terá de enfrentar agora a grotesca demência islamita, que será também derrotada.
É isto essencialmente que explica a grandiosa manifestação de hoje, notável, histórica e exemplar na união dentro das suas diferenças dos homens e mulheres de boa vontade. Um triunfo da civilização.

terça-feira, dezembro 16, 2014

JornaL

No I

* No Porto, um taxista javardo agrediu a soco uma cliente que se despediu de uma amiga com um beijo na boca. É natural que o javardo seja despedido, é provável que vá a tribunal e seja condenado a uma pena menor qualquer. Sugiro trabalho comunitário numa organização lgbt.

* Na Bélgica, uma greve-geral a sério contra a austeridade: não houve jornais, televisões em serviços mínimos, grandes superfícies encerradas.

* Leio a mini-entrevista de Mário Tomé, a propósito dos 40 anos da UDP. Nada a dizer.

* Pelo contrário, uma grande e sensacional entrevista de Édouard Louis, jovem escritor e gay, oriundo das classes desfavorecidas francesas, em que medra o racismo, a xenofobia, a intolerância, sagazmente aproveitadas pela Frente Nacional. Louis, que publicou um romance-choque, Para Acabar com Eddy Bellegueule, em que vê de fora e à distância da sua formação universitária o lumpen  nacional de que é oriundo, e questiona a forma como a política institucional e a imprensa mainstream tratam esse segmento popular da sociedade, amedrontada não apenas com o outro mas também com o que lhe vai sendo retirado e que antes era tido como certo. Amedrontada e desorientada: as coordenadas das classes mais pobres e desinformadas devem ser semelhantes cá e em França: entretenimento boçal, pestilência mediática.

* Depois de Assange e Snowden, outro tipo excepcional: Antoine Deltour, 28 anos, o homem que primeiro revelou o miserável esquema fiscal dos LuxLeaks. Já tem a Justiça luxemburguesa na peugada. 

domingo, maio 25, 2014

as eleições

Agradou-me a pequena vitória do PS e, ainda mais, a estrondosa derrota do PSD e do CDS. Também gostei que o BE não tivesse desaparecido do Parlamento Europeu.
Tive pena do insucesso do Livre. O que fará o candidato do MPT é para mim uma incógnita; o que farão os deputados do PCP é uma certeza.
Lá fora, adorei a vitória do Syriza, na Grécia, e não me surpreendeu nada a da Frente Nacional em França. O que me assusta são os 14% do PSF.

segunda-feira, março 24, 2014

Do ouro sobre azul das estrelas da UE ao Bleu Marine: um horizonte vermelho de sangue

Por baixo do ar modernaço de Marine Le Pen, com que quer tranquilizar a boa consciência burguesa, move-se a pestilência do racismo, em especial antissemita, o vírus do ultramontanismo católico, o pus da homofobia, a animalidade violenta da extrema-direita, conluio involuntário de simplismo e crime. Estou mesmo a ver aqueles militantes da Frente Nacional: um perfeito rassemblement de marginais desocupados e pequenos e grandes frustrados, inspirados por alguns intelectuais, nostálgicos da grandeur que só encontram nos livros de História e gostariam de poder recuperar.
Não se segue que a FN ganhe daqui a oito dias, o problema é que estão a implantar-se, com a involuntária cumplicidade do sistema francês, medíocre e corrupto e bloqueado. Daí começar a tornar-se aceitável à consciência da pequena-burguesia urbana, para ela empurrada por ausência de alternativa, pelo inferno em que degenerou o seu quotidiano.
Então, pouco faltará para começarem a errar pelas ruas das cidades da província francesa as milícias para-fascistas, os vigilantes. A pequena-burguesia temerosa que neles votará, irá servir de carne para canhão como costume; os muçulmanos franceses (são quantos milhões?...) e outras minorias em perigo não ficarão à espera que lhes tratem da saúde.
O horizonte francês é sangrento.

segunda-feira, julho 22, 2013

os poltrões

...entretanto, com verdadeiro enlevo, vejo notícia dos motins num subúrbio de Paris, porque um selvagem impediu que a mulher retirasse o véu, como a polícia  intimara. Resultado: o selvagem na choça; bandos ululantes de jovens deformados por fanatismo pseudo-religioso, destroem. Se calhar consideram-no mártir, o poltrão, os poltrões.

terça-feira, abril 16, 2013

a propósito do Prós e Contras de ontem

Faço lá ideia se devemos sair do Euro ou nele ficar, nesta União Europeia tràgicamente em pré-coma! A estratégia parece ser: esperar pelas eleições alemãs. Mas não sei se com os estragos que a Alemanha, em conluio com holandas e finlândias -- e em conluio com a fraqueza dos governos do Sul da Europa (Portugal, França e Grécia; Espanha tem sido outra coisa, até quando?...; a Itália, desgovernada, até quando?...) -- conluios da arrogância com a incompetência -- não sei quanto custará politicamente, à Alemanha e aos restantes países da União, restaurar a confiança neste projecto único.
Entretanto, no «Prós e Contras» de ontem pareceu-me que os campos estiveram claramente em extrema oposição. Assim deve ser, a benefício da clareza, mas sem maniqueísmos. Ideologia nos dois lados, mas objectividade apenas num; no outro (e espero não estar eu agora a sacrificar a Mani...), a cegueira ou -- sendo menos benigno -- a preocupação com a bolsa, própria & dos amigos.

segunda-feira, abril 08, 2013

mostrar músculo à Alemanha (para benefício da própria Alemanha)

Sustenta-se, a propósito da II Guerra Mundial, que a fraqueza das lideranças francesa e inglesa, que se revelou logo a partir do rearmamento alemão, ainda na primeira metadeda década de 1930, contribuiu grandemente para a escalada bélica de Hitler, com os conhecidos sucessos decorrentes. Estamos, evidentemente, no domínio da especulação contrafactual, mas parece não haver grandes dúvidas quanto aos malefícios da tibieza anglo-francesa.

Na situação actual, por enquanto ainda muito longe dos transes de então, sinto desenhar-se um fenómeno idêntico: hegemonia bélico-monetarista alemã; inaudita fraqueza francesa; aparente alheamento inglês (não sei se o périplo que Cameron está a fazer por capitais europeias sinalizarão o contrário, espero que sim...).

O que me parece é que se tudo correr mal -- e os ingredientes para que tudo corra mal estão aí --, se a UE se desagregar, os historiadores & comentadores do futuro não deixarão de assinalar a fraqueza da Europa (em particular da Europa Mediterrânica), a clamorosa estupidez e cobardia das lideranças que a ela lhe coube.

Os próximos meses serão decisivos.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Escrever na areia - Retoma

(do post frustrado de 6ª feira.)
Não estou muito interessado em saber se a decisão de publicar as caricaturas de Maomé pelo jornal dinamarquês teve por base uma atitude sensacionalista e oportunista. (Nesta altura do campeonato já me são irrelevantes os eventuais propósitos racistas e xenófobos do tal Correio da Jutlândia, por mais odiosos.) O que me importa é a firmeza que a Europa deve demonstrar contra o fanatismo a minar-lhe a casa.
Um bom exemplo dessa firmeza é a controversa «lei do véu» francesa, tão mal vista pelos arautos do politicamente correcto, prontos, em nome não se sabe bem de quê, a subvalorizar a situação das mulheres islâmicas na França dos subúrbios, fortemente coagidas a cobrirem-se, intoleravelmente condicionadas na sua vivência quotidiana, por muito que os activistas islâmicos o queiram negar.
A Europa é uma realidade complexa que se construiu na base do seu autoquestionamento. Dizer Europa é, apesar de tudo, dizer laicidade, pensamento livre. Dentro das suas fronteiras -- nas da União Europeia, pelo menos --, deve opor-se, com todo o vigor, à censura, à chantagem e ao medo. E se em nome da liberdade permite aos muçulmanos que vivem no seu seio o maior respeito pelas suas tradições, não pode mais ser tolerante para com as práticas que colidam com a liberdade de todos os cidadãos, cristãos, muçulmanos, ateus ou animistas. Quem assim não compreender, sendo estrangeiro, não tem lugar entre nós, e terá de ser deportado, naturalmente; se for nacional e se servir das crenças para atentar contra a liberdade dos seus concidadãos, tem de ser criminalizado.
Nas últimas décadas, as nações livres opuseram-se e derrotaram o nazismo, serpente gerada no seu seio; derrotaram uma abstracção para-religiosa denominada comunismo soviético que, pretendendo criar um paraíso na terra para o «homem novo» por si gerado, redundou na monumental mentira dos gulags e da burocracia. O combate terá de ser feito de novo cá dentro, higienicamente, sem guerras de religião nem tiro ao mouro, com toda a firmeza, porém, sem complexos colonialistas, que para esse peditório já muitos países europeus deram! A agitação das massas em fúria provém, é verdade, da manipulação política feita por aqueles a quem aproveita um «Ocidente» mantido em sentido. Os governos dos países com uma larga minoria islâmica terão naturalmente de lidar com sabedoria e prudência em face da turba excitada; mas os instigadores terão de ser reprimidos. É para nós uma questão de sobrevivência.