ENTRE FOLHAS E FRUTOS
As árvores mordem-nos na alma
as suas próprias folhas,
antes que a seiva, de todo, se derrame.
Esbracejam, tensas,
contra o silêncio das madrugadas outonais.
Os frutos, de tão maduros,
caem ruidosamente
nas herdades, enfim, abandonadas:
natural vingança
que as palavras namoravam.
Até no Odor da Pedra...
2 versos de José Agostinho Baptista
-
*«eram belas as túnicas de argel e as velhas botas espanholas que te / dera
o último amante.» *
*Deste Lado Onde *(1976)**
Há 5 horas















































