Foi já num tempo doce cousa amar,
Enquanto me enganava a esperança;
O coração, com esta confiança,
Todo se desfazia em desejar.
Oh! vão, caduco e débil esperar!
Como se desengana uma mudança!
Que, tanto é mor a bem-aventurança,
Tanto menos se crê que há-de durar.
Quem já se viu contente e prosperado,
Vendo-se em breve tempo em pena tanta,
Razão tem de viver bem magoado;
Porém, quem tem o mundo experimentado,
Não o magoa a pena nem o espanta,
Que mal se estranhará o costumado.
Sonetos
(edição de Maria de Lurdes Saraiva)
2 versos de José Agostinho Baptista
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*«eram belas as túnicas de argel e as velhas botas espanholas que te / dera
o último amante.» *
*Deste Lado Onde *(1976)**
Há 6 horas















































