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quinta-feira, julho 16, 2015

União Europeia: back to the drawingboard

A interessantíssima entrevista de Varoufakis ao New Statesman, publicada hoje pelo  Diário de Notícias,  é demonstrativa da toxicidade do Eurogrupo dentro da União Europeia. Não sei se esta ainda recuperará dos danos que lhe foram causados.
A moeda única, pelo menos, está ferida de morte, segundo alguns observadores; quanto ao resto, que é o mais importante, a união política propriamente dita, tudo está mais frágil. Passou-se paulatinamente da cooperação para a desconfiança e o ressentimento. O espírito europeu está moribundo.
Como me parece difícil que as instituições se auto-regenerem, a não ser através de abalos fortes, talvez seja preciso acabar com o Euro (ou repensá-lo profundamente) para que a União Europeia se salve. A evolução da Grécia será determinante, assim como o referendo em Inglaterra sobre a continuidade da sua permanência na UE.
Politicamente, o euro seria uma das coberturas desse edifício que vemos como União Europeia; mas, como muitos têm apontado, e desde há bastante tempo, uma união monetária sem uma união política do tipo federal não funciona. Nas últimas semanas, o tal espírito europeu foi cilindrado; se ele poderá ser ainda reactivado, essa é que é a questão. Porque, ao contrário do que a prática dos eurocratas demonstra, é a política que prevalece sobre tudo, e o tratamento humilhante que foi dado aos governantes gregos e, através deles ao seu povo, talvez em vez de amedrontar franceses, espanhóis, italianos, lhes acicate a repulsa por este domínio frio da Alemanha.  Mas enquanto forem partidos como o Syriza ou o Podemos a ganhar, a situação ainda será gerível e civilizada; chegando a vez da Frente Nacional, au revoir União Europeia. 

quarta-feira, maio 06, 2015

afinal...

Afinal, o Varoufakis continua. Afinal, os ministros do governo da Grécia não prestam contas a funcionários subalternos. Afinal, o Syriza pretende mesmo cumprir as promessas que fez para ser eleito. Afinal, o governo grego não governa contra o povo grego. Afinal, os governantes gregos têm dignidade. Afinal... 

sexta-feira, janeiro 30, 2015

a pinta de Varoufakis

É demasiado bom, e além do mais, divertido.
Não me refiro nem à raiva incontida dos troikistas, muitos dos quais ironizavam com a, para eles, expectável hollandização de Tsipras e agora soltam gritos lancinantes e temerosos da revolução em marcha (a contrainformação, a vigarice avençada e a estupidez vão andar de mãos dadas nos próximos tempos).
Refiro-me sim, ao sorriso ironicamente bem disposto com que o ministro Yanis Varoufakis anunciou à Grécia e ao mundo que iria despedir asessores (boa parte dos quais são, como se sabe, valetes do poder e inúteis parasitas), recontratando, com o dinheiro poupado com chupistas, as empregadas de limpeza que haviam sido despedidas pelo governo alemão de Atenas.