O gabinete de guerra do Churchill, ao som de Londres bombardeada.
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domingo, setembro 23, 2018
sexta-feira, setembro 21, 2018
«A guerra era sempre lembrada: na escola e em casa, nos casamentos e nos baptismos, nas festas e nos almoços fúnebres.» Svetlana Alexievich, A Guerra não Tem Rosto de Mulher (1985) (trad.Galina Mitrakhovich)
«Estou só na noite.» Geneviève de Gaulle Anthonioz, A Travessia da Noite (1998) (trad. Artur Lopes Cardoso)
«Eu era um produto da era vitoriana quando os alicerces do nosso país pareciam firmemente assentes, quando a sua situação no comércio e nos mares não tinha rival e quando se consolidava, todos os dias, a grandeza do nosso Império e se afirmava o dever de a salvaguardar.» Winston Churchill, Memórias da Minha Juventude (1930) (trad. Leopoldo Nunes)
«Estou só na noite.» Geneviève de Gaulle Anthonioz, A Travessia da Noite (1998) (trad. Artur Lopes Cardoso)
«Eu era um produto da era vitoriana quando os alicerces do nosso país pareciam firmemente assentes, quando a sua situação no comércio e nos mares não tinha rival e quando se consolidava, todos os dias, a grandeza do nosso Império e se afirmava o dever de a salvaguardar.» Winston Churchill, Memórias da Minha Juventude (1930) (trad. Leopoldo Nunes)
sábado, fevereiro 17, 2018
Darkest Hour
O problema com o filme é que ficamos tão subjugados e atentos ao desempenho do Gary Oldman como Churchill, que este acaba como que anular a própria trama, como uma espécie de auto-sabotagem.
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sexta-feira, janeiro 06, 2017
oh, democracia...
Se o Eça de Queirós tinha razão quando defendeu -- em carta ao seu amigo Oliveira Martins, de apetências cesaristas -- que "a democracia a du bon"; e se não foi ainda desmentida a razoabilidade da conhecida asserção do Churchill, a verdade é que ela está pouco defendida dos demagogos e, dentre estes, os extremistas (Hitler, FIS, Irmandade Muçulmana).
Aparece agora uma nova categoria: a dos patetas que falam em nome do Crucificado de há dois mil anos, que era deus e simultaneamente seu filho, nascido duma mãe fecundada pelo Espírito Santo, que afinal era o pai, mas também era o filho -- trapalhada fascinante que tem ocupado os melhores espíritos, cuja luz, porém, atinge em cheio a mioleira desguarnecida de criaturas como o prefeito de Guanambi. Este, já não se contenta em falar em nome de deus, como alguns colegas do Congresso brasileiro, no triste caso da impugnação de Dilma Rousseff, transmitida urbi et orbi; mas afirma-se deus ele próprio. Um deus cujo diagnóstico poderá ser: 1) um espertalhão; 2) um maluquinho que devia estar internado. Em qualquer dos casos, um indivíduo sem qualidades para o lugar, eleito democraticamente.
Oh, democracia, a que provas nos sujeitas!...
visto aqui
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segunda-feira, setembro 19, 2016
microleituras
Conferência proferida por Joaquim Paço d'Arcos no Instituto Britânico, em Lisboa, a 30 de Novembro de 1954, data em que o estadista inglês completava oitenta anos.
O texto é esplêndido de informação, concisão e empatia do romancista português (um dos mais importantes da primeira metade do século XX) e essa figura titânica no imaginário contemporâneo, galardoada no ano anterior com o Prémio Nobel de Literatura, pelo conjunto da obra, em especial The Second World War, só então concluída. Galardão que, de resto, suscitou, desde então, várias perplexidades. Só que não seria o primeiro nem o último Nobel literário entregue a um não ficcionista: o historiador alemão Theodore Mommsen recebeu-o em 1903, e ainda no ano passado, a jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich seria também distinguida.
A conferência, propriamente dita, é a resenha de um admirador português, escritor, conservador e colonialista no sentido histórico do termo, pontos de identidade com o homenageado.
início:
«MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES: / Convidado há muito pelo Instituto Britânico para pronunciar uma conferência nas suas salas hospitaleiras, só agora a minha vida pesada me permitiu retribuir, com a desvaliosa moeda da minha palavra, todas as atenções de que nesta casa tenho sido alvo.»
Autor: Joaquim Paço d'Arcos, Churchill -- O Estadista e o Escritor, Lisboa, s,d,
A conferência, propriamente dita, é a resenha de um admirador português, escritor, conservador e colonialista no sentido histórico do termo, pontos de identidade com o homenageado.
início:
«MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES: / Convidado há muito pelo Instituto Britânico para pronunciar uma conferência nas suas salas hospitaleiras, só agora a minha vida pesada me permitiu retribuir, com a desvaliosa moeda da minha palavra, todas as atenções de que nesta casa tenho sido alvo.»
Autor: Joaquim Paço d'Arcos, Churchill -- O Estadista e o Escritor, Lisboa, s,d,
quarta-feira, abril 20, 2011
da necessidade de lucidez
Um post da Ana Paula Sena Belo suscitou-me este alinhavo:
Tenho por adquirido que quanto mais instáveis são os tempos, mais necessário se torna fazer uso da razão. A Europa, na década fatídica 1929-1939, deixou-se toldar pela irracionalidade. Mas houve povos (e líderes políticos cheios de defeitos) que se mantiveram razoáveis e lúcidos: os povos do Norte da Europa. E líderes: de Churchill -- o homem certo na hora certa -- ao rei Haakon VII, da Noruega (ocupada pelos alemães), que ostentava à lapela a estrela de David, solidário com os seus concidadãos judeus. É evidente que também houve líderes do outro lado detentores de grande frieza (Stálin) e frio e competente discernimento (Salazar). Mas para estes não havia cidadãos, mas uma massa que era necessário enquadrar e tutelar.
sábado, julho 08, 2006
Figuras de estilo - Joaquim Paço d'Arcos
Todas as alternativas da guerra, os altos e baixos da tremenda aventura, as horas negras de Dunquerque e da capitulação da França, os momentos decisivos da batalha de Inglaterra, o vaivém dos exércitos no Norte de África, a rendição de Tobruk, a queda de Singapura e o vertiginoso alastramento nipónico pelo Sudeste Asiático, os dias e noites sombrios da batalha do Atlântico, a manhã luminosa de Al-Alamein, o desembarque na Sicília e a campanha de Itália, os golpes de tragédia renascentista da política italiana, o desembarque na Normandia e o estabelecimento da Segunda Frente, a libertação de Paris e a travessia do Reno, a Guerra com G grande, a guerra total, no mar, na terra, no ar, nas cidades e no deserto, na selva da Birmânia, nos bancos de coral da Oceania e nas planícies da Europa, na Câmara dos Comuns destruída pelas bombas inimigas ou à mesa das Conferências secretas, toda essa película, terrífica e alucinante, passa a nossos olhos e a nosso espírito nas páginas das volumosas Memórias do guerreiro e do estadista que, como César, forjou a História e escreveu-a.Churchill -- O Estadista e o Escritor
(fotografia de Churchill
por Yussuf Karsh, 1941)
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domingo, maio 08, 2005
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