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domingo, fevereiro 03, 2019

vozes da biblioteca

«Em pequenino ponto desse corpo, / a fonte, o fogo, o mel se concentraram.» Carlos Drummond de Andrade, «Amor -- pois que é palavra essencial», O Amor Natural (póst., 1992)

«Secretas vêm, cheias de memória» Eugénio de Andrade, «As palavras«, Doze Poemas (1995)

«Só bens me dê o céu! eu tenho provas / Que não há bem que pague o desta vida.» Afonso Duarte, Rosas e cantigas», Um Ramo de Rosas -- Colhidas por José da Cruz Santos na Poesia Portuguesa e Estrangeira (2010)

terça-feira, junho 07, 2016

E um beijo dado no ar é um vapor a esmo / A subir para as nuvens descontente.
Afonso Duarte

quarta-feira, maio 04, 2016

Viver? É a vida sempre em despedida.
Afonso Duarte 

quarta-feira, março 12, 2014

Linda mulher que meu olhar corteja / Com seu colar de pedras desleais
Afonso Duarte

terça-feira, março 05, 2013

Antologia Improvável - Afonso Duarte

BÚZIO DO MAR


Praguejam pescadores: Ora esta, ora esta,
O mar na praia é um tambor em festa!

Danado e rouco ele há lá quem o fateixe!
O mar não anda bom...
E som, e som, som-som,
deita a fugir o peixe.

Meus patrícios, poveiros tal e qual
É a nobreza maior de Portugal!

Mesmo sou duma aldeia à beira-mar,
E ouço-o bem duas légias em redol:
Meio ano a lavoirar,
Outro meio ao anzol!

Meus patrícios cada qual
Tem o seu bote que é o seu casal.

Mas, o Oceano, o mar não anda bom:
Ondas são trambolhões, e trambolhões de som!

Ó mar, meu brutamontes,
Música, deixa ouvi-la da noitinha:
Eu quero ouvir o murmurar das fontes
Que a noite já se avizinha...


presença #16
Coimbra, Novembro de 1928

sexta-feira, março 01, 2013

poesia de cascais / Afonso Duarte


Já meu reino foi calvário
Lá nos mares da Taprobana
Nem tocou a igual sudário
A trombeta castelhana.
Se, como rosas de Abril,
Tem as praias do Estoril,
Já meu reino foi calvário.


segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Antologia Improvável -- Afonso Duarte



CANTO DE MORTE E AMOR

7

Canto de morte e amor:
Ou um não sei que há na alma
Que dói cortar uma flor!
Distúrbio na noite calma...
O que dói é outra existência,
Não a flor, a dor da ausência,
Ou não sei o que há na alma.

Canto de Morte e Amor / Obra Poética




domingo, agosto 13, 2006

Afonso Duarte

Correspondências #55 - Afonso Duarte a Adolfo Casais Monteiro

Querido Amigo:
Se temos de falar de humanidade na nossa poesia de hoje, em v. teremos de a procurar na sua mais alta expressão. Depois do Canto da nossa agonia, -- Europa: para sempre na nossa alma angustiada deante do mundo. Se me fosse possivel partir daqui, um só caminho teria: era ir abraça-lo.
Até lá
Afonso Duarte
Coimbra,
8.Fev.º946
In Portugal, a Guerra e os Novos Rumos da Europa
(edição de António Braz de Oliveira e Manuela Rêgo)

segunda-feira, julho 31, 2006











(esq.-dir.) M. Torga, António de Sousa,
A. Duarte, P. Quintela e V. Nemésio
fonte

sábado, abril 15, 2006

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Antologia Improvável #94 - Afonso Duarte

Parece um auto lendário
Estar na vida,
Ou milagre de poesia
Depois de vê-la perdida.

Chegar a velho! Suponho
Toda a existência memória
Do que na vida foi sonho.

In Notícias do Bloqueio, nº 1

Afonso Duarte