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quinta-feira, março 31, 2016

tempos interessantes

A declaração de voto de dois deputados do PCP, sublinhando a "defesa do direito de opinião e manifestação e dos direitos políticos, económicos e sociais em geral", relativamente aos presos políticos em Angola; o PEV, a votar favoravelmente as propostas do PS e do BE. A posição do PCP é insustentável, é um facto; delirante e oportunista, o voto contra do PSD e do CDS.
A posição oficial do governo português é diplomaticamente fina e inatacável, conseguindo dizer tudo o que deve ser dito. 

terça-feira, março 29, 2016

tropeções justicialeiros

Em Portugal, agentes da justiça violam a lei, passando aos tablóides dados de processos em segredo, v.g. o caso Sócrates. Não se dão ao respeito e o descrédito é grande.
No Brasil, entram abertamente na luta política, sob o disfarce do combate à corrupção. O que se passa com Lula e com Dilma Rousseff (e o que não se passa com outras áreas políticas) é de bradar aos céus. Aqui já não é dar-se ao respeito, é o despudor tornando a justiça uma caricatura; não são magistrados, mas palhaços.
Em Angola, nem palhaços, mas marionetas. Os activistas antigovernamentais em "julgamento", vêem, no decurso dele, ser-lhes retirada a acusação ridícula de tentativa de atentado contra o Presidente da República; mas, em contrapartida, impende sobre eles -- arranjada à trouxe-mouxe, no decorer do processo -- a acusação de "associação de malfeitores". Não fosse grave e seria diurético. Prevê-se que até final do processo Luaty Beirão, Nuno Dala e demais companheiros possam vir a ser acusados de traição e estacionamento proibido.

terça-feira, outubro 27, 2015

quarta-feira, outubro 14, 2015

se o governo de Angola não se dá ao respeito, não merece ser respeitado

Nunca alinhei naqueles ataques a Angola por causa da corrupção e assuntos afins. Por várias razões: em primeiro lugar, porque considero uma atitude neo-colonialista. Depois, sobre corrupção, não temos lições a dar a ninguém, muito menos a uma ex-colónia. Quinhentos anos de colonização são quinhentos anos de pilhagem e morte. Portanto, quanto a isso, muito cuidadinho e decoro.
Outra coisa são os direitos humanos! Aí não há países nem ingerências nem sensibilidades nem cerimónias. Por isso, quando um governo de qualquer país atenta contra a dignidade do ser humano, impedidndo-o de se manifestar e encarcerando-o, tem de estar sob forte pressão condenatória da comunidade internacional.
Assim, enquanto o governo e a justiça angolanas não se comportarem civilizadamente neste caso dos jovens detidos, entre os quais está o grevista da fome Luaty Beirão (estou-me nas tintas para a nacionalidade dele, dupla ou tripla), a denúncia do caso e execração da atitude do governo de Angola -- que tem de acabar rapidamente com esta farsa -- é um dever de todos os que têm a Liberdade de consciência e de expressão como valor absoluto e sagrado. 
E já agora, com Luaty Beirão, quero lembrar outros presos políticos: o palestiniano Marwan Barghouti, o curdo Abdullah Öcalan, o chinês Liu XiaoBo, o australiano Julian Assange e o norte-americano Edward Snowden.

quarta-feira, outubro 16, 2013

"dar-se ao respeito": patetices sobre Angola e declaração de desinteresses

Leio por aí que Portugal não se deu ao respeito no caso Machete com Angola; e porque não se deu ao respeito, não é respeitado.
Ora eu devo lembrar que Portugal começa por não se dar ao respeito quando um qualquer funcionário corrupto do Ministério Público vende a um jornal informação que está sob segredo de justiça. Já é duvidoso para mim que a imprensa se alimente desses excrementos que nos ministérios, nas autarquias, nos organismos públicos arredondam o vencimento desta forma. Quando há uma fuga do Ministério Público para os jornais, ainda por cima envolvendo dirigentes políticos estrangeiros, ainda por cima de um país irmão, ainda por cima de um país de que precisamos como do pão para a boca, é o Estado português que está em causa, até porque.
Ah e tal... há os valores  e a corrupção e o caraças. Em primeiro lugar, como estou farto de escrever, Portugal, país minado, não tem um mínimo de moral para falar de corrupção a quem quer que seja; em segundo lugar, em relação a Angola, convém ter decoro, depois de termos andados 500 anos a sacar (no tempo do Salazar e do Cerejeira dir-se-ia "civilizar" ou "evangelizar"). E depois, com franqueza, quero lá saber se há corrupção em Angola! Preocupa-me a de cá, exposta aos corruptores de todo o vasto mundo, que não apenas os angolanos...
Estes idiotas que peroram pelas rádios e televisões -- e não engrossam a voz, por exemplo, à China -- deviam saber que um país tem interesses e estratégia. Portugal, sendo irrelevante internacionalmente (e até podia não o ser...), se quer marcar pontos nas agendas nobre, se quer ser paladino de causas, deve comportar-se de forma inteligente, assim tipo Noruega... Mas não: assobia para o lado quando o rebotalho que existe na administração pública se vende ao jornais.
(Devo dizer, aliás, que nas críticas do Jornal de Angola, escritas parece que sob pseudónimo por Artur Queiroz -- uma saudação para ele! --, só não concordo (e se bem me lembro do texto todo) com os ataques à PGR Joana Marques Vidal, pois se a memória me não falha a fuga para o Expresso deu-se mal ela chegou à função, ou seja, antes de tomar o pulso ao antro; e parece-me, embora acompanhe pouco os assuntos criminais, que as famigeradas fugas no MP têm sido eficazmente combatidas, graças, precisamente, à acção da procuradora, que deve andar a varrer o lixo que tem no serviço).
Machete, aqui, é um infeliz que está farto de meter os pés pelas mãos, e se vê que não está à altura da função; o PS fará melhor em não se aproveitar, porque nem sequer pode falar quanto a agachamentos a Angola (lembram-se do escândalo da reportagem de Barata Feyo sobre a Unita na RTP? Eu lembro-me.) O Bloco, neste caso, é o bobo de serviço: ver udp's e psr's a vociferarem contra Angola, a China ou Cuba, dá vontade de rir.
Do que o país precisa é de um novo ministro dos Negócios Estrangeiros, alguém que saiba o que está a fazer.
E, já agora, de um novo primeiro-ministro e de um novo Governo. Mas isso transcende esta lamentável questão angolana.
Declaração de desinteressesnunca estive em Angola, nem tenho familiares directos que lá trabalhem. Ideologicamente, não sendo filiado, frequento o PS.  

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

PEDIR DESCULPA À REPÚBLICA DE ANGOLA, E JÁ! (com citação de Álvaro de Campos)

     A situação interna de Angola, interessa-me tanto como a do Brasil ou Timor-Leste; isto é: atendendo ao laços históricos e às dependências mútuas, económicas, culturais, afectivas, um pouco mais do que saber da Noruega, do Burundi ou do Nepal.
     São-me, por isso, relativamente indiferentes as lutas pelo poder em Angola -- já me basta o lixo doméstico. O que não me é indiferente é ver um organismo do Estado português ocupado por prostitutos indecorosos,  transaccionando com os jornais material que passa por informação --, sendo que o Expresso aqui é, lastimavelmente, parte ou instrumento dessa luta de interesses.
     Quando em editoriais, escritos em português decente, o Jornal de Angola, com maior ou menor exagero, mas justificadamente, se insurge contra o tratamento que é dado ao seu PGR -- isto é com notícias de jornal veiculadas por rameiras  disfarçadas de magistrados do Ministério Público--, enquanto cidadão sinto uma enorme vergonha pelas instituições de Justiça (de Justiça...) do nosso país. 
     Eu quero lá saber dos governantes angolanos, ou do mensalão brasileiro! Já prenderam alguém do BPN?; do ferro-velho?; das traficâncias feitas por cá? Somos exemplo para alguém?... Não somos. Pelo contrário, somos, como país, uma vergonha de inoperância e impunidade. Mas somos bons em esquemas; deve ter sido esse o nosso grande legado às colónias, além da língua (mal tratada, é claro, pois universidades, em 500 anos de colonização, nem vê-las...)
     Eu nunca estive em Angola, nem a minha família próxima; nem tenho ninguém a trabalhar lá. Não tenho interesses. Mas sei que Portugal precisa de Angola e Angola de Portugal; como precisamos, países da CPLP, todos uns dos outros. E não se trata só de necessidade: os países amigos, os países-irmãos, que é o que são todos os que constituem a CPLP, devem tratar-se em conformidade, respeitando-se e dando-se ao respeito -- coisa que os portugueses têm dificuldade em fazer...
     Quando funcionários do Estado português, funcionários superiores (!), mas, na verdade, a mais reles escória da nação, se vende a jornais e jornalistas sem escrúpulos, pondo em causa os interesses portugueses -- porque é isso que eles estão a fazer, e não a pugnar por maior democracia e transparência em Angola, não me lixem! --; quando o Estado português permite que bandidos que são seus funcionários se comportem assim, não lhe resta outra alternativa senão pedir desculpa ao Estado angolano. E agir depressa, que é o que eu espero faça da dr.ª Joana Marques Vidal, encontrando-os, julgando-os e metendo-os na choça, que é o lugar dos corruptos.

P.S.E, já agora, seria bom que a merda da imprensa portuguesa -- como diria o Álvaro de Campos -- respeitasse os leitores, o que é pedir de mais, eu sei, pois são feitos da mesma massa informe.  

P.P.S.- vi ontem a reacção de Paulo Portas. Boa, mas não chega.