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quarta-feira, junho 21, 2017

JornaL

1. Como pode a política externa portuguesa estar à mercê dum qualquer juiz, que nem deve saber com que países Angola faz fronteira? Se houvesse noção do que andam a fazer, julgava-se o tal Orlando alegadamente corrupto e, sendo condenado, o estado português teria de fazer as suas diligências por via diplomática, aliás com outra segurança e um ganho de causa que, assim, nunca poderá ter. Ou seja: isto não vai servir para nada -- ou, melhor, servirá a quem está apostado em criar problemas com Angola, para gáudio dos idiotas-úteis do costume:   Vice-presidente de Angola e procurador Orlando Figueira vão a julgamento (Sic Notícias)

2. A "esquerda" borracha, ou caudilhismo do Terceiro Mundo: Procuradora-geral da Venezuela diz que vai "até onde a lei permitir" (Destak)

3. A proverbial estupidez da política externa americana, sempre acompanhada do vezo pirata, dá nisto: Austrália suspende missões na Síria após ameaça russa aos aviões da aliança (Observador)

4. Acho imensa piada ao Putin, principalmente quando manda os americanos baixar a bola: Caças russos interceptam aviões dos EUA no mar Báltico (Jornal do Brasil)

5. Civilização: Bicicletas partilhadas avançam em Lisboa (Jornal de Notícias)

quinta-feira, maio 19, 2016

estivadores: parvos seriam se não fizessem greve

Outro escândalo, a chantagem dos operadores portuários, diante da greve às horas extraordinárias (horas extraordinárias...). Os patrões querem as mãos livres para contratar (e, portanto, despedir) pessoal não qualificado, a ganhar tuta-e-meia. Os estivadores têm o poder e a força, e não estão pelos ajustes em relação a estes truques dos patrões, talvez gulosos, talvez chupistas, certamente poltrões os que têm a lata de acusar os trabalhadores provocarem danos à economia nacional. Que lata,que vígaros. Acho que devem pugnar pelos seus legítimos interesses, e tentar sacar mais umas coroas ao Estado, esse nefando obstáculo à iniciativa privada.

civilização

Proposta, apresentada pela Ordem dos Médicos, de redução do horário de trabalho dos pais com crianças até aos três anos. Previsivelmente mal visto pelos bufarinheiros do costume, para quem tudo é mercadoria.

colégios privados

Um grande aplauso ao PSD e ao CDS, que, sem pudor, continuam a bater-se pelos negócios particulares.
Pode não haver dinheiro para a saúde, para a escola pública, para o património histórico e para os museus; pode abater-se no subsídio de desemprego, e encurtar a sua duração, mesmo que se tenha quarenta ou cinquenta anos; pode roubar-se à vontade nas reformas e cortar no subsídio à preguiça, o RSI ou Rendimento Mínimo Garantido, porque haverá sempre um qualquer banco alimentar (ou um banco de esmolas) para matar a fome aos pobrezinhos. O que seria dos bancos alimentares desta terra, não fossem os pobrezinhos?; das voluntárias e voluntários de sacristia, não fossem os pobrezinhos? São os pobrezinhos que lhes dão um sentido para as suas vidas, como sucede com a "Mónica", do conto da grande Sophia de MBA.
Voltando aos colégios: os cidadãos -- em regra tão atentos ao porta-moedas -- não deixarão de levar em conta esta grande causa por que se batem Passos e Cristas:
                                                                                          a de os impostos daqueles que pagam impostos efectivamente, servirem para custear uma escola pública com salas vazias e também financiar  dono do colègiozinho ao lado, para não haver um retrocesso, diz Passos  (ahahah, a lata destes tipos!...), talvez retrocesso civilizacional.
Continuem!, sim, continuem!...  
Mas que diabo! Não foram só os meus filhos a frequentar um colégio em que eu pagava, sem outra ajuda senão a de familiares, em alturas mais apertadas, ao mesmo tempo que com os meus impostos contribuía, e assim é que tem de ser, para a escola pública, que a quero de qualidade em todo o país. Eu próprio frequentei o melhor colégio do meu concelho, que também é um dos melhores do distrito, e do país, a Escola Salesiana de Santo António, mais conhecida pelos Salesianos do Estoril. Alguma vez o Estado contribuiu para isso? Era o que faltava então, era o que faltava agora!