A pesquisar para um novo bloco de orquestrais & concertantes, dou com esta resposta tão rápida quanto completa à inevitável pergunta sobre as influências, tanto ao nível da clássica como do rock. E, para quem esteja familiarizado com a música de Tony Banks, desde os primeiros Genesis, em 1969 (o som Beatles, antes de todos os outros) até aos grandes compositores ingleses, nada é surpreendente. Passos a enumerar: 1. erudita: Rachmaninov e Ravel, aspectos técnicos; e as sonoridades dos ingleses do século XX: Vaughan Williams, Holst, Elgar, Delius, and stuff; no rock, Beatles, Beach Boys, Kinks, Animals, sem esquecer as performances de Keith Emerson com os Nice, o primeiro e (talvez por isso mesmo) mais assombroso concerto assistido por Tony Banks -- para mim o principal esteio da sonoridade dos Genesis, nas suas melhores fases (1970-1974, 1976-1978, 1983) e também nas outras.
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terça-feira, janeiro 29, 2019
terça-feira, novembro 28, 2017
sábado, outubro 28, 2017
terça-feira, maio 16, 2017
sexta-feira, março 24, 2017
domingo, março 19, 2017
domingo, março 05, 2017
e ainda dizem que não há milagres
História de um milagre. Não, de dois milagres.
O primeiro é a descoberta de um músico que ninguém queria ouvir na sua terra, Estados Unidos, tornado herói na África do Sul do apartheid, junto da juventude africânder, sufocada pelo regime. A situação de pária internacional fez com que Sixto Rodriguez ignorasse, durante trinta anos, que era uma estrela na África do Sul, maior do que Elvis, só eventualmente ultrapassada pelos Beatles e Simon & Garfunkel.
O segundo milagre é o próprio Sixto Rodriguez, como se vê neste notável documentário de Malik Bendjelloul.
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quinta-feira, setembro 29, 2016
domingo, julho 03, 2016
quinta-feira, março 17, 2016
quarta-feira, março 09, 2016
sexta-feira, outubro 30, 2015
a possibilidade de viver
Há uns bons anos, em resposta a um comentário que a Maria Noronha (quando voltará ela a blogar?) fez a este excerto de Stig Dagerman: «Sem fé, ouso pensar a vida como uma errância absurda a caminho da morte, certa. Não me coube em herança um qualquer deus, nem ponto fixo sobre a terra de onde algum pudesse ver-me. Tão pouco me legaram o disfarçado furor do céptico, a astúcia do racionalista ou a ardente candura do ateu. Não ouso por isso acusar os que só acreditam naquilo que duvido, nem os que fazem o culto da própria dúvida, como se não estivesse, também esta, rodeada de trevas. Seria eu, também, o acusado, pois de uma coisa estou certo: o ser humano tem uma necessidade de consolo impossível de satisfazer.»
escrevi a minha via pessoal para tentar iludir o absurdo da existência, via que continuo a trilhar, tentando iludir-me
«É o nada que nos espera que torna a vida absurda. O Vergílio Ferreira diz num dos seus diários qualquer coisa como isto: uma hora de eternidade é igual a mil anos de eternidade; isto é: uma hora de nada é igual a mil anos de nada. Há para mim algo que pode dar um sentido à vida, e tal é a minha descendência, a única coisa perene que me vai sobreviver, pois não sou Miguel Ângelo, Beethoven, Camões ou sequer Napoleão. E mesmo esses... Por isso, também ouço muitas vezes o «Blackbird» & outras músicas; tornam a vida possível de ser vivida.»
*«Blackbird», música de Paul McCartney, nos Beatles.
*«Blackbird», música de Paul McCartney, nos Beatles.
quarta-feira, setembro 09, 2015
sábado, junho 13, 2015
quarta-feira, agosto 27, 2014
tudo no lugar
Um McCartney típico, bem construído e esgalhado, cheio de alma e graça, com tudo no seu lugar: a linha do baixo, o fraseado da guitarra, o beat da bateria, as vozes desesperadamente roufenhas. E é divertido. Abre Rubber Soul (1965), um dos meus álbuns preferidos.
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quinta-feira, julho 31, 2014
Com Geezer Butler foi Jack Bruce...
Geezer Butler (guitarra-baixo dos Black Sabbath) também tinha os Beatles por heróis. Certa vez foi ver os Cream. Andava tudo doido com o Eric Clapton ("Clapton is God", não é?), mas foi Jack Bruce quem lhe tocou a corda: "Everybody was going on about what an icredible guitarist Eric Clapton was, but I ended up being mesmerised by Jack Bruce. I'd never even thought about playing bass until I saw Jack [...]" (Classic Rock #200, "Heroes & Villains", Agosto 2014)
Um dos vilões que Butler nomeia é Bush, por causa do Iraque -- o que só lhe fica bem.
Em baixo, talvez fechando os olhos consigam ouvi-lo como deve ser.
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quarta-feira, julho 30, 2014
Ozzy Osbourne e os Beatles
Ozzy Osbourne (voz dos Black Sabbath) ia na rua pelos idos de '64 (ano em que eu nasci) quando ouviu pela primeira vez She Loves You, dos Beatles, no transístor que levava; e desde esses instante sentiu-se como que catapultado para uma dimensão da qual nunca mais saiu. Certa vez, o filho perguntou-lhe como era a onda, quando os Beatles estavam a a contecer, e Ozzy saiu-se com esta pepita: "The only thing I could say is that you go to bed today, then get up tomorrow morning and it's a completely better world."
(Num inquérito multitemático da Classic Rock #200, comemorativo desse número redondo, e do qual, nas próximas semanas, irei picar algumas resposta interessantes.)
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terça-feira, julho 08, 2014
Harrison & McCartney
Balada característica da primeira metade da década de 1960. McCartney é o autor, percebe-se; e o riff, segundo este revelou, é de Harrison -- também.
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terça-feira, julho 01, 2014
because
George Martin, o produtor (e 5.º Beatle) no cravo eléctrico, e um estupendo arranjo vocal. E sintetizadores (Harrison). No maravilhoso e inolvidável e sobre todos icónico Abbey Road (1969).
sábado, junho 21, 2014
outros tempos
Tema directo e inspirado a abrir um dos mais fantásticos discos dos Beatles, o so called duplo White Album, que tem tudo: do rock'n'roll ao experimentalismo. O grande McCartney, que compôs, canta, toca guitarra, o piano e uma parte da bateria... brinca na Guerra Fria (estamos em 1968) e pisca os olhos à música americana (Chuck Berry, The Beach Boys, Hoagy Carmichael, está tudo aqui), enquanto clama pelas miúdas russas e ucranianas (outros tempos...).
Em baixo, Macca em Moscovo, já neste século, Putin a assistir.
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