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quarta-feira, 25 de maio de 2016

VISITA GUIADA – CONFRARIA DOS CALDEIREIROS E IGREJA DE S. LUIS DOS FRANCESES



VISITA GUIADA – Confraria dos Caldeireiros e Igreja de S. Luís dos Franceses

DIA:
28 de Maio 2016 (10,45 horas);

LOCAL ENCONTRO: Rua das Portas de Santo Antão/Beco São Luís da Pena [Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Explore Latitudes

No seguimento da procura das Confrarias que constituíram A Casa dos Vinte e Quatro, visita guiada à Confraria dos Caldeireiros - Igreja São Luís dos Franceses de Lisboa, na Rua Portas Santo Antão e Baixa Pombalina

Confraria dos Caldeireiros, os primeiros comerciantes franceses e os caldeireiros oriundos da Bretanha, residentes em Portugal no Séc. XV, estão na origem da Confraria que pretendia prestar solidariedade, encontros sociais e cuidados aos mais necessitados, por isso foi construído um hospital para esta Confraria.
 
 
Igreja S. Luís dos Franceses de Lisboa, a igreja foi fundada em 1552 sob a invocação de São Luís, rei de França, destinada a servir de local de culto à comunidade francesa residente em Lisboa. Em 1622 concluem-se as obras, e no primeiro quartel do século XVIII colocam-se os altares marmóreos de fabrico italiano, bem como a pintura de um deles segundo encomenda de Luís XV de França.

Em 1755, a Igreja, situada nas portas de Santo Antão, sofre grandes danos com o terramoto e com o incêndio subsequente. Em 1768 colocam-se os três altares marmóreos, executados pelo escultor genovês Pasquale Bocciardo, segundo encomenda de Luís XV de França. No século XIX o imóvel passa para a posse do Estado Francês e em 1882 é instalado o órgão realizado em Paris por Aristide Cavaillé-Coll. No andar superior, em três salas, funcionava o hospital de São Luís, da Confraria do Bem-aventurado São Luís, que socorria todos os franceses pobres e necessitados de auxílio médico. Actualmente o hospital situa-se no Bairro Alto [AQUI]

 PROGRAMA:

  • Visita orientada à Confraria dos Caldeireiros - Igreja São Luís dos Franceses de Lisboa, na Rua Portas Santo Antão e Baixa Pombalinaa

  • 10,45h | Encontro na Rua das Portas de Santo Antão / Beco São Luís da Pena - Lisboa

  • 11,00h | Pontualmente, início da visita guiada àConfraria dos Caldeireiros, Igreja S. Luís dos Franceses e Baixa Pombalina

  • 12,30h | Café na Baixa Pombalina

Condições de Inscrição - VER AQUI

J.M.M.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

VISITA GUIADA – CONFRARIA DE S. JOSÉ DOS CARPINTEIROS E PEDREIROS


VISITA GUIADA – Confraria de S. José dos Carpinteiros e dos Pedreiros

DIA:
9 de Abril de 2016 (15,00 horas);
LOCAL ENCONTRO: Entrada da Igreja de S. José [R. de S. José, 64, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Explore Latitudes

► A Casa dos Vinte e Quatro de Lisboa, foi criada a 16 de Dezembro de 1383, por D. João, Mestre de Avis e Regedor e Defensor do Reino (futuro Rei D. João I), com o objectivo de permitir que os mesteirais participassem no governo da cidade. A sua criação vem no seguimento do apoio dado pelos eles a D. João na Crise de 1383-1385.

A Casa dos Vinte e Quatro funcionava como uma assembleia municipal com poder deliberativo. Todas as medidas municipais a serem postas em prática tinham que ser por ela votadas e aprovadas por maioria. Era composta por dois representantes de cada uma dos 12 grémios ou corporações de ofícios da cidade (conhecidas por "bandeiras"), os quais eram colectivamente conhecidos pelos "Vinte e Quatro". Cada bandeira era designada pelo respectivo santo padroeiro e incluía um ofício de cabeça, bem como outros ofícios anexos.



As reuniões dos Vinte e Quatro realizavam-se inicialmente na Igreja de S. Domingos. Os Vinte e Quatro elegiam um juiz do povo (que presidia à Casa), juízes de paz, procuradores e outros magistrados. A Casa dos Bicos, em Lisboa, foi outrora a sede da Casa dos 24, que depois passou para junto da Igreja de S. José dos Carpinteiros.

S. José era o padroeiro do grupo que constituía a 7ª bandeira da Casa dos 24, baluarte onde se acolhiam os dois mesteres: carpinteiros e pedreiros. Era a classe dos Mestres da Construção Civil, que, depois do terramoto de 1755, muito auxiliaram o Marquês de Pombal na reedificação da cidade de Lisboa. Em 1501 foi feita a reforma do compromisso da classe, cuja sede se instalou na Rua da Fé, em Lisboa, e em 1537 foi criada a confraria de S. José dos Carpinteiros.

PROGRAMA:
  • 14,45h | Encontro na entrada da Igreja S. José - Rua S. José, 64 - Lisboa
  • 15,00h | Pontualmente início Visita Guiada à Confraria e Igreja de S. José dos Carpinteiros e Pedreiros
  • 16,30h | Visita à Igreja da Anunciada da Confraria de S. Lucas dos Pintores
  • 17,30h | Lanche no Largo da Anunciada
Condições de Inscrição - VER AQUI

J.M.M.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

[TEXTO] NA HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS - FIGUEIRA DA FOZ


DISCURSO PROFERIDO NA HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2015, NA FIGUEIRA DA FOZ, pela Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto

Celebra-se hoje mais uma data comemorativa da luminosa jornada que raiou no dia 24 de Agosto de 1820 na cidade do Porto, esse grito memorável da regeneração e engrandecimento da Pátria, levado a cabo por homens generosos e de boa vontade, que o destino abraçou.

Em preito e homenagem a esses varões ilustres, cumpre-me - em nome da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto – a honra de os evocar neste lugar e laurear a saudosa memória de um dos seus primeiros heróis, o insigne figueirense, o venerando Manuel Fernandes Tomás.

Agradeço, por uma vez mais, à Câmara Municipal da Figueira da Foz - na pessoa do senhor Presidente – este tributo de respeito e gratidão ao Patriarca da Liberdade, e que cada ano a edilidade promove, seguramente contra a inclemência destes nossos tempos; cumprimento, na pessoa do seu Presidente, a Associação Manuel Fernandes Tomás que tem sabido levantar bem alto a figura benemérita de Fernandes Tomás, a alma e rosto da primeira revolução liberal, a grande obra de 1820; e saúdo todos quantos quiseram estar aqui presentes. A todos e a cada um, o nosso agradecimento fraterno.

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Os grandes Homens, pelo reconhecimento que todos lhes devem dos seus largos ideais e das suas boas obras, também e por vezes, perpetuam a sua memória em monumentos escultórios públicos, mantendo assim vivo a sua identidade individual e cultural, para ilustração e edificação aos vindouros.

Essa secularização da morte remete-nos para uma iconografia onde a estatuária e a própria arquitectura fixam determinada memória histórica e biográfica. Esta cultura simbólica torna-se assim um sinal de presença e de rememoração ou nós não soubéssemos que “uma imagem vale mais que mil palavras”.

O Monumento a Manuel Fernandes Tomás – que aqui vemos neste espaço da polis figueirense –, este lugar luminoso da nossa memória, pela sua estatuária e construção tumular (caso único entre nós, pois se encontra em pleno passeio público) não só é o símbolo imortalizante da virtude, da audácia e da raça do tribuno e jurisconsulto Manuel Fernandes Tomás – e uma digna glorificação do Patriarca da Liberdade - mas também faz alusão para uma necessária reflexão sobre a nossa memória colectiva ou da história pátria.

Morre Fernandes Tomás no dia 19 de Novembro de 1822, já com a Constituição jurada, não assistindo porém ao “colapso” do movimento que tinha fundado. Mas legou-nos um exemplo grandioso de serviço à causa pública e à Liberdade, pela sua obra jurídico-constitucional, na defesa da liberdade civil e da soberania da nação, pela defesa do império da lei.

Logo na Sessão das Cortes, a 2 de Dezembro desse ano, Borges Carneiro propõe que a Nação tome a seu cuidado, como testemunho de gratidão pública, as exéquias funerárias do “primeiro dos regeneradores”, o que foi aprovado.

Na Sessão de 6 de Dezembro foi decretado, como sendo um dever de honrar a sua memória, incumbir o Governo de erigir um monumento sepulcral “simples e modesto”, com inscrição “a Manuel Fernandes Tomás as Cortes Ordinárias de 1822”, bem como patrocinar “meios de subsistência à sua família”. 

Porém, com a “Vilafrancada”, no mês de Junho de 1923, com o absolutismo de novo triunfante, tudo se torna inviável - pela animosidade e agressividade que tinham ao seu elevado pensamento, constantes dos soezes ataques proferidos ao seu carácter e integridade cívica. A corrente anti-liberal não perdoava ao cidadão Manuel Fernandes Tomás o seu sentimento de patriotismo, a sua actividade parlamentar de constituinte, a sua figura de rectidão e virtude cívica. Jamais lhe perdoou.

A 24 de Agosto de 1884 os republicanos de Lisboa patrocinam um grandioso cortejo cívico em honra de Fernandes Tomás, junto ao seu túmulo no cemitério dos Prazeres. A comissão da homenagem patriótica, acompanhada por delegados da província e correligionários, saiu do Clube Henriques Nogueira (rua Nova de Almada), com diversas oferendas, enquanto partia da sede da Associação Escolar Fernandes Tomás (rua do Poço dos Negros), diversas agremiações escolares e populares. Usaram da palavra no cemitério dos Prazeres, Sebastião Magalhães Lima, Elias Garcia, Manuel da Arriaga, Alves da Veiga, entre outros. O cortejo, que tinha sido proibido pelas autoridades, representou uma forte manifestação da força do povo republicano, mas terminou com incidentes lamentáveis, manifestações anticlericais violentas e prisões arbitrárias, que o conflito com a guarda desmandada causou.

O republicanismo então emergente – não por acaso o embrião do que seria o futuro Partido Republicano nasce nesse ano a 17 de Maio – tomava assim como sua herança os princípios de cidadania da gloriosa revolução de 1820 - esse grito de liberdade - abraçando o direito à sua memória futura e entre ela a exaltação da alma heróica e generosa de Manuel Fernandes Tomás.
 


Alguns anos mais tarde (Abril de 1906), a ideia de perpetuar em monumento a memória de Fernandes Tomás, “o mais ilustre espírito dos filhos da Figueira”, é abraçada fervorosamente por quatro operários figueirenses, de seus nomes: José Augusto Fernandes Talhadas, Frutuoso Abel Santos, João Maria Cardoso Pereira e João da Silva Cascão e que se constituíram em Comissão Promotora do Monumento. A angariação dos fundos necessários, através de uma lista de subscrição pública, foi bem correspondida, inclusive por contribuição dada pelo rei D. Carlos e pelo então governo.   

A primeira pedra foi colocada no monumento a 22 de Setembro de 1907, na então denominada Praça Nova. A cerimónia, que revestiu grande solenidade - perante duas mil pessoas - contou com discursos dos reputados republicanos António José de Almeida, João Pinto dos Santos, Carlos Borges, António Fontes e Mário Monteiro. Foi uma manifestação imponente ao egrégio cidadão e uma prova que o nome de Fernandes Tomás era já uma “frondosa árvore da liberdade”.

A inauguração do monumento a Manuel Fernandes Tomás só teve lugar no inolvidável e glorioso dia de 24 de Agosto de 1911. O monumento em pedra e bronze foi de autoria do escultor Fernandes de Sá. A estátua em bronze de Fernandes Tomás (de pé) assenta sobre um pedestal com uma palma em baixo-relevo esculpida na parte frontal, encimada por um friso de louros e algumas inscrições (em bronze), onde sobressai um excerto da oração fúnebre de Fernandes Tomás, de autoria de Almeida Garrett. A fundição da estátua, bem como os ornamentos para o pedestal, esteve a cargo de M. J. Pereira Caldas e contou com os préstimos do tenente-coronel José Maria Luiz de Almeida, que por ela se interessou.

A Comissão Promotora do Monumento a Manuel Fernandes Tomás trabalhou sempre generosa e esforçadamente na arrojada iniciativa, tendo organizado um programa dos festejos imponente, com apoio e acolhimento governamental, da edilidade, organizações comerciais e agremiações profissionais, sociais e culturais locais.      

O imponente cortejo cívico revestiu muito brilho e solenidade. Partindo do Salão Nobre dos Paços do Concelho, seguia à frente a Filarmónica Figueirense, o neto do homenageado, Manuel Fernandes Tomás e seus filhos, elementos do Regimento 28 de Artilharia, elementos civis e depois inúmeras associações, com os respectivos estandartes: as associações Artísticas, o Ginásio Clube, Bombeiros, Associação dos Pedreiros, Caixeiros, Carpinteiros, o Monte Pio, sócios do Centro José Falcão, fechando o cortejo a Filarmónica 10 de Agosto.

Frente à Estatua, formava, “com todo o garbo”, o Batalhão dos Voluntários com a banda dos 23, chefiado pelo capitão Girão; a Praça estava engalanada com as janelas das suas casas com colchas.

Marcaram presença na memorável cerimónia várias colectividades, como a Associação Comercial, a Cooperativa Fernandes Tomás, a Associação de Instrução Popular, o Centro Cândido dos Reis, o Grupo da Juventude Republicana Bernardino Machado, o Grémio Fernandes Tomás e o Grémio Evolução.

Usaram da palavra na patriótica homenagem, Francisco Martins Cardoso, Manuel Fernandes Tomás (neto do ilustre homenageado), Lino Pinto, Carlos Borges e Gustavo Bergstrom. À noite continuaram os festejos populares, tendo havido lugar a vários concertos e saraus associativos. O filho mais querido, ilustre e venerado da Figueira da Foz ergueu bem alto o seu nome, foi consagrado pelo povo e jamais poderá ser esquecido.

A 24 de Agosto de 1988, por iniciativa da Associação Manuel Fernandes Tomás (fundada a 12 de Janeiro de 1988) e da Câmara Municipal da Figueira, os restos mortais do insigne figueirense regressam á sua terra natal. Perante enorme multidão, a cerimónia de trasladação decorreu magnifica. A inauguração do mausoléu (que foi obra do arquitecto Nuno Oliveira) teve na presidência a figura do Presidente da República Mário Soares (tornado de imediato sócio Honorário da Associação Manuel Fernandes Tomás), tendo usado da palavra o dr. Henrique Tomás Veiga (presidente da A.M.F.T.), o Presidente da CMFF, Aguiar de Carvalho e o dr. Mário Soares. Terminou, à noite, a Homenagem a Fernandes Tomás com um Cortejo Histórico e um espectáculo de luz e som, evocando a sua vida e obra.   

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

A cinco anos da comemoração do bicentenário da revolução de 1820 e a sete do passamento do nosso insigne patrício Manuel Fernandes Tomás - a que devemos todos associarmos - cabe-nos honrar o seu exemplo de cidadania, as virtudes morais e cívicas que o adornam, prestando nessas datas todo o nosso desvelado amor para com o “zeloso defensor dos direitos e liberdades da pátria”. Assim o saibamos merecer!

Termino com as sábias palavras de Almeida Garrett: “voltai os olhos sobre os poucos Portugueses; fitai-os nestes ainda mais poucos, que o amor da pátria e das letras reuniu neste lugar

Deixo à vossa ilustrada meditação as memoráveis palavras de Garrett e digamos todos bem alto:

Honra a Manuel Fernandes Tomás!

Viva a Liberdade!

[Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto, 24 de Agosto de 2015]

FOTO de Mauro Correia, com a devida vénia | sublinhados nossos
 
J.M.M

segunda-feira, 13 de julho de 2015

VISITA GUIADA – ROTEIRO MAÇÓNICO: PALÁCIO E MUSEU MAÇÓNICO, AZULEJOS NA TRINDADE


VISITA GUIADA – ROTEIRO MAÇÓNICO: PALÁCIO E MUSEU MAÇÓNICO, AZULEJOS NA TRINDADE

DIA: 18 de Julho 2015 (15,00 horas);

LOCAL DO ENCONTRO: Largo Trindade Coelho, Quiosque frente Igreja S. Roque (Lisboa);
ORGANIZAÇÃO:
Explore Latitudes.

Museu Maçónico Português é uma entidade fundada em 1984, situando-se na Rua do Grémio Lusitano 25, em Lisboa, sede do Grande Oriente Lusitano, uma das mais antigas Obediências maçónicas europeias, fundada em 1802. Ao longo destes anos viu evoluir não apenas seu espólio como também as suas funções e práticas museológicas.

É uma instituição que, através das peças que tem expostas, retracta a História do país e da Europa nos últimos duzentos e cinquenta anos. Como museu tem por função de proteger, interpretar e informar sobre os objectos e ideias do passado e através deles fazer uma ponte para o presente. O Museu Maçónico Português é um Museu histórico, especializado, cujo património, raro e insubstituível, tem uma relação estreita com a História portuguesa e europeia, e daí a importância das exposições que apresenta. Actualmente, o Museu Maçónico Português, é considerado um dos melhores da Europa na especialidade.

Painéis Azulejos na Trindade, também conhecidos pelos azulejos do «Ferreira das Tabuletas», que foi aprendiz na Real Fábrica de Louça e desenvolveu trabalho nas fábricas da Calçada do Monte e António da Costa Lamego (mais tarde designada por Viúva Lamego), tendo sido director artístico nesta última.

É considerado o pintor ceramista de maior expressão do 3º quartel oitocentista, realizando, num período em que o revestimento de fachada se subordinava a esquemas seriados e estandardizados, composições de autor, de tendência romântica, marcadas pela gramática ecléctica. Embora a sua pintura se caracterize por uma certa ingenuidade, as composições ornamentais e figurativas que produziu denotam grande originalidade. Representam vasos floridos, figurações e alegorias, a que junta efeitos “en trompe l’oeil”. Entre outros trabalhos, são de salientar a decoração interior da Cervejaria Trindade, painéis da Rua Trindade, nºs. 28-34/Largo Rafael Bordalo Pinheiro, também conhecida como Casa do Ferreira das Tabuletas”.

PROGRAMA:

18.07.2015 (sábado) – 15H

Vamos realizar a visita guiada ao Palácio e Museu Maçónico Português e aos painéis de azulejos no antigo Convento da Trindade, revelando o papel da Maçonaria na história de Portugal, assim como, a sua iconografia, simbólica e linguagem.

15,00h – Encontro no Largo Trindade Coelho, Quiosque frente Igreja S. Roque – Início do Roteiro visita Bairro Alto

15,30h – Visita Guiada ao Museu e Palácio Maçónico – abertos especialmente para os Participantes

17,00h – Visita aos Azulejos da Trindade – o simbolismo maçónico na cidade

18,00h – Lanche na Cervejaria Trindade”

 

J.M.M

quinta-feira, 2 de julho de 2015

VISITA GUIADA À ESTAÇÃO DO ROSSIO - PAINÉIS DE LIMA DE FREITAS


VISITA GUIADA AOS PAINÉIS DE AZULEJOS DE LIMA DE FREITAS, NA ESTAÇÃO DO ROSSIO.  

DIA: 4 de Julho 2014 (9,30 horas);
GUIA: Arq. João Cruz Alves;

LOCAL DO ENCONTRO: Átrio de acesso às plataformas de embarque da Estação do Rossio (último piso)
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Viagens entre o Esquadro e o Compasso”]

“No dia 4 de Julho de 2015, sábado, pelas 10.00H, Museu Maçónico Português leva a efeito, no âmbito do ciclo Viagens Entre o Esquadro e o Compasso, a visita aos Painéis de Azulejos da Estação do Rossio, alusiva aos Mitos e Figuras Lendárias de Lisboa, da autoria do Mestre Lima de Freitas, a conduzir pelo Arq. João Cruz Alves”.
[Mitos e Figuras Lendárias de Lisboa]

“Os painéis de azulejos, da autoria do Mestre Lima de Freitas, que ornam, desde 1996, a Estação de Caminhos de Ferro do Rossio, ‘ilustram’ a “outra” história de Lisboa, menos conhecida porventura, esclarecendo e iluminando os mitos da cidade de Ulisses».

 
Estes painéis procuram traduzir e identificar a essência e o ”espírito do lugar” de Lisboa, como cidade e capital da universalidade lusa, num momento em que a «vida moderna quase faz perder a alma das cidades e das gentes».

Como refere o Mestre Lima de Freitas, ‘importará tentar desvendar e revelar os tesouros do imaginário de Lisboa’, desse tecido de fábulas, tradições e mitos que se foi tecendo entre a sua vocação e a sua história, visível nas lendas e narrativa do passado e guardadas na memória e no fundo do inconsciente colectivo’ e que caracterizam a sua identidade. Estas ‘representações míticas projectam-se no presente e no futuro, definindo alguns dos grandes arquétipos da vivência de um povo ou de uma cidade’.

 
Refere igualmente Lima de Freitas, que, ‘segundo Nietzsche’, ‘o que a história ensina é na realidade o contrário daquilo que o espírito ‘histórico’ nela projecta, não uma progressão cada vez mais consciente do homem, mas o regresso ininterrupto das mesmas disposições, que jamais se esgotam ao longo das sucessivas gerações’. Na verdade, o regresso cíclico dos mesmos motivos universais, longe de ser o produto de um estreitamento do imaginário que se vai esvaziando no repetitivo e perdendo actualidade, gera uma riqueza sempre renovada de configurações fascinantes, à maneira das iterações fractais que desabrocham numa infinidade inesgotável de formas e se revelam, todas elas, de elevada intensidade estética».

Como lembra, ‘o inconsciente lusitano e lisboeta guarda ainda, oculto nos estratos profundos da memória ancestral, os vestígios de um saber antiquíssimo (um saber que abre sobre o ser), sementes de novas e cíclicas ressurreições. Nesse fundo subsistem, mineralizados, os tótemes primordiais do luso e humano imaginar; falo não do “manto diáfano da fantasia’, mas da magia da imagem, das encarnações sucessivas da imago intemporal. De lá nos chegam visões misteriosas e, quando escutamos atentamente, velhas palavras cheias de um estranho poder, que amamos rememorar porque, como disse um poeta, ‘hão-de volver a soar’.
Com estes painéis pretendeu, ‘antes de tudo, definir um temário do imaginário urbano, ou, melhor dizendo, decidir quais os temas universais e as constantes míticas que mais se iluminam e reverberam no ‘espaço’ que é o da alma, da saudade e dos sonhos de Lisboa e da sua memória colectiva, subliminal e arquetípica’.

As inscrições deverão ser feitas de preferência através do e-mail do Museu Maçónico Português.
Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”
[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director doMuseu Maçónico Português]

J.M.M.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

VISITA GUIADA – ROTEIRO EM ALFAMA: DA AL-USBUNA À INFLUÊNCIA DOS POVOS NO AL-HAMMÃ






DATA: 27 de Junho 2015 (15,00 horas);
ENCONTRO: Rua Chão Feira (Cerca Velha) – Castelo S. Jorge – Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Explore Latitudes

“…viajar no tempo à descoberta do que resta de Al-Lixbûnâ - Lisboa, passeando pelos sítios mais emblemáticos, pelos vestígios arqueológicos e traçados antigos, pelas alcaçarias, por toda a Alfama, cujo nome deriva do árabe al-hammã, que significa banhos ou fontes”.

“Alfama é o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa.
As vistas mais espectaculares sobre Alfama têm-se do passeio público formado pelos miradouros das Portas do Sol e de Santa Luzia. Por cima e envolvendo Alfama ficam a colina do Castelo de São Jorge, fortaleza e palácio real até ao século XVI, e a colina de São Vicente. Para além do Castelo, os principais monumentos da zona são a Sé, a Igreja de Santo Estêvão e a Igreja de São Vicente de Fora.

Alfama é um bairro muito peculiar em se assemelhar a uma antiga aldeia não só em aspecto como por ter uma comunidade relativamente pequena e próxima.

Durante o domínio muçulmano, entre os anos 711 a 1147, poder-se-ia falar 2 Alfamas:

– uma Alfama do Alto, mais aristocrática, situada dentro da Cerca Moura, que comunicaria pela Porta de Alfama ou de São Pedro (na actual rua de São João da Praça);


– uma Alfama do Mar, arrabalde popular.  Com o domínio cristão a designação Alfama foi-se alargando mais para leste, dentro dos limites da Cerca Nova ou Cerca Fernandina, passando para lá do Chafariz de Dentro.” [AQUI]


PROGRAMA:
15,00h – Encontro na Rua Chão Feira (Cerca Velha) – Castelo S. Jorge – Lisboa

15,15h – Inicio da visita guiada a Alfama. Do velho casario que se ergue junto ao mar, do Castelo ao cais do Tejo, há muito para contar, com destaque para o povo da caravelas e dos banhos quentes e frios.


17,30h – Lanche em Alfama

Condições de Inscrição - VER AQUI

J.M.M.

sábado, 6 de junho de 2015

VISITA GUIADA – REAL EDIFÍCIO DE MAFRA


VISITA GUIADA: Real Edifício de Mafra. Projecto do Milenarismo Joaquimita Franciscano

GUIA: Prof. José Eduardo Medeiros;

DATA: 7 de Junho 2015 (10,00 horas);
LOCAL: Palácio Nacional de Mafra (Porta da Basílica);
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Visitas entre o Esquadro e o Compasso]

“No dia 7 de Junho de 2015, domingo, pelas 10.00H, o Museu Maçónico Português leva a efeito, no âmbito do ciclo ‘Viagens Entre o Esquadro e o Compasso’, a visita ao Real Edifício de Mafra, orientada pelo Prof.  José Medeiros.
O número máximo de participantes aceites nesta visita é de 30 pessoas. O custo de inscrição é de 15€ (…).

Esta visita é  promovida em parceria com a Associação dos Amigos do Convento de Mafra - Guardiães do Convento, que pretende dinamizar a ‘conservação do Convento de Mafra’, divulgando e promovendo o Palácio, ‘na convicção de que só se ama o que se conhece’ e que os portugueses têm razões de sobra para amarem e ‘namorarem’ o Palácio de Mafra». Esta Associação, através das iniciativas e parcerias que realiza, pretende angariar meios financeiros para a conservação do Convento de Mafra. Neste sentido, os meios arrecadados com esta visita reverterão para os 'Guardiães do Convento' concretizarem as mais urgentes obras de conservação.
O preço da visita inclui o acesso a todos os locais antes referenciados, disponibilização de auriculares e seguro dos participantes (Almoço não incluído).

 


REAL EDIFÍCIO DE MAFRA

"O Complexo do Real Edifício de Mafra (Palácio, Convento, Basílica, Jardim do Cerco e Tapadas) é um monumento notável a vários títulos.
Todo o Convento de Mafra foi planeado por D. João V como replicação dos cânones da Jerusalém Celeste em Mafra, concebido e projectado para este local, do ponto de vista da sua localização geográfica, simbólica e astrológica.

A Biblioteca Nacional de Mafra é uma das mais belas do mundo, recentemente distinguida pelo jornal britânico “The Telegraph” (a par da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra).
A importância do Real Edifício de Mafra manifesta-se, desde logo, pela magnificência da sua construção e apetrechos:

- único no Mundo com Seis Órgãos de época,
- os maiores Carrilhões do Mundo,

- a Biblioteca universalmente considerada como das melhores e mais belas da Europa de então,

mas também pelas muitas peculiaridades relacionadas com a sua concepção, nomeadamente:

·   a construção "ali", naquele sítio e só naquele sítio, a um 1Km a Ocidente da Vila de Mafra (Vila Velha), obrigando a arrasar toda uma colina;
·   a configuração arquitectónica do Convento com os seus Torreões e o zimbório da sua Basílica, com a pomba do Espírito Santo;

·   a escolha do arquitecto Ludovice, um "simples" ourives de prata alemão, com oficina no Rossio de Lisboa; 
·    a curiosa e inusitada bula papal permitindo que a Biblioteca de Mafra tivesse e pudesse adquirir livros proibidos pelo Índex oficial da Igreja de então,

Esta Viagem, será uma oportunidade única para uma visita a locais que não são normalmente de acesso público, tendo lugar:
·        da parte da manhã, das 10h00 às 13h00, a visita ao Palácio, Biblioteca, Basílica e Sacristia do Sacramento, mecanismos dos Carrilhões e terraços do Zimbório;

·        da parte da tarde, das 15h00 às 17h30, a visita à zona militar da Escola de Armas - Capela da antiga Enfermaria, Sala dos Actos, dupla escadaria, Sala das Colunas, Museu, etc.”

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.