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domingo, março 03, 2019

o patife (e o palerma)

Como cinema, um filme menor, o que não quer dizer que seja um mau filme, nem por sombras. Trata-se de um panfleto, porém um panfleto bem feito, e do lado certo, sobre o modo como os filhos da puta se instalam no poder e dele se servem. Cheney foi um deles (em 2007, chamei-lhe bandido; no ano seguinte delinquente, facínora, em 2015; criatura letal, em 2016). Claro que para que cada hiena vingue, precisa de alguns palermas e de uma legião de criaturas sem escrúpulos que ajudem a formar a matilha, como o filme de Adam McKay mostra. O resto é sangue, e crápula. A ver, é claro. 
P.S. crápula que se estende a quantos, overseas, procuraram justificar a guerra do Iraque, pois só os alienados e os atrasados mentais não perceberam que esse crime foi uma inventona, à custa da qual pereceram e se desgraçaram centenas de milhares de vidas humanas.

quinta-feira, dezembro 27, 2018

"Spider-Man, lá lá lá lá"...



Muitos homens-aranha para a minha camioneta, conhecia apenas um dos mais improváveis Spider-Ham (identidade secreta: Peter Porker). É Natal...

terça-feira, novembro 27, 2018

no LEFFest #19

Diários de Che Guevara, de Walter Salles. Argentina, EUA, Brasil, Reino Unido, Chile, Peru, 2004). «Homenagem Walter Salles». A génese do Che.

no LEFFest #18

Bleak Moments, de Mike Leigh, Reino Unido, 1971 («Retrospectiva Mike Leigh»). Ainda estou para perceber o ponto de Mike Leigh neste seu filme inaugural: uma concentração improvável de pessoas quase zombies na sua solidão e inabilidade social, e em que a única que está bem é a atrasada mental. Todos os palpites são possíveis. Mas actores superiormente dirigidos, que não se esquecem. 

segunda-feira, novembro 26, 2018

os ladrões cinéfilos

Em 1990, depois do nascimento da nossa primeira filha, deixámos temporariamente o minúsculo apartamento e assentámos arraiais em casa da minha avó, para que ela e a minha mãe (que hoje faria 82 anos) nos dessem competências puericulturais. Num dia em que tive de ir a  casa, provavelmente buscar roupa limpa, dei com o canhão da porta arrombado e esperei o pior. Felizmente, não se confirmaram os meus receios de vandalismo: os larápios haviam aberto gavetas, mas deixaram tudo impecável. Em falta, apenas uma velha televisão, o leitor de vídeo e dois filmes que os ditos foram escolher criteriosamente à pequena videoteca: ambos do Bertolucci, La Luna e O Último Imperador, o primeiro em gravação manhosa feita em casa, a partir duma emissão da RTP, o outro, comprado na loja, bastante mais apresentável. Poderiam ter levado mais, gravados por mim ou em edição de mercado, mas não, negligenciaram o Howard Hawks, o John Ford, o Lawrence Kasdan ou o Woody Allen, só quiseram o Bertolucci. Critérios de ladrões cinéfilos e civilizados... 

no LEFFest #17

L'Homme Fidèle, de Louis Garrel, França, 2018 (Selecção oficial - Em competição). Muito melhor do que esperava, mais do mesmo com o Garrel. Mas o tipo tem substância e tem piada -- assim o demonstrou no Festival, assim pensaram Jean-Claude Carrière, com quem partilhou o argumento, e Laetitia Casta (oh, beleza!...), o papel e a vida real. 

no LEFFest #15

L'Amore Molesto [Vítma e Carrasco, no infeliz título português], de Mario Martone, Itália 1995 («Homenagem - Mario Martone). Acima de tudo, um filme em que Nápoles brilha,. cintila, esplende.

sábado, novembro 24, 2018

no LEFFest #14

Suspiria, de Luca Guadagnino, Itália, 2018 («Selecção oficial - Fora de Competição») O trailer não faz jus ao filme, esteticamente muito interessante, e que me suscitou inicialmente alguma desconfiança. Claro, dispensava algumas fracturas expostas, contorções de quebrar ossos, mas suponho que será o mesmo que querer que um western não tenha tiros. Mas bruxas, portanto, do imaginário tradicional, servas do Satanás, balizadas por expressões do mal absoluto, já não tão pitoresco (o filme passa-se em 1971): o nazismo e o terrorismo, sem aspas ou itálico, da Fracção do Exército Vermelho / Grupo Baader-Meinhof. Tilda Swinton, uma óbvia bruxa. Ainda melhor que o filme, a música do Thom Yorke.

sexta-feira, novembro 23, 2018

no LEFFest #12

The House That Jack Buillt, de Lars von Trier - Suécia, Alemanha, Dinamarca, França, 2018 («Selecção oficial -- Fora de competição»). O Lars von Trier é apanhado do clima, mas é outra coisa, está lá em cima, no Olimpo do Cinema.

no LEFFest #11

Vox Lux, de Brady Corbet, EUA, 2018 (Selecção oficial -- Em competição). Junto-me àqueles que se têm referido ao extraordinário papel de Natalie Portman. "Um retrato do século XXI", é o subtítulo deste filme, que nos põe a assistir à transformação da borboleta em crisálida.

quinta-feira, novembro 22, 2018

no LEFFest #10

Double Vies (Non-Fiction), de Olivier Assayas, França, 2018 («Selecção oficial - Fora de competição»). O registo da comédia para falar das questões do nosso tempo é uma abordagem possível, e muitas vezes desejável, desde que não evidencie o encantamento do realizador por si próprio, perigo em que por vezes este incorre, com tanta profundidade a vir ao de cima, e que, por exemplo em Woody Allen, não. Mas nada a apontar, e Juliette Binoche, rapariga da minha idade, continua a ver-se muito bem -- que é uma das coisas que sempre me interessa nos filmes: grandes actrizes -- que ela é (e os outros também) --, de preferência mulheraçamente bonitas, que é uma definição cá minha.

no LEFFest #9

Transit, de Christian Petzold (Alemanha e França, 2018). «Selecção oficial - Em competição» Digamos que o tema 'refugiados' está aí à mão, mas não é para todos, mesmo nesta espécie de parábola, em que os dois magnífico actores aí em baixo mereciam melhor. Digamos que o frio da sala e horas de sono a menos me tornaram inescapáveis os cochilos, mesmo não querendo, mesmo sabendo que os actores magníficos aí em baixo mereciam melhor, incluindo o meu esforço. Nem no fim fui capaz de ter as pálpebras levantadas.  Só espero não ter ressonado que nem um porco.

quarta-feira, novembro 21, 2018

no LEFFest #8

A Pereira Brava, de Nuri Bilge Ceylan -- Turquia, Macedónia, Alemanha, Bósnia-Herzegovina, Bulgária e Sérvia, 2018 (Selecção oficial - Fora de competição). A pereira brava, árvore torta e solitária, mas que parece dá um fruto saboroso. Cineasta de mão-cheia, tem uma pequena pecha na falta de vigilância na extensão de alguns dos diálogos, todavia sempre interessantíssimos. Mas o seu cinema é tão bom, que no fim o que resta é um grande encantamento, que é tudo.

segunda-feira, novembro 19, 2018

no LEFFEST #6

Shoplifters -- Uma Família de Pequenos Ladrões, de Hirokazu Koreeda, Japão, 2018 («Selecção oficial - Fora de competição»). A ideia é esta, é velha e por vezes verdadeira: as famílias podem ser o inferno, pelo maltrato ou pelo descaso, e o filme gira em torno duma falsa família de pequenos marginais / biscateiros. É interessante e por vezes ternurento; mas, Palma de Ouro em Cannes?... Não havia por lá melhor? Palma de Ouro para um filme que, a terminar (vide traila), quase parece um daqueles pastelões das manhãs da tv de gouchas & companhia, das famílias do coração e semelhantes bugigangas ideológicas;  mas que encaixa na perfeição nas parvoíces antifamilialistas,  lá isso encaixa. Deve ter sido este pechisbeque sociológico do politicamente correcto que encantou o júri de Cannes e a imprensa americana (vide orgasmos finais no mesmo traila).

domingo, novembro 18, 2018

no LEFFEST #5

Curtas de David Lynch, ou produzidas por si.
Os clips de que mais gostei, feitos com Chrysta Belle, um filme publicitária para a casa Dior, um trailer para um festival de cinema, tudo cheio do turbilhão lynchiano, incluíndo a última que aqui ponho, «Idem Paris», que achei magnífico.



sábado, novembro 17, 2018

no LEFFEST #1

The Sisters Brothers, de Jacques Audiard. França, Espanha, Roménia, EUA, 2018  (Selecção oficial -- Fora de competição). John C. Reilly esplende; com Joaquin Phoenix forma uma inesquecível dupla de irmãos no cinema.

sábado, fevereiro 17, 2018

Darkest Hour


O problema com o filme é que ficamos tão subjugados e atentos ao desempenho do Gary Oldman como Churchill, que este acaba como que anular a própria trama, como uma espécie de auto-sabotagem.