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quinta-feira, junho 14, 2018

«Berenice continuava silenciosa: -- quase abstracta: -- os olhos pousados sobre o largo cais: -- esse cais que o sol crepuscular ia empalidecendo: -- e onde uma multidão invejosa ou saudosa dos que partiam, aguardava que o vapor levantasse ferro.» Eduardo Frias e Ferreira de Castro, A Boca da Esfinge (1924)

«Arrastava-me até casa, subia às apalpadelas, despia-me rezando fragmentos de velhas orações; e adormecia dum sono que parecia não dever ter fim.» José Régio, Jogo da Cabra Cega (1934)

«Com suas altivas lombas, as ramificações da montanha cercavam, de todas as bandas, a vila postada quase no fundo do grande vale, ao pé do Zêzere, que na paz crepuscular adquiria voz forte, correndo e cantando entre os penedais do seu leito.» Ferreira de Castro, A Lã e a Neve (1947)

terça-feira, junho 06, 2017

começar

O Camilo é o Camilo, e o começo de Eusébio Macário é precioso, pela simplicidade, contrastando com o glit muito anos vinte e desinteressantemente "loucos" de Frias & Castro, mesmo que o romance tenha o seu quê para lá do ouropel, e com o malaise do protagonista de Castilho, aliás um nome seguro. Por isso, viva Camilo.

1879: «Havia na botica um relógio de parede, nacional, datado de 1781, feito de grandes toros de carvalho e muita ferraria.» Camilo Castelo Branco, Eusébio Macário

1924: «Quem o diria, Berenice?...» Eduardo Frias e Ferreira de Castro, A Boca da Esfinge 

1989: «Se quisesse definir a invisível peste que o acordar me toldava a existência, a palavra seria bruma.» Paulo Castilho, Fora de Horas

quarta-feira, março 13, 2013

Jaime Brasil: "o último dos últimos"


[Meus caros...]

A mim q. tão afastado ando dos cenáculos literários e q. nas galés do jornalismo sou o último dos últimos, sensibilizou-me a vossa gentil manifestação de camaradagem espiritual.

[a Ferreira de Castro e Eduardo e Eduardo Frias, 20 de  Junho de 1924,
agradecendo A Boca da Esfinge]

Cartas a Ferreira de Castro, Sintra, Câmara Municipal / Museu Ferreira de Castro e Instituto Português de Museus, 2006
editor: Ricardo António Alves

quarta-feira, novembro 16, 2005

Figuras de estilo #14 - Ferreira de Castro e Eduardo Frias

O navio agora saía da barra: -- balouçava-se já sobre o crespo líquido do oceano.
E Cascaes, adormecida, vergastada pelo mar, dir-se-ia uma dessas povoações de pescadores que, vistas de noite, parecem cemitérios devastados.

A Boca da Esfinge