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terça-feira, fevereiro 23, 2016

microleituras

Um manifesto escrito no final do século passado, fruto de vários anos de meditação e maturação pelo seu autor. Cascais, como se sabe é uma vila (teve carta de D.Pedro I em 1364, autonomizando-se de Sintra). Mas é também um contínuo urbano, da Quinta da Marinha a Carcavelos. Quando o texto foi publicado, a situação urbanístca e suburbana (a chamada "Costa da Sombra"...) era ainda muito má, mas começava então a civilizar-se, com equipamentos desportivos e culturais e infraestruturas básicas. 
O que a «Cidade Global» de Cascais tem de inovador, ainda hoje, é que não se trata de uma mera elevação administrativa duma povoação de vila a cidade; mas, pelo contrário, a sua compreensão enquanto um  todo urbano, com racionalidade de gestão, delimitada pelo Parque Natural de Sintra-Cascais -- cidade que contemplaria no seu seio diversas vilas, a começar pela própria vila de Cascais, mas também a da Parede e outras que fossem ganhando dimensão. A cidadania está na cidade.

incipit: «Todas as cidades tiveram um princípio, uma evolução e terão um dia certamente um fim.»

ficha:
aitor: José Vieira Santos
título: Cascais -- A Cidade Global
subtítulo: 10 Pontos para Reflexão
editora: Fundação D. Luís I
local: Cascais
ano: 1999
capa: foto de Fotografia César, Cascais
impressão: Grafilinha
págs.: 29
tiragem: 2000

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terça-feira, março 05, 2013

Difícil não será visionar Cascais na época gloriosa da sua História


Difícil não será visionar Cascais na época gloriosa da sua História, quando D. Pedro I, satisfazendo o pedido dos seus homens bons, lhe outorga, a 7 de Junho de 1364, a solicitada autonomia administrativa. Na enseada que se estendia ao longo das suas penedias, defendida por forte baluarte, baloiçavam, agitadas pela nortada ou na quietude das suas águas calmas, caravelas pescarescas ou de pescar, tão usadas já, então, no Algarve (caíques); frágeis embarcações e pequenos barcos de velame latino e triangular, que, com o rodar dos tempos, vieram a tomar o feitio das actuais canoas, lanchas e traineiras. De tempos a tempos, o pavor lançava a tristeza àquele povo bom e ordeiro. A pirataria surgia e tudo devastava. Não raro se verificaram surtidas dos Mouros e dos Normandos... e, mais tarde, das próprias galés de Veneza, quando estas não vinham comerciar devidamente autorizadas.

Ferreira de Andrade, Cascais -- Vila da Corte -- Oito Séculos de História [1964], ed. fac-similada, Cascais, Câmara Municipal, 1990.