Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Pires Cabral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Pires Cabral. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, maio 15, 2018

«Era o pino do inverno / e a cidade atravessava uma idade glacial // do coração.» Rui Pires Cabral, «"Em algumas das fotos aparecíamos juntos."», Oráculos de Cabeceira (2009)

«E quando páro e faço a propaganda / dos lugares mais comuns da poesia / há um terror quase obsceno / nos seus olhos maternais» Alexandre O'Neill,, «Em pleno azul», Tempo de Fantasmas (1951)

«Na noite da consciência / versos só podem ser pragas.» José Fernandes Fafe, «Sonetilho velho e actual», A Vigília e o Sonho (1951)

quarta-feira, maio 09, 2018

«O meu destino é outro -- é alto e é raro.» Mário de Sá-Carneiro, «Partida», Dispersão (1914)

«Venho de longe, no verbo latino, no axioma / grego, fui escravo no Egipto, homens / morreram a meu lado e vendo-lhe os olhos / agónicos e súplices, voltei horrorizado o rosto.» Rui Knopfli, «Proposição», O Escriba Acocorado (1978)

«Ontem choveu sem descanso / e fizemos tudo mal.» Rui Pires Cabral, «"We are flint and steel to each other."» Oráculos de Cabeceira (2009)

segunda-feira, maio 07, 2018

«Chega ao fim do dia / a hora mais lenta, quando o céu / é vago e as luzes se acendem / no prédio da frente.» Rui Pires Cabral, «"I felt that it was all unreal."», Oráculos de Cabeceira (2009)

«É no mar que a aventura / tem as margens que merece» Alexandre O'Neill, «Canção», Tempo de Fantasmas (1951)

«Por que me lembrais, ó olhos, / A minha imensa saudade?» Florbela Espanca, Antologia Poética (edição de Fernando Pinto do Amaral, 2002)

terça-feira, dezembro 12, 2017

[...] essa espécie de beleza / arruinada / onde a vida encontra o espelho mais fiel.
Rui Pires Cabral

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

este modo de estar só / que inventei sem querer
Rui Pires Cabral

quarta-feira, maio 25, 2011

Antologia Improvável #472 - Rui Pires Cabral

«And so on and so forth.» 1

Mas vejam que miséria quando o clube
perde em casa, quando chove no molhado
do recreio a tarde toda, quando o carteiro

faz greve e o outono se insinua --
vejam que miséria este défice de razões
para pôr em movimento a roda perra

do dia, esta pomba trucidada pela ambulância
que guina, enquanto o vizinho almoça e o poeta
transfigura -- mas vejam que miséria

quando a arte não resgata e a orquestra
não anima e o amor torna mais árdua
a triste faina da vida.

1 Christopher Isherwwod, Lions and Shadows, Londres, Minerva, 1996, p. 148.

Oráculos de cabeceira / Resumo -- A Poesia em 2009
(escolha de Luís Miguel Queirós)