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A simplicidade do passeio imaginado, as curvas do caminho vencido...
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Mudei de casca. A gema continua a mesma, a clara saiu um bocado do lugar.
http://www.meusdoispesvesgos.blogspot.com/
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Na verdade costumo encontrar-te sempre mesmo em cima das minhas pálpebras, a escorregar para a aflição.
As mais das vezes descortino a tua imagem por detrás do coração, imersa no desejo de te afogares nele. E eu, confesso, deixo-te ficar.
sábado, outubro 07, 2006
Tenho um monte de girassóis radiantes. Tenho amigos fechados no meu peito. Tenho tudo o que é preciso. Tenho-vos por perto e isso faz-me feliz.
terça-feira, outubro 03, 2006
Ando a espalhar tempo pelas ruas, a atirá-lo ao vento. Esbanjar no verdadeiro sentido desta palavra de má índole.
Receio que me falte um dia destes ? que o vá procura na cesta e a encontre vazia.
Se faço alguma coisa para saltar à frente de tal destino? Não tenho tempo para pensar nisso. Melhor, de tanto pensar nisso fico sem tempo para viver ? na verdadeira magnitude da palavra. Lamentável, não é?
terça-feira, julho 11, 2006
Acordei com a cabeça e ordem e os pés ao contrário. É mais um dia do
tem-de-ser sem sequer pensar no
e-se-assim-não-for.
Lavei o sono com água fria e um suposto repelente de borbulhas. Suposto.
O iogurte do costume, a letargia do amanhecer e o fardo pesado de mais um dia a percorrer. Terá que ser mesmo assim?
Nunca gostei de verdades absolutas; e mais verdade é que também sempre me perdi no meio da relatividade, pendente entre os vários lados sem saber qual deles não tinha nariz de pinóquio. Bailarina no limbo, bem sei.
A questão é que o tem de ser deixa-me enjoada pois não lhe encontro as raízes. Não combina com o meu par de meias, nem brincos tampouco. Não se dá comigo. Não sei.
Sabe-me melhor o
eu assim quero.
Hoje fico por aqui.
Mas maldita varinha de condão que nos conduz e que pedras nos põe no caminho, nem tanto para nelas tropeçar mas para decidir um destino.
Nessa altura espero pelo amanhã, que um sinal nele apareça. Pois decisões nunca foram comigo, não as quero nem em fios de promessas enroladas.
segunda-feira, junho 12, 2006

COSER NOVOS HÁBITOS
Exposição na Velha-a-Branca - Braga até 18 de Junho
Denunciante de extravagâncias destemidas ou de audácias moderadas, é a afirmação de entusiasmos garridos ou pensamentos dormentes.
Denunciante de cada essência. Da essência de cada um.
Vestir é revelar a alma. É dá-la a conhecer.
Coser novos hábitos é a comunhão entre as palavras e as linhas, o vestir e o pensar. Ambos sentados lado a lado aclamando uma nova perspectiva de se revelar ao mundo; extrapolando para as ruas aquilo que corre na mente. É o reflexo do que se sente naquilo que se usa para se cobrir.
Contactos:
goldfish@mail.pt www.groveplace.blogspot.com http://www.xiklet.pt.vu/
quarta-feira, maio 10, 2006
O tempo abafa o tempo que a vida da gente tem. Há vontades esmagadas pelas esquinas, desejos embrionários abortados a cada hora. Cada um sabe com o que conta, mas às vezes esquece com o que quer contar. Não são lembrados momentos que sorrisos nos habituaram a transportar, agora nem chegam à memória: são fogueiras esgotadas sem mais lume para dar.
O que é que nos falta? O que é que à gente insiste em faltar? É tempo. Nem que tanto não seja para fazer chegar à consciência que tempo é coisa que não existe; tempo é algo que a gente faz.