vago
pela noite
varo
a madrugada
me viro
do avesso
me entrego
em vísceras
sem você
nem perceber
é preciso
observar meus silêncios
ouço a sirene
o toque de recolher
começou
e eu não
obedeço
nunca senti
tanta vontade
de partir
não há
tempo
para calçar
os sapatos
é preciso
sair correndo
em
disparada
antes que a
vida
vire a
esquina
e a gente a
perca
de vista
desapego
de quase
tudo
em tempos de
muito
vou na
contramão
necessário mesmo
só os braços
em arco
logo
tudo isso é
passado
e estaremos rindo
dos
nossos tropeços
a graça do
presente
é essa
faz ser
cômico
até as
maiores tragédias
de amor