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quinta-feira, agosto 14, 2014

Nick Mason: "A Saucerful Of Secrets"

No inquérito sobre a fama, essa hidra, ficamos a saber da modéstia de Nick Mason, também conhecido pela sua ligação ao desporto e coleccionismo automóvel. Perguntado (Classic Rock #200, 8/2014) qual o álbum dos Floyd que gostava fosse mais conhecido, refere-se ao segundo A Saucerful Of Secrets (1969): «There were lots of ideas on that one that helped us to work out where we were going.»


domingo, abril 03, 2005

In the flesh

Já há algum tempo que dei por mim surpreendido com a circunstância de quanto mais o tempo passa mais agradável se me torna ouvir o The Wall, dos Pink Floyd, inversamente ao fastio que me vão provocando os outros álbuns que preencheram a minha adolescência: o Dark Side of the Moon, o Wish You Were Here e o Animals. Nesses idos de 79, chocalhado pelo pós-punk, comprei, ouvi, gostei e guardei o The Wall, aborrecido com o chinfrim à volta da censura ao hit «Another brick...», que tresandava a publicidade irritante. A verdade é que se trata de um grande (duplo) disco, escrito e composto ali com as vísceras todas do Roger Waters, traumatizado órfão de guerra. São 26 pequenas obras-primas, na melhor tradição do rock britânico, onde também há lugar para o riquíssimo veio oitocentista do musical londrino. Mason, Wright, Gilmour e Waters formam um quarteto arrebatador e inspirado; e Bob Ezrin, co-produtor esteve à altura do dramatismo, por vezes grandiloquente, que Waters pretendeu. Fiquei surpreendido, é verdade, mas sem razão. O Waters pôs-se todo lá, e quando é assim, é difícil uma obra não resistir ao tempo.