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sexta-feira, outubro 28, 2016

hoje de manhã, vi um herói

No caminho para Mossul, um sniper escocês, voluntário combatendo os detritos do Estado Islâmico ao lado das milícias curdas (outros heróis). Tiro certeiro e 100% de eficácia é o que lhe desejo.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Três razões para o terrorismo islâmico na Europa: 1- Quem semeia ventos, colhe tempestades

1. Não seria crível que estados com largos milhões de população urbana e com acesso a todos os instrumentos da modernidade, como o são os do Médio Oriente, assistissem impunemente ao cataclismo que foi levado às suas sociedades organizadas -- a destruição, a morte, o caos --, em nome duma mentira obscena a ocultar a cupidez mais alarve, sem que houvesse reacção olho por olho, dente por dente
Que os radicais islâmicos, com cumplicidades várias, entre as quais sobressaem as de países do Golfo Pérsico, queiram a todo o custo dar-nos, a nós ocidentais, a provar do nosso próprio veneno, é algo sobre o qual não podemos ter ilusões. 
Repito-me. Primeiros responsáveis: o gabinete de criminosos liderado por George W. Bush, o cúmplice nojento Blair. Nem nomeio o palhaço espanhol e o inenarrável português. Semearam os ventos da tempestade que estamos agora a colher. Há outros responsáveis: o déspota Assad, passando agora de ditador a chefe de facção no mosaico sírio e objectivamente nosso aliado. (Os inimigos dos nossos inimigos, nossos amigos (até ver) são). 
É a puta da vidinha. 

quinta-feira, setembro 03, 2015

a selvajaria está para durar

Eu bem sei que isto não resolve nada, é puro voluntarismo. Quero lá saber. Partir os dentes àqueles pitecantropos  do islamismo high tech será sempre uma boa causa -- só não comparável à das Brigadas Internacionais na Guerra Civil de Espanha, porque o poder dos franquistas era muito superior aos destes erros da natureza do Estado Islâmico. Os brigadistas defrontavam o exército a sério; os voluntários opõem-se a bandos de poderio militar risível (mas com o suplemento motivacional da idiotia fanática), tendo beneficiado até agora da conjugação de cumplicidade, inoperância, incompetência, medo (consoante de quem se trate), permitindo-lhes espalhar destruição e morte em dois antigos estados do Médio Oriente.
Mas enquanto a farsa prossegue (umas ameixas largadas do céu será como matar moscas a tiro de bazooka), as famílias árabes e curdas da Síria e do Iraque vão sendo massacradas, vão morrendo nas praias do Mediterrâneo e o nosso património histórico e cultural comum destruído, nas nossas barbas e em face da nossa impotência e da nossa incredulidade. Por enquanto, isto está para durar, a não ser...

terça-feira, fevereiro 24, 2015

mulheres muçulmanas com vestidos ousados

Não sei quem foram os costureiros, as passerelles situam-se na Síria e no Iraque -- ou melhor, no Curdistão -- e os desfiles a qualquer hora do dia ou da noite.
Também desejam a paz no mundo, mas enquanto ela não é possível exercitam-se no "Tiro ao Energúmeno", espécie com riscos de tornar-se praga, também conhecida por fundamentalista islâmico (talvez a PETA desaprove, nada é perfeito...)




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quinta-feira, fevereiro 05, 2015

largar fogo ao tigre de papel

Será irónico se for a Jordânia, o país militarmente mais débil da região, a contribuir decisivamente, com tropas no terreno, a aniquilar o Daash (Estado Islâmico) -- organização selvática e fanatizada, mas sem nenhuma hipótese contra um exército regular a sério (não me refiro à tropa de caricatura do Iraque pós-invaso americana). Aliás, os mal equipados e extremamente eficazes curdos têm demonstrado que tirando a selvajaria e o fanatismo, não sobra nada àqueles animais...
Como já escrevi, quando os telejornais ampliavam acriticamente a propaganda do Estado Islâmico, o exército turco varreria aquilo em poucas semanas. O problema é, e será sempre, a população civil, que aqueles ratos não hesitarão em seviciar como reféns. Mesmo assim, a superioridade de competências da chamadas forças especiais é tal, que a minimização de danos pode ser sempre equacionada. (Isto, não querendo que as forças regulares se comportem à russa, como quando Putin arrasou a Tchtcénia sem apelo. Seria uma limpeza, mas uma limpeza macabra e criminosa; e para delinquência, já basta a do Daash.).

segunda-feira, agosto 11, 2014

Iraque (?)

Numa perspectiva geopolítica, o que se está a passar no que ainda é conhecido por Iraque é terrivelmente fascinante. Fascínio que, naturalmente, esmorece diante da tragédia humana que se desenrola nas nossas barbas. Sobre a política criminosa de Bush & Bliar, entre outras criaturas, já me pronunciei o suficiente e escusado será chover no molhado: todos sabíamos do que se tratava antes de começar a guerra; e os falsos ingénuos e falcões amestrados que a denderam guardam hoje um comprometido e envergonhado silêncio.

quinta-feira, abril 06, 2006

...mais palavras santas e sábias,

Kris Kristofferson
(entrevista à mesma Mojo)
e já agora pra que alguns pategos me não
chamem antiamericano, tão
estúpido como ser anticingalês...



















Freedom's been in my songs since I started. It's a concept that's always been important to me and a term that's used so much, incorrectly, today. Like as justification for killing 30,000 Iraqi civilians.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Seara Vermelha

Posted by Picasa Estou a meio do livro. Leio o Jorge Amado desde a adolescência. Tenda dos Milagres, a deliciosa história de Pedro Archanjo, foi a obra que me introduziu no universo deste grande brasileiro. Hoje quase que lamento não ter a pureza dessa época em que me deixava envolver pela surpresa e pelo estupor que me instilava a crua realidade encerrada nos livros do autor de Jubiabá.
Seara Vermelha data de 1946, da fase comunista militante do seu autor. Dedicado a Luís Carlos Prestes, abre com epígrafes deste, de Castro Alves e de Engels. Trata-se de uma odisseia de retirantes -- desses retirantes imortalizados na tela por Portinari -- através da caatinga até São Paulo, terra de oportunidades. Algum desleixo formal que existe na prosa de Amado é largamente compensado pelo boa oficina romanesca; um estilo poético, podendo resvalar, por vezes, para algum empolgamento épico, é logo corrigido pelo realismo das personagens e das situações narradas e também pela gostosa ironia do romancista. Estou a acompanhar uma família alargada, expulsa pelo novo proprietário das terras em que vivia e trabalhava. Jerónimo e Jucundina são, até agora, os protagonistas principais, além dos filhos sobrantes, três netos de uma filha falecida no derradeiro parto (Tonho, Noca e Ernesto), os irmãos de Jerónimo, a louca Zefa e João Pedro, mais a mulher e a filha deste. Sofrem várias baixas durante a viagem, crianças e adultos. Noca faz uma ferida no pé ao correr atrás da sua gata, Marisca, que, contra a opinião dos adultos, insiste em levar na travessia do sertão, único brinquedo da criança de sete anos; contraindo uma infecção, morre pouco depois. E não será sem problemas de consciência, pelo menos de alguns dos seus membros, que a família virá a comer a gata para enganar a fome. Dina, mulher de João Pedro, morrerá de uma espécie de tifo, já a família exausta tem semanas de caminhada. As suas forças pouco mais dão que para um simulacro de exumação. Afastados poucos metros, percebem que os abutres ficaram para trás:
«Juntaram-se num bando irrequieto e barulhento, trocando bicadas entre si, sobre o cadáver. Adiante, Jerónimo que não os via no céu, a persegui-los, imaginava o que se estava passando. Também João Pedro sabia que eles estavam devorando o cadáver de sua mulher. Mas não tinha coragem de voltar, de perder mais tempo, como não tinha mais forças para sofrer nem lágrimas para chorar.» (5ª ed., p. 102).
A minha realidade é outra, já não tenho esses quinze anos em que ficava esmagado depois de ler Capitães da Areia, Mar Morto ou Terras do Sem Fim. A realidade é outra. Vejo no Público de hoje a fotografia dum miúdo iraquiano a chorar a perda de parentes naquela tragédia da ponte, desastre causado pelo medo dos atentados e pelo ajuntamento de peregrinos; vejo cadáveres, lixo e desespero em Nova Orleães, a cidade de Armstrong inimaginável no grau de destruição e caos. Já não me surpreendem estes dramas humanos, como quando era novo, mas ainda tenho, por vezes, de dobrar o jornal, ou afastar o livro, fechar os olhos e respirar fundo.
Alterado em 5-IX-2005.

sexta-feira, julho 15, 2005

Aznar, Bush e Blair...

As palavras-de-ordem nas manifestações, da esquerda, pelo menos, são muito prosódicas e devedoras da poesia popular. Foi o que me ocorreu naquela célebre manif contra a guerra no Iraque, que tem andado deveras irritante neste blogue que se pretende pacífico (mas não pacifista). A palavra-de-ordem do momento era: «Aznar, Bush e Blair / esta guerra ninguém quer!»:

Quando eu era jovem, as massas industriaram-me na poesia popular.
SOARES LADRÃO / ROUBA O PÃO
alertavam-me as paredes
com a força das convicções
e dos erros ortográficos.
Por vezes os versos eram brancos
embora vermelhos
por vezes eram brancos.
Assim o muro da recta do Dafundo
SOARES LADRÃO AMDA A ROUBAR O DINHEIRO DO POVO GATUNO VAI PARA A RUA JÁ!
podíamos ler nos idos de 70
e até algum 80.
Ainda hoje a poesia popular me persegue.

3-VII-2003

quinta-feira, julho 14, 2005

Ou nós ou eles,

escreve Pacheco Pereira na edição de hoje do «Público», a propósito dos acontecimentos de Londres. E eu, eu concordo... Com pena, pois, se ainda me lembro, o articulista foi um dos apoiantes da investida contra o Iraque, com lindos resultados, o que, aceitemos, não lhe retira o acerto da análise, ao contrário de Soares, que esteve do lado correcto, mas espalhando-se ao comprido nos últimos comentários, sobre umas famigeradas causas, que como já aqui escrevi, só lateralmente têm que ver com o que se passou. Defendamo-nos, pois, com tudo o que temos à mão, como diz Pacheco Pereira: «tropas, polícias, agentes de informações, à dentada (...)», se for preciso. É brutalmente simples, reconhece, mas não deixa de ser realista. Ao contrário, Helder Macedo, pessoa, escritor e intelectual respeitabilíssimo, também hoje na «Visão», http://www.visaoonline.pt/, parece-me que incorre nos erros de apreciação do costume, ao avisar-nos, com legítima preocupação, em relação aos excessos, em particular dos demagogos e duma tropa fandanga que lhes está adjacente. Tolerância, democracia, está tudo muito bem, creio que os ingleses serão os últimos a cair em tentações estranhas. Não lhes peçam, porém, que se deixem imolar. Ou somos intolerantes com a intolerância ou, aí sim, capitularemos.

quinta-feira, julho 07, 2005

Hoje, não quero saber

das mentiras do Bliar, dos crimes do gang do Bush, nem das provas que o Barroso diz ter visto da existência de armas de destruição maciça no Iraque. Estive na manifestação contra a guerra, e ainda bem que mostrámos o nosso nojo pela repugnante aldrabice. Mas o que se passou hoje só lateralmente tem que ver com a vigarice americana. Há ratazanas a espalhar a peste, indiscriminadamente. O que se faz às ratazanas?
E, francamente: por mim os israelitas, de quem gosto, aliás, podiam ser corridos de Jerusalém, ou de parte dela, aos pontapés no cu, mas só depois de se dar caça aos Bin Ladens, aos Zarqawis e a outros filhos-da-puta.
Farto deste ranço bíblico e corânico.