Mostrar mensagens com a etiqueta Jerónimo de Sousa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jerónimo de Sousa. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, maio 08, 2019

a 'crise'

Quem não perceba peva de orçamentos e regimentos, como eu, que tenho assistido divertido ao desenrolar da crise, será útil assistir às entrevistas de Costa e Rio à tvi e tirar as suas próprias conclusões. Quem, a certa altura, me pareceu também divertido foi Jerónimo. Catarina Martins lembrou-me aqueles discos de histórias em 45 rpm que eu tinha em miúdo: falou em palco, e a actriz saiu de dentro dela. Já a Cristas de sábado tinha pânico naqueles olhos, e foi bem feito.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

cheira a podre e aa conspiratas fachas: felizmente há a imprensa

Não fora Joana Amaral Dias, honra lhe seja, e não saberíamos do conteúdo da auditoria à Caixa Geral de Depósitos relativa ao período 2000-2015, embora há que tempos se falasse dos grandes devedores. Não é tanto, embora seja importante, o desastre de cada negócio: uns correram mal, outros serão suspeitos de trafulhice a vários níveis -- cabe às autoridades apurar. Não é tanto, pois: trafulhices e maus negócios não começaram nem ficarão por aqui; o que é especialmente repugnante é 1) os prémios de gestão atribuídos aos quadros que descapitalizaram o banco público, o despudor e o abuso aí estão à vista de todos, e os premiados não pintam a cara de preto porque não têm vergonha na dita; 2) o encobrimento, obviamente protegendo o sindicato dos interesses com a activa cumplicidade das cúpulas políticas; 3) o alheamento ou a raiva dos cidadãos duramente extorquidos com impostos, desviados para alimentar o regabofe. Também isto cria bolsonaros & trumps, ainda mais do que as questiúnculas fracturantes.


O antigo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, com quem não me encontro há vários anos, foi, pelo seu primeiro casamento, um familiar muito próximo, e conhecemo-nos ainda desde a adolescência dele e a minha jovem adultez (sou poucos anos mais velho). Creio que nunca aqui lhe fiz referência por essa razão e também, diga-se com frontalidade, por não ter e nunca ter tido pachorra para as empresas, para as bolsas e temas quejandos -- nunca leio as páginas de economia dos jornais, a não ser quando aparece um bom cronista, fenómeno pouco frequente. Vem isto a propósito da minha admiração pela sua substituição no Governo -- além de académico destacado, geria uma pasta que apresentava óptimos resultados para o Governo apresentar, além de ser pessoa de excelente trato -- logo a remodelação não me fez muito sentido (não foi, certamente, por causa da timidez  do ministro, factor parece que importantíssimo aí para o jornalismo raso e acéfalo da intriga política.)  Ainda por cima, substituído por um advogado, homem de confiança do PM, o que é mais ou menos como nomear um veterinário para director clínico do Santa Maria. Até que há dias se fez luz: havia um secretário de estado, parece que bastante competente, Jorge Seguro Sanches, que andava a tornar-se demasiado saliente. Havia que removê-lo, para cair sec. de estado, tinha primeiro de cair o ministro. É a minha leitura, e duvido que haja outra convincente.

Entretanto, a história do genro de Jerónimo de Sousa parece ter sido tratada de forma enviesada, segundo revela O Polígrafo . Não há que admirar: há uma extrema-direita subterrânea, larvar, vermínica,  motivado  pelos gelados ventos de leste, apostada em aproveitar a degenerescência política em que temos andado, desde o cavaquismo. Goste-se mais ou menos (e eu nem mais nem menos), o PC é um dos baluartes do sistema democrático, tal como existe desde 1974. Miná-lo é a tentativa de aspirar uma grossa fatia de eleitorado descontente que, a exemplo, por exemplo da França, alimentaria essa extrema-direita. Esperemos que 1) não seja bem sucedidos e 2) que se enganem.


segunda-feira, junho 20, 2016

Como se qualifica o jornalismo de esgoto quando é praticado pela imprensa de referência?

Canavilhas desbocou-se. Lamento-lhe o mau gosto dos facebooks e dos twitters, essas insuperáveis demonstrações de tagarelice, voyeurismo e vazio. Mas circunstância de ser deputada e ex-governante, não lhe retira o direito à indignação, diante da incompetência (estou a ser benevolente) do Público, que, em vez de pedir desculpa ao leitores pelo mau trabalho que executou, vem meter os pés pelas mãos, esfarrapadamente. Aliás, as correcções que foram introduzidas a posteriori, (sobre a alegada presença no palco de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins), leva-me a concluir que a jornalista, talvez tenha passado por lá, mas é evidente que não fez o seu trabalho. Uma incorrecção destas nem um estagiário curricular cometeria; por isso, todas as conclusões são legítimas. A minha é a de que a senhora enganou o jornal que a emprega e, mais grave, os seus leitores. Se foi por ser incompetente ou por outro motivo qualquer, nem sequer já me interessa. 
É grave? É. Assistimos a isto todos os dias por essa imprensa afora? Assistimos. A imprensa portuguesa tem um historial de lixo? Desde o Palma Cavalão, pelo menos. Continuamos sem estômago para a miséria do jornalismo? Sim. O jornalismo é nauseabundo, os bons profissionais ou estão na prateleira ou estão discretamente nas margens desta pocilga.

quarta-feira, outubro 07, 2015

Espero não estar a lançar foguetes demasiado cedo

nem a contar com o ovo no rabo da galinha por parte do BE, mas parece-me que há uma genuína vontade de entendimento na esquerda parlamentar maioritária. As declarações dos dois líderes à saída da sede do PCP indiciam-mo. Nem o país perceberia que não se fizessem todos os esforços nesse sentido. A aspiração da rua fez-se ouvir durante a campanha.
Por outro lado, António Costa, agora já sem a plastificação artificiosa da campanha eleitoral é o secretário-geral certo no momento certo. A delegação à Soeiro Pereira Gomes foi de grande agudeza política: Carlos César, presidente do PS; Pedro Nuno Santos, elemento da ala esquerda do partido e um dos mais acerbos críticos da troika; finalmente, Mário Centeno, o coordenador do programa económico apresentado antes das eleições, que, por sinal, tomava notas com afã.
Há razões para ter alguma esperança.

Em tempo: vi depois, numa outra estação, também Ana Catarina Mendes, um dos melhores quadros políticos do PS, que nas eleições de domingo encabeçou a lista vencedora por Setúbal.

Já estamos a falar melhor

Acabo de ouvir Jerónimo de Sousa, após reunião com António Costa. Será desta?

sexta-feira, setembro 11, 2015

Os portugueses e os seus líderes políticos

O país real despreza Passos, odeia Portas, simpatiza com Jerónimo e Catarina Martins. Costa, o único que pode disputar as funções ao actual primeiro-ministro, surge-lhe como a derradeira esperança, a bóia de salvação. Hoje, isso é-me evidente.
Por mim, votarei no Livre.

segunda-feira, abril 27, 2015

JornaL

* Migrações. A Europa está velha e precisa cada vez mais de imigrantes. E que tal uma política pròactiva de imigração, a nível comunitário? Mas a valer!, isto é, tem de ser uma política e não a casuística de agora.

* Jerónimo de Sousa disse que o uso de cravo vermelho à lapela por Pedro Passos Coelho, na assinatura da coligação com o CDS, foi um insulto. O maior insulto, porém, parte daqueles que querem policiar / tutelar / apropriar-se do 25 de Abril.
(e em tempo, que me esqueci de escrever na altura própria: o Ferreira Fernandes, no DN de hoje, chamou-lhe tonto, e com razão)

* Jesus foi ameaçado pelo terinador do FCPorto. O PR não faz nada?!...

segunda-feira, setembro 29, 2014

a propósito das primárias do PS

Deixa-me cá ver o que ficou da noite de ontem:

* Uma vitória esmagadora de António Costa, muito para além do que eu esperava;
* O entusiasmo de Ferro Rodrigues (já disse aqui que foi o melhor s-g do PS? Já, e digo outra vez);
* A dignidade de Seguro na hora da derrota, que não apaga a péssima campanha que fez;
* O brilho de Ana Catarina Mendes (ACM para líder parlamentar, já: tem o estofo e a solidez);
* O ar bonacheirão de Jorge Coelho; o trabalho da Comissão Eleitoral;
* Os adesivos do costume, que apareceram a saudar a "grande vitória do camarada António Costa", e os habituais compagnons a fazerem-se notados. Cáfila.
* O descaramento de Jerónimo de Sousa e a "farsa" eleitoral. Não está mal, para um partido que tenta manipular eleitorado (de forma muito canhestra, é verdade) com uma vigarice política chamada PEV; s-g do partido que enviou condolências ao povo norte-coreano pelo passamento da camarada ditador anterior (como se sabe, na Coreia do Norte as eleições não são uma farsa).

sábado, janeiro 14, 2006

Escrever na areia - Manuel Alegre e os cadáveres

Em primeiro lugar, Jerónimo a embalsamar a memória de Cunhal, a torná-lo numa espécie de Sãozinha laica. É o sectarismo em toda a sua irredutibilidade.
Depois, o boçal aparelho do PS a utilizar uma viúva para coagir uma campanha eleitoral. É o oportunismo em toda a sua mediocridade.
Finalmente, o cadáver adiado do trotsquismo a tentar assassinar a imagem do candidato, com a história da campanha dos cemitérios e das estátuas. Algo que sempre se fez, que está inscrito na memória cívica da luta republicana e da resistência à ditadura, aproveitado pela política fácil e palhaça do Francisco Anacleto Louçã, um vazio político sem a coragem das convicções -- ao contrário dum Garcia Pereira, honra lhe seja.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Escrever na areia - Alegre vs. Cavaco (ou ontem o blogger devia estar entupido)

Posted by Picasa*tvi
É só para dizer que o debate ontem correu muito bem, a ambos. Sereno e elegante para com Cavaco, político na acepção mais elevada, Alegre tem à esquerda os seus reais adversários. Terá de arrumar com Soares, evidenciando como a candidatura deste é politicamente aberrante num estado moderno e europeu; provavelmente, até ao dia do debate o próprio Soares já terá percebido que o país há muito perdeu a pachorra para gramar outra vez a sua magistratura de influência. Chega. Alegre terá também que pôr Jerónimo no sítio e, se for preciso, perguntar-lhe onde estava antes do 25 de Abril, para ver se o diligente secretário-geral, que anda há um ano a pastorear o rebanho, encaixa; e finalmente mostrar que Louçã é um produto marginal e suburbano, uma espécie de irritação cutânea, por enquanto nada de muito sério que não passe com uma pomada bem aplicada. Uma palavra para Cavaco: terá sempre as suas insuficiências, como todos nós, mas em dez anos ganhou um estofo visível de estadista. Eu também dormirei tranquilo se Cavaco for eleito. Mas, para já, estou com o Manuel Alegre.