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sábado, junho 21, 2014

uma vinheta de Hermann

As Torres de Bois-Maury -- Babette

segunda-feira, setembro 02, 2013

foice-feixe-forquilha-carro

Tempo de colheita para os servos. As mãos cruzam-se, afanosas, foice-feixes de trigo-forquilha-carro de bois. O tempo está quente, e o característico rugoso do traço de Hermann mais sobressai. Na vinheta central da primeira prancha todos labutam, excepto um cão deitado ao lado dum canjirão ou jarro semelhante. Todos, menos Babette, em primeiro plano, que estaca olhando enlevada para fora do quadro. Observada pelo irmão, no cimo dos molhos de trigo, o pai é alertado: "Tenho a impressão de que a Babette tem outra paixoneta aí pelos bosques." Foice em punho, o chefe da família, sorrateiro, descobre e enxota o intruso, também ele especado, voltando-se depois para Babette na intenção de arriar-lhe o bastão. Subitamente, enquanto a rapariga ensaia a fuga floresta adentro, irrompe um veado espavorido do arvoredo, ouve-se um sopro de caça, cães e logo atrás cavaleiros avançam a galope pelo campo de trigo, espezinhando as espigas.

Hermann, As Torres de Bois-Maury -- Babette (1985), pranchas 1-2  

segunda-feira, agosto 26, 2013

num inferno branco de neve e solitude

Um mapa centrado no Indocuche, abre a primeira prancha de O Avião do Nanga (1987) O Indocuche tem uma sonoridade com o peso de séculos, tempo que lhe empresta uma aura de terra mítica ou inventada, uma Camelote, ou coisa assim. E no entanto, o Indocuche existe; e ao contrário doutros topónimos congéneres -- Samarcanda, Bagdade, Cartago, Timbuctu... --, cujo prestígio lendário pretérito não aguenta o confronto com a realidade presente, o Indocuche -- por onde passou um raio chamado Alexandre, o Grande, e hoje brotam talibãs como as papoilas autóctones -- persiste em nos desinquietar, como uma vinheta de Hermann para um argumento de Greg...
Nessas montanhas, nesse "inferno branco" de neve e solitude, despenha-se um monomotor pilotado por um ex-desertor da Luftwaffe (já estamos em 1948), como viremos a saber adiante. Ileso, porém sem rádio e poucos víveres. 
Ao longe, um carreiro de formigas, que é uma caravana de camelos da Bactriana. Um tiro despedido por Adler ecoa por entre as fragas himalaicas. Se ouviram, não se sabe. A meio caminho entre duas cidades, Gilgit e Laore, Adler exclama: «Desta vez é o fim... Estou perdido!»

René Sterne, O Avião do Nanga, pranchas 1-2.

sexta-feira, setembro 29, 2006

uma prancha de Hermann