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sábado, maio 19, 2018

«Entre feridas brumas, um muro branco branco escorre do sol.» Vergílio Alberto Vieira, Coágulos (2002)

«Sem esta terra funda e fundo rio, / Que ergue as asas e sobe, em claro voo; / Sem estes ermos montes e arvoredos, / Eu não era o que sou.» Teixeira de Pascoais, As Sombras (1907)*

«-- Eu faço versos como quem morre.» Manuel Bandeira, «Desencanto», A Cinza das Horas (1917)**

* Antologia Poética, ed. Ilídio Sardoeira [1977]
** Os Melhores Poemas de Manuel Bandeira, ed. Francisco de Assis Barbosa (1984; 4.ª ed, 1986)


quarta-feira, julho 27, 2016

Bem longe fica o sol da bela aurora / E a própria escuridão da noite escura!
Teixeira de Pascoais

sábado, julho 05, 2014

Sou para mim como um segredo antigo
Teixeira de Pascoais

sexta-feira, maio 02, 2014

A minha vida é ler os poetas que mais amo
Teixeira de Pascoais

sexta-feira, março 15, 2013

Raul Brandão: "Eu gosto imenso de livros assim"


[Meu Ex.mo Amigo]

Li ontem dum fôlego o Verbo Escuro. Eu gosto imenso de livros assim, mas o seu, tão profundo e tão belo, há-de ser compreendido por poucos leitores.

[a Teixeira de Pascoais, Guimarães, 27 de Março de 1914]

Raul Brandão - Teixeira de Pascoaes, Correspondência, Lisboa, Quetzal Editores, 1994
editores: António Mateus Vilhena e Maria Emília Marques Mano

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

um retrato de Teixeira de Pascoais por Fernando Lanhas

retirado de Estrada Larga (ed. de Costa Barreto), vol. I, Porto, s.d.

sábado, novembro 19, 2005

Correspondências #22 - Raul Brandão a Teixeira de Pascoais

Amigo
Li ontem a Era Lusíada. Também penso pouco mais ou menos assim e há anos que preparo uma História de Portugal idealista. Nós começamos a morrer desde que começamos a descrer. Precisamos de encontrar Deus e de comungar todos a mesma hóstia. O pior é que é necessário que Ele se revele -- e, enquanto o não faz, vamos ao fundo...
Adeus. Obrigado pelo seu admirável livrinho. No fim do mês vou para a Foz, Cantareira, 61. Tem-me aí ao seu dispor.
Ad.or e a.º m.to agr.º
Raul Brandão
21 de Junho
1914
Correspondência
(edição de António Mateus Vilhena e Maria Emília Marques Mano)

Teixeira de Pascoais

segunda-feira, maio 02, 2005

Antologia Improvável - Afonso de Castro

ELEGIA DA DISTÂNCIA

A Teixeira de Pascoais


Rios de Trás-os-Montes, a rezar
A elegia dum sonho que morreu...
Sonâmbulas montanhas, onde o luar
É um anjo imenso errando pelo céu;

Melancólicos vales, onde o mar
Seu miserere trágico escondeu,
Onde, como um assombro, a cogitar,
Paira o vulto espectral de Prometeu;

Sou um fantasma errante do Marão,
Vestido de penumbra e solidão,
Que, em poeira de estrelas, se dilui...

Minha presença é feita de lembrança,
E ando, de noite, enfermo de esperança,
A interrogar a sombra do que fui.

Mocidade Lírica