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terça-feira, fevereiro 03, 2015

da identidade nacional

«E era esta a abordagem mais recente do problema, porque a mais antiga talvez fosse a transcrita nas 'Chroncias dos Senhores Reis de Portugal', de Christovão Rodrigues Acenheiro, sim, a edição da Academia diz mesmo diplomaticamente 'Chroncias', e de repente, quando reflectina no que o Mattoso dizia, dei-me conta de que já o D. Afonso IV procurava, no seu modo brusco e medieval, circunscrever por inteiro a identidade nacional, quando escrevia brutalmente ao rei de Castela, seu genro: 'E sem dúvida sabei que os Portugueses nunca deixaram de usar três cousas, a saber, lutar, pelejar com Castelhanos , e demandar com boa vontade mulheres.'.»

Vasco Graça Moura, Naufrágio de Sepúlveda (1988)

terça-feira, abril 01, 2014

Jacques Le Goff

Quando estudei História Medieval, os nossos heróis vivos eram José Mattoso e Jacques Le Goff, que morreu hoje. Eles e outros deram colorido à historiografia sócio-económica, o golpe de asa da pesquisa das mentalidades, do simbólico, do antropológico. E perceberam que as gerações imediatamente anteriores, ao menosprezarem a história política, cultural e individual, bête noire  dos Annales, haviam deitado fora o bebé com a água do banho.