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sábado, fevereiro 03, 2018

[...] tão discreta no recorte dos seus gestos / na forma de vestir no corte de cabelo / que tenta mas em vão dissimular que é bela
Ruy Belo

quinta-feira, maio 11, 2017

Sou donde estou e só sou português / por ter em portugal olhado a luz pela primeira vez
Ruy Belo

segunda-feira, maio 02, 2016

Sei hoje que ninguém antes de ti / morreu profundamente para mim
Ruy Belo

segunda-feira, março 30, 2015

A posteridade de H. H.

Não me refiro à posteridade literária, como é óbvio, à perenidade da obra, ao lugar que ela ocupa na poesia. Se tivesse de fazer o difícil exercício de congeminar uma lista com meia dúzia de nomes dos, para mim, maiores poetas da segunda metade do século XX, Herberto Helder faria parte dela, com Alberto de Lacerda, Alexandre O'Neill, António Ramos Rosa, Rui Knopfli e Ruy Belo -- e teria de deixar de fora muitos que me assombram..
A posteridade a que me refiro é outra, a patrimonial e identitária. Percebo perfeitamente o apelo do seu filho, Daniel Oliveira, para que não desatem os poderes públicos ou particulares a homenagear o poeta, com nomes de rua, estátuas e bustos, etc. Guardado porém o decoro temporal necessário para não violentar quer a memória de Helberto Helder, quer a legítima vontade dos seus descendentes, não creio que ele tenha possibilidade de ser acatado.
Os grande autores não se pertencem, é uma banalidade escrevê-lo. E se cada cada vez menos se pertencem em vida (é ver a poesia de HH espalhada por blogues e pelas "redes sociais"), muito menos depois de ela findar. E ainda bem que assim é. Não há como não preservar e assinalar, por exemplo, a casa onde o poeta nasceu e aquela em que morreu (a Rua do Mercado, nº 7, em Cascais). E quem diz estes vestígios palpáveis da memória dele (e, de há muito, nossa), diz outras manifestações inevitáveis que a comunidade imperiosamente não pode deixar de promover.
Como pedir à Madeira que deixe o seu maior poeta entregue apenas aos seus livros? É, entre outras, uma questão de sobrevivência da própria comunidade.

quinta-feira, março 05, 2015

bastou-me ver teu rosto e mais que ver olhar
Ruy Belo

sexta-feira, abril 19, 2013

Loucura é colocar em outra vida / a esperança que perdida mesmo nesta / só nesta e não noutra pôde pôr-se 
Ruy Belo

sexta-feira, setembro 09, 2011

a glimpse of happiness

alterno raul brandão e ruy belo
transporte no tempo com el-rei junot
a melhor poesia em grande prosa 
grande poesia que toda a prosa deveria ter

morte e mais morte entre 
tanta vertigem de fim é
possível um frémito de 
felicidade em tanta morte 

quarta-feira, junho 21, 2006

Caracteres móveis #79 - Antoine de Saint-Exupéry

A infância, esse grande território donde todos saímos! Pois donde sou eu? Sou da minha infância como se é de um país...
Piloto de Guerra
(tradução de Ruy Belo)

domingo, dezembro 11, 2005

Antologia Improvável #83 - Ruy Belo (2)

A MISSÃO DAS FOLHAS

Naquela tarde quebrada
contra o meu ouvido atento
eu soube que a missão das folhas
é definir o vento

Aquele Grande Rio Eufrates / Obra Poética I

Ruy Belo

terça-feira, maio 17, 2005

Antologia Improvável #13 - Ruy Belo

CDC/DCD

A natureza em conjunto padece
e como o sofrimento muito a cansa
vinga-se em quem primeiro lhe aparece
e para ser maior essa vingança
já a futura morte transparece
no pequenino rosto da criança

Homem de Palavra(s) / Obra Poética I
Ruy Belo Posted by Hello