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terça-feira, abril 02, 2019

vozes da biblioteca

«Falamos das cidades / dos homens que de tão sós / as despovoam» Sebastião Alba, «As casas constroem-se de sombra», A Noite Dividida (1993)

«Faz frio, muito frio... / E a ironia das pernas das costureirinhas / Parecidas com bailarinas...» Mário de Andrade, «Paisagem N.º 1», Paulicéia Desvairada (1922) / Os Melhores Poemas de Mário de Andrade (ed. Gilda de Mello e Souza, 1988)

«Não te mudei o nome nem a face / nem permiti que nada transformasse / minha imagem de ti em forma de arte.»  Mário António, «Soneto», Amor (1960)

terça-feira, maio 29, 2018

«Bela! como um perdão ao pé do cadafalso, / Bela como o luzir do orvalho nas searas, / Nevada como um pé, curto, branco, descalço / Fugitivo através das grandes ervas claras.» Gomes Leal, «Nevrose nocturna» Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa, edição de Herberto Hélder (1985)


«Era tudo tão pequeno / Que o meu coração sereno / Era o meu cais outonal.» Fernando de Paços, «Poesia» As Folhas de Poesia Távola Redonda, edição de António Manuel Couto Viana (1988)


«Empregados públicos virginais / Deslumbrados com o jazz dos automóveis.» Mário de Andrade, «Rondó do tempo presente» Poesias Completas (1976) / Poezz -- Jazz na Poesia em Língua Portuguesa, edição de José Duarte e Ricardo António Alves (2004) 

quinta-feira, maio 15, 2014

como uma prece

imagem daqui
Um tom de litania, palavras do baiano Ildásio Tavares, música de Gerônimo, a abrir o esplêndido álbum Brasileirinho (2004), um disco que nos transporta para o mais profundo ethos brasileiro, português, índio e africano. Bethânia acompanhada pelos mineiros do Grupo Uakti; pelo meio o maranhense Ferreira Gullar (Prémio Camões) diz -- e que bem! -- um excerto dum poema do paulista Mário de Andrade, o livreto, atravessado por frases de João Guimarães Rosa. Ouvir, reouvir, muitas vezes, como uma prece.