O Fidel Castro da revolução, o guerrilheiro da Sierra Maestra, o que se levantou contra os plutocratas que governavam o país, o que tinha vergonha na cara por Havana ser a casa de putas da máfia e dos magnatas americanos; o que teve políticas sociais incomparáveis que fazia com que, por exemplo, desde há décadas Cuba tivesse uma taxa de mortalidade infantil ao nível da da Suécia, enquanto que os salvadores, as honduras, as guatemalas, os haitis (!) eram (e são) esgotos a céu aberto por onde correm as dejecções de todos os somozas que os governam -- eis o Fidel interessante e que aprecio.
O Fidel demolhado pelo poder, paternalista, moralista, monarquista, ditatorial e sem habanos, esse não me interessa.
A História irá absolvê-lo? O purgatório está-lhe certamente reservado; mas em comparação com muitos dos seus homólogos, ela, a História, talvez não deixe de pesar tudo isso a seu favor.
P.S. Fidel, no início, não era comunista; foi a crónica burrice dos americanos em mat´ria de política externa que o empurrou para os braços da União Soviética.
















































