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sexta-feira, março 23, 2018

Putin e a iguana

Sobre Vladimir Putin pode dizer-se muitas coisas. Coisas que se sabem, coisas que julgamos saber, ou até que não sabemos, embora as vocalizemos e escrevamos, ou, ainda, coisas que outros querem que nós achemos que sabemos.

Podendo ter muitas e variadas opiniões sobre Putin, boa parte das quais, frise-se, sem outra sustentação que não a manipulação massiva, porém simplória, em que os americanos e satélites continuam a ser mais eficazes que os propagandistas do Kremlin: da Crimeia, ao avião abatido no céu da Ucrânia, passando pela guerra química supostamente levada a cabo na Síria, entre outra conversa fiada para impressionar os incautos -- (podendo ter muitas e variadas opiniões) uma coisa é certa: com excepção de alguma elite urbana e académica que não se conforma com a espécie de pai da pátria em que de há muito Putin se tornou, e que compreensivelmente ambiciona que a Rússia possa ser, digamos, uma Suécia em termos políticos, a maioria do eleitorado apoia-o -- 77 dos 63 % que foram às urnas, mais irregularidade, menos irregularidade.

Inibo-me de opinar sobre Putin, creio que precisaria de ser russo -- lá e agora -- para expender algo que na boca dum português não tenha a imediata ressonância da patetice, ou pior.  Por outro lado, nos grandes países europeus, só encontramos respeitabilidade num interlocutor, a chancelerina alemã Merkel (em política internacional, as palavras de Macron pouco mais são do que vagidos, pese a force de frappe, e Donald Tusk é, no fundo, um porta-voz -- embora respeitável) ). Senão vejamos: Sarkozy, Hollande, Cameron, e a inqualificável dupla May+Boris Johnson, a iguana e o palhaço: é difícil descer-se mais baixo e conter o asco.

Esse mesmo asco que provoca a parelha May-Johnson -- dois rostos do desastre do Brexit, e das mentirolas soezes que lhe foram acopladas --, quando, atirando-se convenientemente à Rússia a pretexto do envenenamento dum espião (é sempre bom desviar as atenções quando a frente interna está a aproximar-se de um atoleiro), o torpe Johnson se permite fazer comparações com a Alemanha nazi (um insulto para qualquer russo), enquanto a desavergonhada May invoca os aliados, com base na partilha dos mesmos valores. Ora, os únicos valores que estes mamíferos reconhecem são os dos mercados e o da hasta pública da sua própria insignificância.


terça-feira, setembro 26, 2017

antes que passe

Sobre a Alemanha, só me apetece reter que, na campanha eleitoral, Angela Merkel disse que não só se não arrependia da posição que tomou em relação aos refugiados  (REFUGIADOS) sírios, como voltaria a fazer o mesmo. 

quinta-feira, março 16, 2017

tudo de pernas para o ar

Se, no Verão, vimos feministas defenderem o burkini, em nome não sei bem de que direitos, neste Inverno a FN suspendeu um suave negacionista do Holocausto (diz que tem dúvidas), líder do partido em Nice. Na Europa, a esquerda torce por Merkel e Rutte; em Portugal, o PCP protege o governo -- no que faz muito bem, aliás.

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

a trolha na Ucrânia, a lata do Boris Johnson e a resposta que só Trump poderia dar a um jornalista pacóvio

O Boris Johnson, um beto para o qual se necessita de paciência extrema, vem à reunião da UE perorar sobre a Rússia, liderada pelo killer do Putin, e os líderes europeus fazem as habituais figuras de estúpidos. Líderes europeus que contam, note-se; porque os que até agora quase não contam, como António Costa, podem ter as posições sensatas e inteligentes que quiserem, porque lhes é igual ao litro. Merkel faz que não houve, Hollande, sempre imbecil, sente-se amparado na sua imbecilidade, Mogherini cacareja parvoíces -- e todos fazem boa cara à impertinência dos ingleses, em vez de os mandarem calar, por ausência total de legitimidade para exigir, dar, sequer aconselhar o que quer que seja na UE.
Não, isto está lindo. Não acompanho apenas a ralé de boa parte dos prostitutos & avençados do jornalismo económico, parvos por concordarem com o Xi Jinping na defesa dos mercados. Não, pá. O Trump, apesar dos balbucios, também diz coisas certas. Vejam como ele entalou o pacóvio da Fox News, que, ao falar de Putin, acrescentou: «É um assassino. Ele é um assassino!» E só o Trump, no gozo de toda a impunidade que lhe dá 1) o Poder, 2) o dinheiro próprio, 3) o apoio das massas, poderia ter respondido: «Então e nós? Somos ou não somos uns grandes filhos da puta?!»
Brilhante.

quarta-feira, outubro 05, 2016

Guterres!, Guterres! (Gondòmar.... Gondòmar...)

António Guterres, Alto-Comissário da ONU para os Reefugiados
caricatura de Acácio Simões
Extraordinária vitória pessoal de António Guterres (o mérito é essencialmente seu), da diplomacia portuguesa, liderada por Santos Silva e também de Marcelo.
Desejo que não tenha sido escolhido também pelas más razões, a de alguém pantanosamente dialogante, que não levanta grandes ondas. O Mundo não está para isso. No entanto, confio na sua inteligência e culura. Por outro lado, ele foi uma das caras em defesa dos refugiados. A sua eleição é, também por isso, interessante.
Quanto a Kristalina Georgieva, esperam-na trinta dias de férias. Que as goze bem, e mande bilhetes-postais a Junker e a Merkel.

terça-feira, julho 12, 2016

Só estranha a atitude de Passos Coelho quem tenha a memória curta ou se faça de desentendido.

Já se esqueceram do chumbo do PEC IV, negociado com Merkel?; e do ultimato a Passos no PSD ('ou eleições no país ou no partido'), que nos atirou para os braços da troika? Já se esqueceram das mentiras e mentirolas em que é useiro e vezeiro? Então qual é a novidade? Estavam à espera de elevação?, de grandeza?, de patriotismo?, de sentido de estado? Não viram o mal disfarçado sorrisinho de satisfação da ex das Finanças, em face da iminência da aplicação das tais 'sanções' a Portugal?
Querem fazer-se de desentendidos, e de nós parvos.  Mas haverá sempre gente, desembaraçada dos tacticismos partidários e de pouca paciência para sonsos, que faça questão de lembrar aquilo que os aparelhos da direita e os mercenários das agências de comunicação gostariam que fosse confundido, baralhado, até já não se saber bem quem fez o quê. Isso era o que eles queriam.

quarta-feira, junho 24, 2015

Merkel espirrou, as bolsas descem; Tsipras teve um ataque de caspa, os mercados assustam-se

Quando os governos dos estados estão nas mãos dos humores oscilantes dos mercados de capitais -- essas entidades sem moral nem consciência que procuram tirar rendibilidade até das pedras da calçada, e que tanto respeito e consideração merecem aos homúnculos políticos que dirigem este e outros outros países --; quando a navegação é feita à vista míope, o resultado, mais cedo do que tarde, será o caos e depois a guerra, o caos da guerra. Por isso é tão importante que Tsipras não saia derrotado neste combate desigual, mesmo com as cedências que tenha de fazer, consequência das que arrancará à UE e FMI.   

quarta-feira, abril 22, 2015

já se respira

Do diário de Notícias de hoje:
"PS encosta à esquerda e assume ruptura absoluta com políticas de Passos" -- bastou o anúncio do documento dos economistas, apresentado ontem, para poder começar a pensar em respirar neste país em escombros.
Nunca esquecer que foram os partidos da maioria, acolitados pelo PC e pelo BE -- que apesar de tudo têm uma justificação ideológica --, foram estes marcos antónios e outros relvas que, chumbando o pec 4, aprovado pela Comissão Europeia e por Merkel, que levou a que Portugal fosse compelido a pedir a intervenção da troika. 

segunda-feira, março 17, 2014

Oiçam lá o Gorbachev, e calem-se

Se há coisa que me parece, é que, no que respeita à Crimeia, a opinião pública não se está a deixar intoxicar pela fariseísmo do costume dos EUA e da Alemanha, acolitada tristemente pela maioria dos países da UE (Inglaterra à parte, porque a Inglaterra não se submete à pata alemã). E pouco importa que um dos seus heróis (e meu também),  Gorbachev, exprima o que qualquer russo de bom senso pensa.
Mas bom senso é coisa que não abunda pela UE, ao contrário da estupidez e da cobardia (como se tem visto no seu processo de autodestruição); e nunca abundou no Departamento de Estado dos americanos tranquilos, porque, patetas, pensam (?) que a Rússia é Portugal, que come e cala. Putin deve estar aterrorizado com a Merkel e o Hollande tout-le-monde.