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quarta-feira, janeiro 16, 2019

Quadratura do Círculo

Nunca percebi por que razão a Quadratura do Círculo se configurou para não passar das meias-tintas, no que respeita à amplitude de visões políticas do seus intervenientes. Recordo-me que o «Flashback», da TSF, e de onde provém a QdoC, começou com Pacheco Pereira, nessa altura uma das figuras mais proeminente do cavaquismo, José Magalhães, então aguerrido deputado do PCP, e Vasco Pulido Valente, tão instável quanto estimulante. A saída de Pulido Valente foi remediada por Miguel Sousa Tavares, durante pouco tempo, depois Nogueira de Brito, e, finalmente, com Lobo Xavier. É já com essa composição, e Magalhães passado para o PS, que o programa se reinventa na televisão, com o nome que o conhecemos.
Estranhei na altura o convite a Jorge Coelho, um homem de aparelho, muito inteligente e eficaz, porém sem grande bagagem intelectual; achei que aquilo se tinha tornado numa coisa institucional e de meias-tintas -- não fosse a progressiva e salutar radicalização  de Pacheco Pereira --, que o convite a António Costa para substituir Coelho mais não fez do que confirmar. Do ponto de vista da troca dos pontos de vista, seria, à partida, mais interessante o "Prova dos 9", da TVI, com Rosas, Silva Pereira e o inefável Rangel, ou o outro lado, na RTP 3, com Rui Tavares, Pedro Adão e Siva, normalmente com grande solidez, e José Eduardo Martins. 
A QdoC mantinha-se, porém, como o meu programa preferido de debate político: o contraste entre um Pacheco Pereira muito incisivo, geralmente indo ao nó dos problemas, fazia um bom contraste com o conservadorismo respeitável de Lobo Xavier, e era em ambos que muitas vezes se polarizava o debate. Jorge Coelho, muitos furos abaixo, em especial de Pacheco Pereira, colmatava essa diferença com performances muito vivas, bulldozer em acção, que nem o atabalhoamento do discurso e os pontapés na garmática detinham.
Desfecho lógico no processo de animalização das televisões privadas, que vão esticando a corda tanto quanto as deixarem. A alternativa deve ser linda, estou curioso por continuar a acompanhar o processo de degradação da baiuca. Divertidas foram as justificações sonsas do director: parece que o programa acaba, aproveitando a mudança de instalações. Brilhante, como tudo o que dali sai. Já agora, podiam acabar com o normalmente pífio «Expresso da meia-noite». Desse sim, ninguém iria sentir-lhe a falta, a começar pela música épica do genérico, tão desajustada que só não vê quem não se enxerga; e os tweets palermas do público em rodapé, que não passa de irritante visual.
Em resumo, mais um passo na poluição comunicacional do espaço público, com todas as consequências que daí advêm.
em tempo: provavelmente, o programa político da nova grelha será esta coisa em forma de assim

sexta-feira, janeiro 04, 2019

a minha cadela Bolota, a crise do Benfica e a pança da sic-notícias

Maravilhoso passeio que dei ontem com a Bolota, a minha cadela, já perto da meia-noite. Um frio de entrar pelos ossos adentro, nevoeiro e uma humidade marítima de enregelar. Ela é que beneficiou da bandalheira que grassa por esses canais de televisão, alegadamente de notícias. Como a «Quadratura do Círculo» nunca mais começava, apesar de anunciado, porque os toscos que dirigem o canal preferiram continuar a ruminação do momentoso problema da saída do Rui Vitória do SLB -- um mastigar que vinha já da noite anterior, em que o programa do Gomes Ferreira, salvo erro director-adjunto de informação daquela chafarica pretensiosa, também saltara, apesar de igualmente anunciado -- (como nunca mais começava a «Quadratura») andei a fazer zapping pelos canais internacionais, detive-me um pouco na Euronews e, em seguida, na TPA, onde fiquei a saber dos problemas na área da saúde em Malange. Depois, aventurei-me no frio com a cadela.
Diante deste pobre espectáculo de ausência de brio, de critério e de respeito pelos espectadores como pelos seus próprios colaboradores, ocorre-me perguntar: 1) para que serve a ERC?; 2) como não foi a primeira, nem a segunda nem a terceira, nem... que a sic-notícias se borrifa em Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho, até quando estão eles dispostos a aturar este tratamento, que nem classifico?

sábado, julho 16, 2016

zapping

A situação estava de tal maneira, que, no meio do zapping, por vezes não sabia se estava a ver imagens de Nice ou Istambul...




terça-feira, junho 07, 2011

bolas

 acabou "O Mentalista"! lá vou deixar de ver o Boca de Sapo do Patrick Jane e a Theresa Lisbon...