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quarta-feira, fevereiro 07, 2018

a Comissão Europeia, a Cotec e a Geringonça

A Comissão Europeia foi tomada por criaturas sem estofo e com mentalidade de gestores de fundos de pensões, técnicos de recursos humanos, funcionários de agências de comunicação, public relations, vendedores de automóveis; pequenos mercenários em deslumbre com o próprio desenrascanço, inconscientes da mediocridade dos paizinhos que os pariram ou da bruteza terrunha dos avoengos. Por cá, no governo anterior, havia disso aos molhos. 

Haver, por outro lado, presos políticos e exilados catalães na União Europeia, não interessa nada; estar o Assange há cinco anos confinado numa embaixada em Londres, o que é isso?*; o que é mesmo chato é a protecção excessiva dos trabalhadores, como ontem sabiamente alertou a Comissão.

Entretanto, num encontro presidido pelo tipo dos CTT, que tem feito um lindo serviço, a COTEC -- nome de cooperativa de industriais de aviários --, o Presidente da República diz que precisamos de sistemas políticos 4.0 . Não sei é como será o tal sistema 4.0 compatível com a doutrina pregada pelo bom Papa Francisco, que Marcelo Rebelo de Sousa tanto aprecia, e já agora eu também. O que sei é que os gestores de fundos com veleidades políticas, aqui e na Europa, não desarmam.

Também nós por cá não podemos baixar a guarda. A Geringonça serviu para isso, convém que os que lhe deram forma não se esqueçam, porque a selvajaria está à espreita.

Em tempo: O PR também falou em políticas sociais 4.0, seja lá o que isso for, embora de certeza não seja (ou não deva ser) a multiplicação dos bancos alimentares contra a fome.

(*bravo, Snowden; e bravo Snowden)

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

elogio Marine Le Pen

Nunca pensei algum dia vir a elogiar a líder da Frente Nacional. Esta força política representa (apesar de algum aggiornamento patínico pró liberal), tudo o que mais odeio: o racismo e o ultramontanismo católico, já para não falar em todo o lixo do antissemitismo, do colaboracionismo traidor com a Alemanha nazi e do colonialismo, que está ali representado.

Não esquecendo todas estas nódoas, de que ela se tornou a carinha laroca visualmente aceitável (ao contrário do boi do pai), não há que escamotear a dignidade, ainda por cima educada, com que recusou cobrir-se com um véu. A senhora estava ali, não como fiel, mas como líder política, representando uma fatia importante do eleitorado francês.

Sem deixar de reconhecer a fundamental importância cristã e católica na identidade nacional portuguesa, o iluminismo e as revoluções políticas puseram a Igreja no lugar que lhe pertence, o templo. Cumpra quem quiser, desde que não mace os outros. Sempre achei deplorável que um estado laico como o português ande com os padres atrás, de cada vez que há um acto oficial. Como foi ridículo, e afrontoso para muitos, assistir à beijoca do presidente da República na mão do papa, por muita simpatia que eu tenha por Francisco.

Voltando a Le Pen,  que não me merece a mínima confiança. Com o gesto de ontem, marcou pontos e deu um sinal correcto do que se espera de uma política ocidental. Para vergonhas, já por cá existem as criaturas do politicamente correcto, como esta triste ministra sueca que se diz feminista. 

No momento histórico actual vivemos uma guerra (palavras como 'conflito' ou 'crise' pecam por defeito) com várias trincheiras: a mais violenta é a que se trava com o financismo predador internacional, sem rosto, sem pátria, nem princípios; a outra, insidiosa e não menos perigosa trava-se com o integrismo religioso, hoje muçulmano (mas também hindu e budista -- não esqueçamos o que se passa na Birmânia, com a, pelo menos, passividade cúmplice da outrora heroína dos Direitos Humanos Aung San Suu Kyi), ontem cristão, quiçá amanhã renascido. Está na natureza das religiões, e contra elas nunca se pode baixar a guarda.

domingo, setembro 20, 2015

III Guerra Mundial

O Papa Francisco falou hoje em Havana numa II Guerra Mundial por etapas (cito de memória) que está a desenrolar-se. Por enquanto só os de baixo a sofrem na pele. Por enquanto. Só os homens e mulheres de boa vontade a poderão deter. Se tiverem força e ainda forem a tempo.