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segunda-feira, abril 08, 2013

Margaret Thatcher e eu

1979, não é? Não sei porquê, a primeira vez que me recordo do seu nome, provavelmente na sequência da sua vitória eleitoral, estava com o meu pai perto da Cidabela, pastelaria próxima da estação de combóios de Cascais. A última: num hotel, em Londres, recém-casado, a propósito da enorme oposição à "poll tax", que grassava por todo o país.
No intervalo: a sua luta contra os poderosos sindicatos britânicos, filhadaputamente torpedeados pelo regime "socialista" polaco; o impressionante atentado do IRA numa convenção dos tories; a greve da fome de Bobby Sands e de outros presos políticos irlandeses, e a sua ignominiosa intransigência; a Guerra das Malvinas-Falkland (nunca ouvira falar das Malvinas... aliás, quando ouvi a notícia na televisão percebi que a Argentina invadira as Maldivas... "As Maldivas? -- embasbaquei -- mas como raio vai a Argentina invadir umas ilhas no subcontinente indiano?!..."). É claro que, nesta questão, Thatcher esteve, obviamente, do lado certo ("o povo é quem mais ordena", não é verdade?). Depois há o thatcherismo, o pobre Dennis, alvo do anedotário doméstico, um filho parece que pouco recomendável, e é o que tenho a dizer sobre. Não me deu para ir ver o filme, não sou grande adepto de biopics de gente viva.