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segunda-feira, maio 14, 2018

«O sol descia rápido, já perto / De seu diurno termo, começava / A distinguir no verde-mar das águas / A açafroada cor de que se adorna / No ocaso derradeiro.» Almeida Garrett, Camões (1825)

«Se ao meu ouvido / Chega o rugido / Do teu vestido / Indo a roçar, / Que som me vibra / Não sei que fibra, / Que me equilibra / A mim no ar?» João de Deus, «Casto lírio», Campo de Flores (1893)

«Um caminho de areia conduzindo a parte nenhuma.» Rui Knopfli, «Pátria», O Escriba Acocorado (1978)

quinta-feira, maio 03, 2018

«Não sei que luz vaga, / Mas íntima luz, / Que nunca se apaga, / Me inunda, me alaga, / Se os olhos lhe pus!» João de Deus, «Amor», Campo de Flores (1893) 

«Afronta-me um desejo de fugir / Ao mistério que é meu e me seduz.» Mário de Sá-Carneiro, «Partida», Dispersão (1914)

«À tua mãe o marfim crucificado / ao teu pai o vício mais ronceiro / e a quem quiser / os lindos pentes da virtude» Alexandre O'Neill, «Deixa», Tempo de Fantasmas (1951)

sexta-feira, abril 22, 2016

microleituras

Conferência proferida em 15 de Dezembro de 1972 no Museu João de Deus, evocando o filho deste, João de Deus Ramos. Alocução emotiva de alguém que fora amigo de Ferreira de Castro, desaparecido 19 anos antes, e que procurou honrar o nome e a obra do pai, materializando-a através da criação dos Jardins-Escolas João de Deus, pondo em segundo ou terceiro planos a obra própria. A propósito do autor de Campo de Flores, Castro lembra o contacto precoce, através das selectas, com a poética sensível e delicada do vate algarvio e o que representava para si a poesia,  nesses tempos infantis pouco auspiciosos, à partida. Edição sem aparato técnico, fora do mercado, provavelmente de tiragem muito reduzida.

incipit - «Minhas senhoras e meus senhores: / Talvez eu não afronte muito a lógica se vos disser que a minha ternura por esta casa, por esta admirável casa onde nos reunimos hoje, principiou antes mesmo dela existir.»

 Ferreira de Castro, Chamou-se João de Deus Ramos, Exactamente o Nome Paterno (1972)
(também aqui)

sábado, janeiro 30, 2016

Os vermes não comem luz!
João de Deus

sábado, janeiro 17, 2015

É útil, é preciso, é necessário;
João de Deus

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

A vida é o dia de hoje
João de Deus

sábado, setembro 03, 2011

É na face das belas mulheres / Que eu só vejo o bom deus retratado
João de Deus

domingo, janeiro 30, 2011

Uivaria de amor a fera bruta / Que pela grenha te sentisse a mão
João de Deus

sábado, junho 03, 2006

Correspondências #47 - Camilo Castelo Branco a João de Deus

[1887]

Meu prezado João de Deus

Nas onze dúzias de livros que fabriquei, não há uma elegia. As minhas elegias são tristezas incomunicáveis.
Lida a sua estimada carta, escrevi isso que remeto. Consulte T. Braga. Fomos inveterados inimigos em letras. Que não vá a minha intervenção na sua dor causar-lhe desgosto. Aqui estou quási cego, paralytico; ao lado de um filho querido e mentecapto que já tentou matar-me. Haverá grandes desgraçados, que comparados comigo, se considerem quási felizes.
Abraça-o o seu velho amigo
C. CASTELLO BRANCO
In Moreira das Neves, Camilo Tal Qual

João de Deus