Como todos os portugueses, e talvez muitos brasileiros, só ouvi falar no Bolsonaro quando o homem produziu aquela lamentável declaração de voto nesse mau carnaval que foi o golpe de destituição da Dilma Rousseff, aliás uma mácula que o acompanhará sempre, pelo menos enquanto não se retratar. Algo, já agora, pelo qual a sua mui cristã mulher, Michelle Bolsonaro -- com uma certa piada, devo dizê-lo com frontalidade -- deveria velar, pois duvido que o Senhor Jesus tenha achado graça à tirada. A alma em risco.
O grande mistério Bolsonaro, para mim, que vejo de fora, não é a sua eleição -- quem já viu Trump, viu tudo --, mas a sobrevivência política durante quase trinta anos dum gajo que, pelos vistos, não fazia nada no parlamento, inscrito num partidículo cujo nome ainda não consegui fixar.
(Saltar daqui para a incompetência das esquerdas, que parece ter sido vasta, é outro assunto.)
No meio do cacarejar geral, ainda não li ou ouvi nada a respeito da declaração de Putin e Trump sobre a necessidade da defesa do estado de Israel. Declaração que se conjuga com a questão da Palestina e, mais premente ainda, o problema do Irão. Putin poderá ser essencial para travar os ímpetos belicistas da administração americana e do seu instável presidente e do governo de Netanyahu, pois é no Médio Oriente que se joga a segurança mundial, muito mais do que nas Coreias. Enfim, coisas de somenos; o que interessa é o folclore do Trump e a nada inocente diabolização do Putin, mais do que suficiente para desviar as atenções do essencial.
Espera-se que o faça amanhã, quando se dirigir ao povo francês, caso contrário junta-se, em estofo e credibilidade, à parelha composta pelo doido varrido do Trump e da aldrabona relapsa e contumaz May. Para nós, portugueses, já trouxe à memória um certo Zèmanel, o tal que viu as provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque.
Suspeito que Macron não vá mostrar nada, pois hoje assistimos a mais uma fantochada encenada, também com a colaboração ou aquiescência dos russos. A pressa era tanta, que nem puderam esperar pela missão de fiscalização das Nações Unidas (parece que irá amanhã para o terreno...), não fosse aparecer mais um Hans Blixen, o sueco que liderava a equipa da ONU no Iraque, para que não se recorde.
Tratando-se duma farsa, custa menos a figura de cu-prò-ar do governo português, e cai mais no ridículo o tom enfatuadamente marcial de Marcelo, hoje, com os antigos combatentes -- gente, aliás, que o estado português trata miseravelmente, sempre de acordo com os nossos baixos padrões de conselheiros acácios e de cu-prò-ar.
p.s.- estava a ouvir um palerma a comentar no Telejornal. Que riqueza de análise, que sumo, dando por certas, claro, as tais acusações. Talvez tenha acesso directo ao Macron. Claro que desliguei a criatura e vim aqui escrever isto, ansioso por passar a coisas mais sérias.
em tempo: não sei se os russos vão retaliar. Se calhar vão também fazer de conta. Façam o que fizerem, só espero que não caiam em cima dos curdos, que tanto jeito nos deram contra o Daesh, parece que (oxalá me engane) abandonados à sua sina.
As forças subterrâneas apostadas na deterioração das relações entre Estados Unidos e Rússia estão a ganhar a parada. Derrotada a mulherzinha que era o seu peão nesta táctica de embolsar proventos -- Hillary Clinton, com uma postura claramente confrontacional --, sai-lhes Trump, um cromo acossado internamente. Paulatinamente, estão a conseguir levar a água ao seu moinho.
Só se fosse um maquiavélico com tendências suicidas -- fórmula contraditória --, Assad, com o controlo militar absoluto, cometeria a estupidez de lançar um ataque com armas químicas contra um alvo confinado e impossibilitado de sair do buraco onde se meteu, sem outra saída a não a escalada e alastramento do conflito...
Tenho a convicção, desde o primeiro ataque com essas armas, ainda no tempo de Obama, que tal foi, e é, perpetrado, ou de dentro (a chamada oposição síria está infestada pelo fundamentalismo islâmico, -- é ouvi-los com o alahu-aqbar), ou de fora (israelitas e/ou sauditas) -- ou dentro e fora.
Os lacraus que puxam os cordelinhos não hesitam, mesmo com o risco de, no final, também eles perecerem -- está na sua natureza.
No meio de tudo isto, duas indignidades maiores: as vítimas dos ataques químicos, carne para canhão literal, sacrificadas à guerra de propaganda e contrainformação, e a inominável traição aos curdos.
Diga-se que até estou admirado com o nosso governo, com uma atitude própria, se bem que alinhada com os aliados -- como parece que não podia deixar de ser --, no que concerne a mais esta estória mal contada.
Mesmo que tenham sido os russos, ninguém acredita piamente nos aldrabões deste lado: ontem eram as interferências do Kremlin nas eleições americanas, que afinal parece que provêm dum consórcio anglo-americano; hoje é a putéfia que espancava o Trump nas nalgas, já multimilionária à custa deste franjinhas que anda sempre metido em sarilhos e para o qual já não há cu que aguente.
1.ª miséria: a tentativa da plutocracia brasileira de afastar Lula das próximas presidenciais: o estado à mercê de dirigentes desidratados de ética (a começar pela caricatura de presidente), dos cleptocratas (com os media ao seu serviço), das seitas religiosas (pontificando a benemérita iurd), juízes inchados. Se eu fosse um autoritário, diria que o Brasil, a quatro anos do bicentenário como estado independente, precisava dum Fidel para pôr os temers, os cunhas, os edires e demais zoo em campos de reeducação (pelo menos salvava-se a música...) Como não desejo para os outros o que não quero para mim, resta-me sonhar com a revolução aparentemente impossível.
2.ª miséria: Operação Fizz. Como pode a política externa portuguesa estar à mercê de um qualquer juiz ou magistrado? Um país com 890 anos de história como Portugal (Batalha de São Mamede, 24 de Junho de 1128) não pode estar à mercê de amadores, que de política externa não alcançam um boi. E seria fácil legislar, salvaguardando a diplomacia portuguesa e a independência dos tribunais. Até eu, que não sou jurista, sei como se faz.
3.ª miséria: o ataque turco aos curdos, na Síria. Trump do lado certo, neste particular e desta vez -- nem ele deve saber como ou porquê.
pequenas misérias: perseguições fascistoides a Woody Allen (uma recorrência, basta lembrar Polanski); outra miséria, com flausina, que não vi e não gostei, dá pelo nome de 'supernanny', ou lá o que é. O espaço público me(r)diático, veículo de toda e qualquer badalhoquice. Único critério: encher os bolsos a accionistas & outros lenocinas. Assim tipo CTT: quem vier atrás que feche a porta e apague a luz.
O pior: na meca do terrorismo, e sem vergonha, ataca o Irão, que ao pé da Arábia Saudita é um baluarte da democracia.
O melhor: mulher e filha em cabelo, no reino de Salmão; o epíteto loosers, aplicado aos indigentes que se fazem explodir. Tem razão o Trump: chamar-lhes monstros, assassinos ou coisa parecida, são medalhas para eles; falhados quadra melhor com a natureza dejectória destas subcriaturas.
Estou convencido de que a inacção de Barack Obama relativamente ao ataque químico ocorrido na Síria há uns anos se deveu às fundadas dúvidas sobre a autoria dessas acções, como qualquer pessoa intelectualmente decente e honesta, que não esteja directa ou indirectamente no teatro de guerra. E o mesmo se passa agora, como diz Tulsi Gabbard, mulher aliás admirável.
Trump, que não é decente nem honesto e, intelectualmente, é duvidoso que seja alguma coisa, ensaiou a fita dos últimos dia na Síria. Está no papel dele, assim como Putin no seu.
Nada disto é estranho; pelo contrário, é velho e revelho, e perigoso na medida em que pode haver sempre algo que corra mal nesta aparente encenação bélica.
Agora, insuportável, insuportável é ler e ouvir alguns especialistas, como me tem sucedido (ainda há pouco na rádio) a darem os ataques químicos como realizados pelo lado de Assad, quando não têm nenhuma prova, nem sequer a evidência, de que tenha sido assim.
É o caso de Bernardo Pires de Lima, uma Hillary Clinton de trazer (cá) por casa, ou do aposentado embaixador José Cutileiro, com uma posição anti-russa que parece patológica.
Todos podemos ter as nossas opiniões, preocupações, simpatias e antipatias -- o que não é admissível é que comentadores apresentados com o selo de garantia académica, como Lima, não passem de câmara de eco do bruaá mediático-propagandístico.
No programa «Visão Global», da Antena 1, diz este senhor qualquer coisa como: 'O ataque químico perpetrado pelo presidente Assad'..., etc.; assim como o de há cerca de três anos, que originou as tais linhas vermelhas de Obama. Como raio sabe ele? Pois não sabe!, porque os únicos a sabê-lo são os beligerantes. Lima tem a obrigação de saber que nestes conflitos as partes chegam a provocar ataques no seu lado, para comprometer o inimigo. É maquiavélico, mas é vulgar. Se não sabe, é incompetente para ser comentador na rádio pública; como não acredito que o não saiba, é pior.
O Boris Johnson, um beto para o qual se necessita de paciência extrema, vem à reunião da UE perorar sobre a Rússia, liderada pelo killer do Putin, e os líderes europeus fazem as habituais figuras de estúpidos. Líderes europeus que contam, note-se; porque os que até agora quase não contam, como António Costa, podem ter as posições sensatas e inteligentes que quiserem, porque lhes é igual ao litro. Merkel faz que não houve, Hollande, sempre imbecil, sente-se amparado na sua imbecilidade, Mogherini cacareja parvoíces -- e todos fazem boa cara à impertinência dos ingleses, em vez de os mandarem calar, por ausência total de legitimidade para exigir, dar, sequer aconselhar o que quer que seja na UE.
Não, isto está lindo. Não acompanho apenas a ralé de boa parte dos prostitutos & avençados do jornalismo económico, parvos por concordarem com o Xi Jinping na defesa dos mercados. Não, pá. O Trump, apesar dos balbucios, também diz coisas certas. Vejam como ele entalou o pacóvio da Fox News, que, ao falar de Putin, acrescentou: «É um assassino. Ele é um assassino!» E só o Trump, no gozo de toda a impunidade que lhe dá 1) o Poder, 2) o dinheiro próprio, 3) o apoio das massas, poderia ter respondido: «Então e nós? Somos ou não somos uns grandes filhos da puta?!»
Enfim, ainda estou para ver, dada a natureza da personagem. No entanto, um avisozinho a Israel, contra a extensão dos colonatos, não para solucionar o problema, mas para dar a ideia de alguma imparcialidade, aliás impossível no actual contexto internacional. Só que aquele problema não é regional, por isso os EUA vão procurando ganhar tempo. Tem sido essa a sua política para a região.
Por outro lado, acabamos de assistir à condenação da política russa na Ucrânia, por parte da embaixadora americana na ONU. Das duas uma: ou Trump já está devidamente enquadrado pelo complexo militar-industrial, que é o que determina em boa parte a geopolítica dos EUA, ou tratou-se de declarações para europeu ouvir e aquietar.
Sem contar com Obama, acho que tenho de recuar a Jimmy Carter para encontrar um presidente decente dos Estados Unidos. Reagan, foi aquela desgraça do reaganomics e o presidente que empurrou os Sandinistas para os braços da URSS, porque aquela testa não concebia outra coisa senão apoiar um ditador anticomunista, mesmo que fosse um ladrão reles e sanguinário. O colapso da União Soviética, esgotada e com pés de barro, era uma questão de tempo, como se viu, quando tudo se esfumou. Bush pai, embora tenha conseguido formar uma coligação de grande significado para reverter a invasão do Koweit por Saddam Hussein, internamente, foi uma anedota. Clinton, com aquele ar de vitelo mas desmamado, além de idiotices como a criação do Kosovo, temos de agradecer-lhe a desregulação do sector bancário de retalho, que viria a descambar na crise de 2008. Uma vergonha. De W., nem vale a pena falar. Trump ainda agora começou; não sei como irá acabar, se irá acabar. Mas se acabar antes do termo do mandato, significa que, a substituí-lo, ficará aquela aberração do tea party, chamado Pence, tão do agrado do Bible Belt e do Ku-Klux-Klan, talvez ainda mais perigoso. Trump não tem ideologia, é um vendedor de banha-da-cobra, e defenderá tudo e o seu contrário, como é seu hábito. O outro talvez já fie mais fininho.
Por outro lado, a reacção popular, dos presidentes de câmara e governadores da América civilizada, dos magistrados, são um sinal de esperança.
Não faço a mínima ideia. E ele, se calhar, também não. Impante do pragmatismo solerte que lhe deu a invejável aura cor-de-laranja do homem de sucesso tão do agrado dos basbaques das business schools cá da parvónia, em relação à União Europeia, continua na senda da campanha eleitoral.
A UE, ainda hoje desconsiderada em entrevista ao Times, é um concorrente agonizante que ousou engendrar uma moeda que concorre com o dólar. Não precisa do Trump para dar cabo de si própria, porque vai no bom caminho.
A NATO é um caso mais interessante. Parece que o eleito disse tratar-se de uma organização obsoleta, no que concorda com a aproximação à Rússia. Se se trata de bluff de casino para obrigar os europeus a alargar os cordões à bolsa, está bem visto. Veja-se a neofascistóide da primeira-ministra polaca, de braços abertos às tropas americanas deslocadas para a fronteira leste, mandadas por Obama, e que no fim-de-semana serão chamadas de volta às bases... Mas pode ser outra coisa: pode ser que Trump esteja genuinamente convencido, como parece estar, de que vivemos um período de guerra de civilizações, e que os russos, cristãos ortodoxos -- e de que maneira! --, são aliados naturais contra a barbárie islamita e, talvez na sua cabeça, contra o perigo amarelo. Neste caso, porém , já não me parece que os russos estejam assim tão interessados...
As próximas semanas vão ser interessantíssimas. Mas eu não acredito, por enquanto, que ele se atreva a acabar com a NATO, (ainda) não tem força para isso, se é o que quer fazer, o que também não me parece líquido.Aí sim, já veria alguns motivos de preocupação para os estados bálticos, e não só.
Esta perversão sexual que os serviços secreto russos terão arranjado ao Trump, segundo os seviços secretos americanos, não pagava para vê-la. Não por ser puritano, oh, não! Como diz o fado, perversões quem as não tem?; nem por a chuva dourada não fazer parte do rol das que me entusiasmam francamente, mas simplesmente porque me cheira -- aliás toda esta historieta dos hackers russos, pobres EUA, nas mãos de Putin... -- (cheira-me) que deve ter uma base semelhante à das armas de destruição maciça, que o Saddam tinha, como todos vimos.
Ainda não descortinei a estratégia de Obama, a dias de abandonar a Casa Branca: o arrufo com Netanyahu, depois de dois mandatos de passividade e até de humilhação; o coroar das tensões com a Rússia, com a expulsão de diplomatas, já respondido na mesma moeda. Quer condicionar Trump? Mas não está em condições de o fazer.Há uma coisa que confrange: este lento e dir-se-ia inglório agonizar de uma administração liderada por um homem superior, que parece capturado por outros poderes. Guantanamo aí está para levantar as maiores dúvidas acerca do raio de acção do ainda presidente americano: o mesmo que tendo assistido em directo ao abate de Bin Laden, se mostra incapaz de cumprir uma promessa eleitoral, repetida na segunda campanha, de mandar encerrar aquela prisão.
... e de repente, uma visão. Tulsi Gabbard, congressita democrata, apoiante de Bernie Sanders, veterana da Guerra do Iraque e surfista, encontra-se com Trump. Não por ter passado a achar que este é aproveitável em várias matérias, mas porque numa questão fundamental, ela percebe que 1) o inimigo é o radicalismo islâmico; e 2) que a escalada com a Rússia não traz nada de bom. Vale a pena ler o seu comunicado.
Oh, les beaux esprits (não ela e o Trump, claro, mas ela e eu)...
O texto de Jorge Sampaio sobre a UE, publicado no Público de hoje é um grito lancinante sobre o estado moribundo daquela. Pese todo o voluntarismo optimista de puro bom senso que demonstra, a crua realidade duma União virada para os particularismos nacionais, que, receio bem, provocará a sua destruição Daí a "impotência decisória" de que fala Sampaio:
Se já era difícil a União Europeia ter uma política externa comum, no tempo em que tudo parecia um conto de fadas, hoje é impossível que tal aconteça, em face das divisões internas, e da assunção já clara dos interesses de cada país, tantas vezes não coincidentes e contraditórios.
Aa palavras não podiam ser mais sábias, porém, quando se humilhou desnecessariamente a Grécia e, em certa medida, também Portugal; quando se depara com a existência no seio da UE, de grupos como o de Visegrad, albergando governos incivilizados, como os da Hungria ou da Polónia, sem que sejam chamados à pedra, como é possível sequer falar de uma "identidade partilhada", quanto mais tentar o seu fortalecimento? Que afinidades entre governos como o português, o grego ou o italiano e os congéneres racistas, xenófobos, quando não pró-fascistoides das hungrias e das polónias? -- só para falarmos nos casos extremos, e deixando de fora, por enquanto, finlândias e holandas...
O que se passa com a Rússia é demasiado mau para ser verdade, arrastando-nos para uma lógica confrontacional que nada tem que ver com os interesses europeus, e muito menos portugueses. Até porque a lógica do confronto, se pretende meter medo à Rússia só a vai acicatar, isolando-a dos parceiros ocidentais, com quem tem as maiores afinidades civilizacionais. Crer, como aparentemente sucedia com Clinton, que fazer peito a Putin seria aceitável do ponto de vista estratégico, é duma temeridade sem nome, para além de ter uma eficácia perto de zero. Os russos já fizeram questão de lembrar, ainda durante a campanha presidencial americana, que não recebem ordens do Estados Unidos -- aliás, uma boa indirecta para alguns governos europeus; e, por outro lado, quase dá vontade de rir, quando em face do desafio de alguns governos ocidentais, a Rússia se reúne em cimeira com a China e a Índia (o Brasil e a África do Sul, potências regionais, são dois penduricalhos para enfeitar). Espero que o negregado Trump entre rapidamente em distensão com Putin (e, já agora, que rasgue, mesmo que pelos maus motivos, o clandestino Tratado de Comércio Transatlântico, que os Estados Unidos andaram a preparar com os burocratas e homúnculos políticos europeus, nas costas dos cidadãos.
Vou para a cama, com a sensação de que o boi do Trump ainda pode ganhar isto. Se fosse n-americano, talvez votasse num terceiro candidato, eventualmente Jill Stein; ou talvez em Hillary, aterrorizado. Mas como sou europeu, medomedo, tenho é desta tontinha, que parece querer afrontar a Rússia (com os europeus a fazerem o papel de idiotas úteis). O que será o neo-isolacionismo americano, pretensamente defendido por Trump, é para mim um mistério. E, se calhar, para ele também.
Vai ser um mau ano de festival, para mim, Pelas minhas contas, só poderei assistir a sete sessões, cerca de um terço do que é costume.
Mantenho-me fiel ao meu Estoril. Lisboa, para mim, é longe, e o CascaiShopping, com seu pipocar, não é opção. Se ainda fosse o Cinema da Villa, como sucedeu na primeira edição... Tenho pena que o Centro de Congressos já não seja utilizado, com condições ideais para o festival, malgrado o desconforto das cadeiras. O Casino, apesar dos esforços para manter aquilo aceitavelmente clean, desde que o Stanley Ho fez dele um casino à Macau, deixou-me de ser frequentável. Os moralistas hipócritas do Estado Novo, ao menos tinham o bom gosto de impedir que quem lá fosse ao cinema ou a uma exposição, topasse com criaturas de gosto duvidoso debruçadas sobre uma mesa de jogo ou se empoleiradas numa slot machine. Sempre apreciei o recato dos vícios privados, e não esta badalhoquice parola que vai das casas dos degredos ao facebook, passando pelas bancas de casino, Estas, em particular, irritam-me especialmente, talvez por não ser obrigado a frequentar as outras. Lá nisso, o velho Salazar, sacristão do caralho, obrigava o estabelecimento do Teodoro dos Santos a ter uns vidros foscos, para que os putos como eu, não fossem desviados -- embora soubesse muito bem que por detrás daquelas cortinas púdicas, havia as 'máquinas' (ouvia-lhes o barulho) e que no «Wonder Bar», ou lá o que era, havia umas miúdas que mostravam as maminhas -- ou seja, o Paraíso.
Bom, mas todos os anos é a mesma cena, e eu venho para aqui carpir e vociferar; mas vale bem a pena ir ao Casino para assistir aos filmes do LEFFest.
Estreio-me com Gato Preto, Gato Branco (1998), de Emir Kusturika, da retrospectiva que o festival lhe dedica. Dizer de EK que ele é o Fellini dos Balcãs, talvez seja demasiado fácil, para um tipo que tem Ivo Andrić como uma das suas principais referências, e pretende fazer a síntese de Bruce Lee e Ingmar Bergman (texto no catálogo, muito bom, mas falta-lhe o índice, caraças), Todo aquele nonsense, não é nada se pensarmos que o cineasta que se considerava a si próprio de nacionalidade iugoslava (nasceu em Sarajevo) assistiu impotente àquela farsa balcânica.
Seguiu-se um bitoque no «Jackpot», tenro e generosamente demolhado, servido por aquele pessoal atencioso e eficientíssimo. Com este calor de Novembro, não tive coragem de mandar vir a deliciosa sopa de feijão. Creio, mesmo, que, para além do cinema, a existência do Casino só interessa porque permite ao «Jackpot» continuar a funcionar bem, pois de lá virá uma boa parte da clientela.
Fecho o dia com um filme em competição, American Honey (2016), da inglesa Andrea Arnold. É um filme realista, retrato duma América feia e trashy, aquela que está a votar em Donald Trump, digo eu, que sou um bocado preconceituoso. Interessante, mas não me entusiasmou. Gostei da forma como a realizadora capta e valoriza Sasha Lane.
Sócrates e Lula. Foi o Lena, a Quinta do Lago, agora é o Lava Jato. Não têm nada, limitam-se a mandar estas escarretas para a imprensa. No fim, vamos todos ficar com a nossa convicção íntima, ou sem convicção nenhuma. No entretanto, prendeu-se um ex-pm, para depois o soltar, por imposição da lei. O que é que isso interessa, perguntam aqueles que não têm vagar para estas minudências.
Eutanásia. Depois da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, um médico reputado afirma, de viva voz, que se pratica eutanásia nos hospitais. A este desassombrado encarar de frente de um tema melindrosíssimo, a primeira reacção pavloviana duma sociedade que não é para levar a sério: inquéritos, processos e o diabo a sete. Seria de rir.
Primárias americanas. Um velhaco, tacticamente transmutado em palhaço (Trump), um beato e aldrabão (o Cruz do tea Party), uma oportunista (Hillary), um tipo decente (Sanders), que ficará pelo caminho. Torcerei pela menos nociva.
Anedota. "El Chapo" sofre horrores com a sua detenção. Parece que não deixam o homem pregar olho. O traficante, porém, é de fibra, e manda o advogado fazer greve de fome à porta da prisão.
Turquia. Durante anos defendi a sua entrada na UE, acauteladas questões como a dos curdos. Hoje, estou quase a defender a saída de Portugal da mesma UE... Já temos os húngaros, os polacos e os eslovacos, gente ao lado da qual não me sinto bem.
A propósito. Robert Fico, o primeiro-ministro eslovaco que se diz social-democrata, parece ter feito uma campanha eleitoral de boçal xenofobia. Perdeu a maioria, para a extrema-direita, é verdade, mas foi bem feito.
Herberto Helder. A Cornucópia homenageou-o (!), numa sessão de leitura de poemas. Agora, depois de morto, já pode ser? Falta-me a paciência.
«Um homem de camisa demasiado limpa não é um homem honrado.»
Nuno Gonçalves, PAINÉIS DE S. VICENTE DE FORA (c.1470-80)
Lula Livre!
Honoré de Balzac (1799-1850)
«O amor é como o mar, que visto superficialmente ou à pressa pode ser acusado de monotonia pelos espíritos vulgares, ao passo que certos seres privilegiados podem passar toda a vida a admirá-lo, encontrando-lhe sempre uma diversidade que os encanta.»
João Cristino da Silva, «CINCO ARTISTAS EM SINTRA» (1855)
2 versos de José Agostinho Baptista
-
*«eram belas as túnicas de argel e as velhas botas espanholas que te / dera
o último amante.» *
*Deste Lado Onde *(1976)**
confrontações com Winston Churchill
-
*«Eu era um* produto da era vitoriana quando os alicerces do nosso país
pareciam firmemente assentes, quando a sua situação no comércio e nos mares
não ti...
linhas de Cascais - Gonzalo Torrente Ballester
-
*«Diante do mapa* marítimo, o Valido, com um compasso, calculou as milhas
de oceano que separavam de Cádis a frota que tinha partido das Canárias e a
ingl...
Fernando Pessoa (1888-1935)
-
*«O poeta aceita* a sua morte como o Estio aceita a chegada do Outono ou o
dia aceita a chegada da noite.» Guilherme de Castilho, *«Alberto Caeiro --
Ensa...
ESTRELA DO ENTARDECER
-
Regressa em Julho com a sua escolta
de desejo e medo -- o amor, onde
sempre vivi acima das minhas posses.
Agora aguarado as razões que me deste
para...
#293 - BOCAGE (Pedro Tamen)
-
Já não sou. Já não serei
se fui. Agora à cova
além dos ossos e caroços
muito mais descerá.
O verso, o riso, o vinho,
a mão ladina sobre a carne morna,
tantas...
#96 - PERSISTÊNCIA, Rui Knopfli
-
Desmembrado, o corpo. Apenas um rosto,
a imobilidade larvar da carne
e o silêncio só excedido pelo livor
que, sobre as feições, vai baixando,
sem doçura, nem...
#51 - EPIGRAMA, Carlos Queirós
-
O cego deu à manivela
Da velha e triste pianola,
Que era a alegria da vila;
Mas já ninguém vem à janela.
-- Pois, vindo, davam-lhe esmola...
E, ocultos, pode...
#71 - POEMETO IRÔNICO, Manuel Bandeira
-
O que tu chamas tua paixão,
É tão-somente curiosidade.
E os teus desejos ferventes vão
Batendo as asas na irrealidade...
Curiosidade sentimental
Do seu aro...
#57 - CREPÚSCULO, Alexandre Dáskalos
-
Nas horas paradas, indecisas
em que os olhos olham
a mesma cor no mundo
e, um ténue claridade se suspende
no céu, entre o Sol e as estrelas...
no compasso de...
#28 - NOSSO É O MAR, Sebastião da Gama
-
Nosso é o mar. Nosso e renosso.
Pla dor, pla teimosia, pela esperança.
Nosso até onde a vista o não alcança.
Nosso até onde é nosso o que for nosso.
Mas de...
dispersão
-
Um bocado fatigado deste blogue. Para quem quiser espreitar as minhas
leituras:, antologia improvável, bibliografias, coisas de vária escrita,
tempo e luga...
MATERIALISTA... SOU EU (2003)
-
[image: FaustoBordaloDias-AOperaMagicaDoCantorMaldito-2003]
«[...] / *os activos das carteiras / deste fundo / e de outro mundo / o
fundo investe en fund...
#31 - O PRATO DA MENINA, Maria Alberta Menéres
-
A menina tinha um prato
e dentro do prato um pato
de penas cinzentas e lisas
e no fundo desse prato
havia um prato pintado
e dentro do prato um pato
com uma ...
#29 - "Eu sabia por ela as estações", Helder Macedo
-
Eu sabia por ela as estações
os esquilos os corvos as gaivotas.
Chegada a primavera abria os nós
em flores precipitadas e carnudas
de longas redondezas tacte...
#37 - ENSAIO SOBRE O SONETO, Domingos da Mota
-
Deprecias o soneto.
E eu pergunto, porque não
abrigá-lo sob o tecto
do poema em construção?
Que a rima não se usa,
dizes tu, é coisa antiga.
Mas se a forma d...
JORNAL
-
Ainda estava tudo para acontecer quando lias no diário de lisboa as tiras
do tio carlos
As inundações de 67 o sismo de 69 o 25 de abril de 74
A vida já era ...
«Sei muito bem que neste mundo há calamidades que eu não poderei evitar; lamento as que não conheço, mas se sei de alguma devo tentar minorá-la. Por mais que faça, é-me impossível ficar indiferente perante a dor.»
Visconde de Meneses, «RETRATO DA vISCONDESSA DE MENESES» (1862)
ortografia
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente. O Acordo Ortográfico de 1990 foi decidido por idiotas e aplica-se a analfabetos e, pior, a indiferentes.
John Ruskin (1819-1900)
«Os edifícios antigos não nos pertencem. Em parte são propriedade daqueles que os construíram; em parte das gerações que estão por vir. Os mortos ainda têm direitos sobre eles: aquilo por que se empenharam não cabe a nós tomar.»
Alfredo Keil, «O ATERRO EM 1881»
Friedrich Nietzsche (1844-1900)
«É o meu nojo, e não o meu ódio, que me devora a grandes dentadas a vida!»
Columbano Bordalo Pinheiro, «RETRATO DE ANTERO DE QUENTAL» (1889)
estamos a ouvir
1. Johann Sebastian BACH (1685-1750), Concerto de Brandenburgo #1 (c. 1718).
2. Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827), Sinfonia #2 (1802).
3. Hector BERLIOZ (1803-1869), Episódio da Vida de um Artista. Sinfonia Fantástica em Cinco Partes (1830).
4. Frydryk CHOPIN (1810-1849), Concerto para Piano #2 (1830).
5. Johannes BRAHMS (1833-1897), Sinfonia #2 (1877).
6. Antonin DVORÁK (1841-1904), Sinfonia # 9 - «Do Novo Mundo» (1893).
7. Claude DEBUSSY (1862-1918), «O Mar» (1905).
8. Isaac ALBÉNIZ (1860-1909), «Corpus Christi em Sevilha» (1906).
9. Frederick DELIUS (1862-1934), «Ouvindo o Primeiro Cuco na Primavera» (1910).
10. Béla BARTÓK (1881-1945), Concerto para Orquestra (1943).
11. Aaron COPLAND (1900-1990), «Rodeo» (1943).
M. Teixeira-Gomes (1860-1941)
«Do passado, só me interessa, em arte e literatura, a obra que conservou beleza actual. Assim, esse nome estupendo: "Cartago", no sítio próprio, pouco me diz, além da paisagem onde o lugar persiste. Na solidão do meu gabinete de trabalho, ou nas salas de uma biblioteca, ele parece ganhar em ressonância, e sacudir a poeira dos inúmeros cartapácios que lhe registram a crónica; das suas ruínas pulverizadas, nenhuma "substância" espiritual me assiste.»
Aurélia de Sousa, «Auto-Retratp» (1900)
Número total de visualizações de página
Coelho Neto (1864-1934)
«Nós caminhamos sobre túmulos. Como os antigos guerreiros para tomarem de assalto os muros das cidades iam subindo pela mortualha, fazendo de cada cadáver o degrau da escada, nós vencemos à custa do que foi ».
D. Carlos I, O SOBREIRO» (1905)
Seguidores
Euclides da Cunha (1866-1909)
« Ouviu-os indiferente e contrafeito. Não sabia respondê-los. Tinha a frase emperrada e pobre. Além disso, tudo quanto saía do passo ordinário da vida não o comovia, desorientava-o, contrariava-o.»
Amadeu de Sousa-Cardoso, «COZINHA DA CASA DE MANHUFE» (1913)
The Prime of Miss Jean Brodie - Muriel Spark
-
Miss Jean Brodie é daquelas figuras marcantes, inesquecíveis, que não são
marcantes, nem inesquecíveis, mas que apenas beneficiaram de serem as
primeiras d...
-
Sim, entendo isto. E só espero que a moda não se transforme numa praga,
como já acontece noutros lugares onde o turista gosta de fazer o seu chichi
cultur...
Sobre Um Bailarino na Batalha, de Hélia Correia
-
«Há que saber escutar o silêncio para ler “Um Bailarino na Batalha”. Nas
primeiras três páginas, o texto é só respiração e ritmo — ouve-se o rumor
antes...
« Hilda » : Le mystère Kovacq…
-
En 1997, le mensuel de bandes dessinées pornos *Bédé X * publiait les
premières pages réalisées par un nouveau dessinateur énigmatique signant
Hanz Kovacq....
octavio paz / dia
-
De que céu caído,
oh insólito,
imóvel solitário na onda do tempo?
És a duração,
o tempo que amadurece
num instante enorme, diáfano:
flecha no ar,
branco em...
Humor
-
Acabada de receber de um velho amigo:
UMA FILHA MANDA UM EMAIL AO SEU PAI
"Querido pai, estou apaixonada por um rapaz que vive longe de mim. Como
sabes, ...
Europeias (15)
-
[image: 3290816_aWQWl.jpeg]
*AUSENTE MAS PRESENTE*
A presença de Pedro Passos Coelho numa acção de campanha do PSD bastou para
perturbar a campanh...
Pitanga: O colega de Sevilha
-
*Aventuras e tribulações de um barbeiro a domicílio*
Já o disse e escrevi muitas vezes e - escudado pela releitura ‘integral’
das aventuras de Pitang...
Gonçalo Duarte
-
Gonçalo Duarte Nascimento: 7 de setembro de 1990Naturalidade: Setúbal,
Portugal Estudou Design de Comunicação na Universidade Lusófona de
Humanidades e […]
Billy Bud
-
Billy Bud de Herman Melville
Um jovem forte, belo e ingénuo marinheiro é incorporado à força na Marinha
de Guerra inglesa. Pela sua candura, boa disposiçã...
Chico Buarque
-
Dois livros de Chico Buarque (Prémio Camões 2019) para os mais novos.
Em 1979 publicou "Chapeuzinho amarelo", com ilustrações de Ziraldo,
inspirado na his...
Na Lourinhã Editora… ou a Grande Viagem
-
*Na Lourinhã Editora… ou a Grande Viagem*
-Ouçam, precisamos de ideias para escrever uma história, uma boa história.
-E que tal uma fábula? - di...
Léxico: «hidrólise alcalina | cremação líquida»
-
*Por mim*
«Washington vai tornar-se no primeiro estado norte-americano a
permitir a “compostagem humana”, um processo de decomposição acelerada ...
"Past Perfect" de Jorge Jácome
-
Um dos elementos mais cativantes desta nova curta-metragem de Jorge Jácome
é a forma delicada como gere a sua estrutura heterogénea. Baseada num peça
de ...
Declaração de voto
-
Nasci para a política a desconfiar da Europa comunitária. Por anos, olhei-a
como um braço do domínio americano, um instrumento da Guerra Fria destinado
a...
Margaret Atwood - Variação sobre a Palavra Dormir
-
*Apesar de, em nenhum momento se mencionar a palavra amor ou amante no
poema de Atwood, presume-se que a poetisa esteja aduzindo àqueles momentos
em que es...
"MOTU PROPRIO" ANTI-ABUSOS
-
1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da
pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que
foram ab...
O Colega de Sevilha
-
A editora Arcádia acaba de lançar uma obra de Arlindo Fagundes. Trata-se de
"O Colega de Sevilha", o terceiro álbum das aventuras de Pitanga, depois de
"...
Os Santos Populares estão quase a chegar! 😉
-
Mural do Museu de Arte Popular - Paulo Ferreira, 1948 (obrigada MR)
Embora vazio (praticamente) de peças, estes murais merecem a visita!😊😉
Vai um gin do Peter’s ?
-
CONVENTOS LISBOETAS DE PORTAS ABERTAS A 24 E 25 de MAIO
A iniciativa chama-se OPEN CONVENTOS e foi organizada pelo Patriarcado para
o público conhecer espa...
Asterix en Hispanie
-
La 14ème aventure d'Asterix et Obélix démarre dans Pilote #498, en kiosque
le 22 mai 1969.
Tarrin, Libon et Efix
*les images en grand* :
Tarrin : El hom...
Johnnie Pate: Swingin' Flute
-
I love gorgeous jazz flute albums, and there are so many of them. Off the
top of my head, there's Ernie Wilkins's Flutes & Reeds, Harold McNair's
Flute & N...
Leoš Janáček, Jenůfa (1902)
-
That title there confuses me. Because wikipedia says (and has a poster from
the premiere proving this) that the Czech title is *Její pastorkyňa* ("her
st...
Ainda o efeito perverso dos «rankings»
-
As «*escolas devem preocupar-se em ensinar em vez de preparar alunos para
exames. (...) "Devem olhar para o que se aprende e não para a avaliação”.
(...) Q...
ALICE CAETANO - O FIM DOS LABIRINTOS
-
De repente, o chão da estrada ficou branco. Aquele chão, que separava as
mulheres, do labirinto.
Nem as sombras, que habitualmente se desenhavam...
Sem título (67)
-
porque nem chove sempre
tanto,
nem sempre é a mesma hora para
chorar,
e as coisas ditas da mesma forma,
só servem para escurecer os segundos
do que não resta...
Dumbing Down
-
I haven't seen the exhibition, but I bet that, after seeing it I would
agree with every word.
The only Japanese comics artists I really like (in the restri...
Lembras-te?
-
(Pablo Picasso)
Lembras-te, mãe, daquela vez em que estranhaste o silêncio da traquinas de
três anos e a foste encontrar sentada no chão da cozinha, porta...
¿Con qué la lavaré / la flor de la mi cara?
-
¿Con qué la lavaré
la flor de la mi cara?
¿Con qué la lavaré,
que vivo mal penada?
Lávanse las casadas
con agua de limones:
lávome yo, cuitada,
con pena ...
Chico Buarque - Prêmio Camões 2019
-
[image: Prêmios Literários]
O cantor, compositor e escritor Chico Buarque, 74 anos, é o vencedor do
Prêmio Camões 2019, um dos maiores reconhecimentos da l...
"The Unbalanced Land" de Adrián Balseca
-
*Raquel Schefer *
O sistema estético de The Unbalanced Land assenta num princípio de
fragmentação e tensão e num modelo representativo multitemporal,
pe...
No bunker de Hitler
-
Desde 2017 que há uma oportunidade para os visitantes de Berlim se
embrenharem na escalada perversa que conduziu ao colapso do Reich. Chama-se
Berlin Cen...
Coisas do Carvalho
-
«No Portugal deslumbrado com os fundos europeus, do dinheiro fácil e da
promiscuidade barata, bastava ser rico, estar de pé firme na oligarquia da
capital ...
“Sinónimos”: o pão e a fome de alternativa
-
Numa das cenas mais enérgicas e divertidas do filme vencedor do Urso de
Ouro e Prémio da Crítica em Berlim, Yoav, jovem israelita evadido do seu
país e vin...
Lido: Cães
-
Continuando a passar a pente razoavelmente fino os ebooks que tenho aqui no
computador à espera de serem lidos, dei com este *Cães*, um pequeno PDF
publica...
Novidades Devir
-
A poucos dias de começar a Feira Cultural de Coimbra, começam a chegar
algumas novidades que vamos levar para o evento. Os primeiros livros a
chegar foram...
The National – I Am Easy To Find
-
Já chegou aos escaparates *I Am Easy To Find, *o novo registo de originais
dos norte-americanos The National, um álbum que viu a luz do dia a
dezassete d...
Farage e o Movimento 5 Estrelas
-
A revista *The Economist* relembrava esta semana que Nigel Farage tem sido
um dos políticos mais influentes no Reino Unido, mesmo sem nunca se ter
sen...
Blues Bar [Ace Atkins / Nathalie Mège]
-
« *Blues Bar* » est le troisième roman d'une série (de 4) qui a pour
protagoniste principal *Nick Travers*, mais le premier qu'a traduit *N*athalie
*M*ège ...
O colega de Sevilha - Uma aventura de Pitanga
-
Numa edição da *Arcádia*, *Pitanga*, a série de *Arlindo Fagundes*,
regressa, dezasseis anos depois, com a aventura “*O Colega de Sevilha*". O
álbum conta...
The Act (minisérie, 2019)
-
Apesar de ser baseada numa história real que conhecia por alto, fiz questão
de ver a série *The Act* sem saber mais, e poder assim surpreender-me.
Deste ...
SURMA | Agenda
-
É uma autêntica roda-viva esta semana de Surma, a artista da Omnichord
Records, arranca com uma medalha em Leiria, passa muito bem acompanhada
pelas Cal...
Como, conceitualmente, mudar o mundo
-
O ótimo documentário Só o céu como testemunha registra detalhadamente o
processo de criação do álbum Imagine, de John Lennon, em 1971. E traz
também luzes ...
Sergio Toppi (2)
-
Na segunda metade da década de 70 do século passado desenha três
episódios da série *Un Unomo un’ aventura*.
É nesta década que surgem os trabalhos de *T...
Jean Metzinger
-
*Two Nudes in an Exotic Landscape*
*.*
*Woman with Bouquet of Flowers*
*.*
*Woman with Bun*
*.*
*Bacchante*
*.*
*Woman with Hat*
*.*
*Two Nudes*
...
Com a Bíblia
-
(“Violando a Bíblia”, na Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson) Ainda
que incréu nutro o maior respeito pela fé alheia. Tendo sido alfabetizado
ainda m...
José Agostinho Baptista – A Fonte
-
O teu anjo antigo guardou as asas no moinho de vento, sobre a colina. O
sol aquecia a terra nesse tempo. Não havia nuvens nem orvalho. Quase tudo
era ver...
Paraíso
-
Duas vezes dei à luz em maio e creio que fiz muito bem. Se é para pôr um
filho no mundo, se é para o atirar às feras, às febres, às feridas, ao
menos que s...
Alabama
-
Assustam-me os diferentes relatos que vão chegando de sociedades
fundamentalistas e o desrespeito crescente pela figura feminina. É um
regresso à barbári...
O trinta e sete
-
Vencemos ontem o Santa Clara por 4-1 e sagrámo-nos campeões nacionais pela
37ª vez no nosso historial. Foi o quinto título nos últimos seis anos e
esperemo...
Eleições europeias e abstenção
-
Estamos a uma semana das eleições europeias. Os portugueses passam por elas
como se não existissem. É possível que a abstenção no próximo domingo ainda
s...
Clarinetistas #4: Fiona Cross (1966-)
-
*Joseph Horovitz* (1926-) é um compositor (e maestro) britânico, nascido em *Viena
*mas residente em *Inglaterra *desde muito novo, com a família a mudar-s...
comissão par(a)lamentar
-
do que dizer
do que omitir
do que esquecer
do que mentir
do que mostrar
do que embair
do que provar
do que iludir
do que atacar
do que ferir
do que aceitar
d...
IMAGINÁRiO #772
-
José de Matos-Cruz | 24 Setembro 2020 | Edição Kafre | Ano XVI – Semanal –
Fundado em 2004
PRONTUÁRiO
*IMPUNIDADE*
*O Desconhecido do Norte Expresso*(195...
Separated at Mirth: Candle "Whacks"!
-
*Sometimes ya gotta feel sorry for "Disney's Little Guys". *
*As seen on the back cover gag of DELL FOUR COLOR # 791 JIMINY CRICKET
(1957) and the front ...
Chocou-me, pronto
-
Ao contrário de muita gente, não tenho problemas com telemóveis no quarto.
Não me incomoda nada passar uns minutos a ver fotos no Instagram antes de
dormir...
ISTO NÃO É UM BORDEL
-
Aprofunde-se então os efeitos do regime fascista e a acção de quem o
combateu, e teremos, porventura, uma explicação mais aproximada da aversão
do eleitora...
"Na rua das Lojas Escuras" de Patrick Modiano
-
Excerto "na vida, não é o futuro que conta, mas o passado." Acabei de ler
"Na rua das Lojas Escuras" do francês vencedor do prémio Nobel da
literatura de 2...
Figuras moventes
-
Enquanto leitor e, depois disso, escritor, José Saramago conheceu e
re-conheceu Ricardo Reis, poeta e, mais tarde, sua personagem, em termos
que devo lembr...
Resistir ao poder da ignorância
-
A terrível frase «Muera la inteligencia! Viva la muerte!» terá sido
pronunciada na manhã de 12 de Outubro de 1936 no Salão Nobre da
Universidade de Salaman...
Shideh
-
Um fanzine de ilustração totalmente a cores e que compila os trabalhos
criados pela artista 2007/2010.
*Shideh*
*Catálogo:* FZ0788
*Editor:* Jennie Hälé...
Depois não se queixe
-
No dia *26 de Maio* vai haver eleições para o *Parlamento Europeu*.
Que novidade, dirão alguns, mas acreditem que para muitos é mesmo novidade.
(o bolet...
Agora: Iconoclatas, desordeiros, violentos
-
O jornal A Batalha está a assinalar os cem anos da sua fundação com
diversas iniciativas, depois de uma vida com fases heroicas e tumultuosas,
outras difíc...
Arabi Jazz
-
Antes de Amir ElSaffar e antes das foleiradas da ERC Records, em 1958 já se
tinha fundido o Jazz com os sons das Arábias, graças a *Ahmed Abdul-Malik*
(1...
A morte em parcelas
-
A primeira vez que eu morri,
gaguejei ao amigo se se sobrevive
a essa morte em parcelas
e o amigo, já escolado
em mortandade, respondeu: sim,
se sobrevive, ...
-
*JOÃO MOITA*
Sentado ao fogo, junto da minha mulher, inquilina da minha solidão, recordo
os anos da juventude. Nessa altura, o mosto fermentava nas caves...
Ronda de los metales
-
*RONDA DE LOS METALES*
Dedicada a Martha A. Salotti
Del centro de la tierra
,oyendo la señal,
los Lázaros metales
subimos a danzar.
Estábamos dormidos
y co...
Jane Austen, garota exemplar?
-
Jane Austen, garota exemplar? Mais uma brincadeira com menções a Jane
Austen e seus livros que adoro encontrar em filmes. Desta vez foi no filme
Garota e...
HOMENAGENS POÉTICAS AO DIA DAS MÃES
-
O leitor encontrará aqui na Gaveta várias referências ao tema: Poema
testamento 08.05.11 aqui Dois poemas em homenagem ao Dia 12.05.12 aqui Mãe
em dobro 08...
JOE BERARDO - NÃO TENHO DÍVIDAS EM MEU NOME
-
Estavam à espera do quê?
Uma casa que nomeia primos, sobrinhos, ex e actuais amigos, amantes e
companheiros para cargos públicos, que paga viagens fanta...
Willis Conover Interviews Gil Evans
-
Possibly taped in February 1968 but broadcast on May 16, 1968, this is a
short, informal chat between the DJ Willis Conover and jazz
composer/arranger Gi...
TEXTOS DE CIRCUNSTÂNCIA – 3
-
A - A CRISE DO PAGAMENTO AOS PROFESSORES
B - QUERES UMA CASA PARA VIVER?
C – QUANDO UM PATETA, APANHA SOL NA CABEÇA, DÁ NISTO
D - A EST...
Perturbações
-
Todas as noites representavam a mesma ópera, e todas as noites ele ouvia
distintamente as palavras e a música. Mas não dominava a língua. Ainda
assim, lá e...
Folly Bololey
-
More on the album "Folly Bololey" by The North Sea Radio Orchestra with
John Greaves and Annie Barbazza over at Dark Companion Records. Track list,
personn...
A palavra Saudade só existe na Língua Portuguesa
-
Desde sempre aprendemos na escola o quanto a língua portuguesa é linda,
tendo a sua origem latina, que a opõe às línguas bárbaras; línguas essas
muitas v...
RETROSPETIVA: «FLASH GORDON»
-
Ao som da eletrizante banda sonora dos Queen, o herói interplanetário
imaginado por Alex Raymond voltou a salvar o Universo, mas não o próprio
filme. ...
Cinema: Vingadores - EndgameAvengers - Endgame
-
Foram precisos 11 anos e 22 filmes razoavelmente ligados para terminar esta
fase do universo cinemático da Marvel com a segunda parte de *Infinity War*: ...
"Night of the Living Text"
-
I read this story when the English version was first published, and, well,
I liked it. A lot, in fact. I'd go so far as to say that, after "The World
to ...
Kill the President - 2019
-
Este trabalho integra a exposição, KILL THE PRESIDENT...
"Samanismo não é uma religião, mas lida com o sagrado, o profano e o
místico. Na exposi...
-
( diarística, mais ou menos )
mais um passeio pelo parque. durante a caminhada percebo que a bateria da
máquina chegou ao casco, enquanto o dedo e depo...
Je Veux Une Harley, Margerin & Cuadrado
-
[image: margerin.jpg]
Margerin é dos poucos autores que se tornaram adjectivo. Pois tal como
"kafkiano" ou "dantesco" se impuseram, a deliciosa etnograf...
Quincy Jones Big Band (1960-Paris) [2/2]
-
Le Quincy Jones Big Band au théâtre de l'Alhambra à Paris en 1960 (2nde
partie).
Voir ou revoir la 1ère partie.
Plus d'infos »
Batman 80 Anos 10 - Batman: 80 Anos de Aventuras
-
*DE BOB KANE A TOM KING: 80 ANOS EM 8 HISTÓRIAS*
*80 Anos de Batman Vol 10*
*Batman: 80 Anos de Aventuras*
*Argumento – Vários Autores*
*Desenhos – Vários ...
-
*d*as palavras dos outr*os*
*carlos poças falcão */ *Sombra Silêncio**, *Opera Omnia, 2018
Há um lugar confuso: desvia-te três passos
e a serenidade re...
John 20, 11-18
-
*Jesus said to her, "Woman, why are you weeping? Whom are you looking for?"
Supposing him to be the gardener, she said to him, "Sir, if you have
carried h...
entrevista
-
agradeço a fabiano seixas fernandes pela grande gentileza. entrevista
disponível aqui.
*Tradutora, investigadora, blogueira: entrevista com Denise Bottman...
DAS VEZES QUE ME TORNEI BRANCA
-
Michelle Kingdom, *The Dressing Room (sold). Bordado, *2016.
da primeira vez
não dei por isto ou aquilo
uma pá de cal
tão branquinha
atirada pelas crianci...
Triste sorte
-
Ben trista la sort del meu amic, que va lluitar tant contra la idea de la
mort, de la seva pròpia mort. Un dels fadistes més admirat per mi, un
d'aquells ...
Vida del último Almirante de Castilla (PARTE IV)
-
1. Retrato de don Juan Tomás Enríquez de Cabrera, Conde de Melgar, en un
grabado de Cesare Fiori y Georges Tasniere (h.1680). Biblioteca Nacional de
Madrid...
NOTRE-DAME DE ATGET - PHOTOGRAPHIA LIII
-
*Eugène Atget, Notre-Dame depuis le quai de la Tournelle, 1923. **Negativo
de vidro, impressão em papel albuminado, 17.6 × 22.1 cm.*
No dia do terrível in...
Parabólicas e Mandacarus - Autorretrato - Conto II
-
*AUTORRETRATO*
Uma teoria bizarra assegura que a escassez de cabelos na cabeça influi na
quantidade do sono. Adormecido ou acordado, minha cabeça e nari...
-
[image: The Body Myth]The Body Myth by Rheea Mukherjee
My rating: 4 of 5 stars
I finished reading The Body Myth by Rheea Mukherjee few days back and have ...
LUÍS PEDROSO
-
SILÊNCIO
Chiado Terrasse,
longas tardes de imobilidade e
sussurros de plateia deserta
enquanto Lear ressona no seu trono
e um pó muito antigo permanece sob...
Timeline – 2006 Part 5
-
Beetle Bailey Sunday page digital proof, April 23, 2006. In the episode
above, Beetle shows off his ventriloquist skills in the Camp Swampy Talent
Show. A...
Timeline – 2006 Part 5
-
Hi and Lois Sunday page digital proof, April 16, 2006. Religion is a very
sensitive topic and we usually avoid it in the comic strip. We don’t want
to look...
REVISTA ESTRANHAR PESSOA N.º 6: TEMAS CRÍTICOS
-
Está já publicado o sexto número da Revista Estranhar Pessoa, constituído
pelo Caderno Temas Críticos.
Este número dá sequência à iniciativa conjunta do ...
Les beaux esprits se rencontrent.*
-
«[...] Reparo agora que não foi ontem e — como diziam os invencíveis
gauleses — amanhã também não será a véspera desse dia. [...]» - Henrique
Monteiro «[.....
Curso MULHERES RARAS
-
CURSO MULHERES RARAS
Cultura Feminina e escritoras portuguesas no séc XX
com Rosa Azevedo
4 e 11 de Maio (sábados)
15h–18h30
50€
Mínimo: 8 alunos
Inscr...
Dúvidas e inutilidades
-
. Mato e silvas subindo árvores acima, caniçais em redor. Limpeza,
viste-la; pouca pra lá da promulgada administrativamente por Lisboa. Passei
a grade aind...
-
REPORTAGEM DA TV AMADORA SOBRE A EXPOSIÇÃO* INQUIETUDE* DE RODRIGO DIAS:
http://www.tvamadora.com//Home/Video/4506
"Uma exposição que reúne pintura, escul...
Tintim é tema do podcast Confins do Universo
-
As comemorações dos 90 anos de Tintim não param. Desta vez, o Universo HQ,
uma das maiores referências nacionais em quadrinhos e desenhos de humor na
inter...
AMAZON: Cartas e Pássaros, Lígia Guedes Joaquim
-
*Cartas e Pássaros -Lígia Guedes Joaquim*
Caros leitores, o livro *Cartas e Pássaros* já está disponível na
plataforma AMAZON, para venda e leitura online ...
Frei Agostinho da Cruz, pela mão de Ruy Ventura
-
"Camões é o poeta que eu mais admiro, Frei Agostinho é o poeta que eu mais
amo: o poeta mais sincero e lusíada que Deus abençoou."
Teixeira de Pascoaes; Os ...
De Mim E Do Destino
-
Quinhentos anos solitários de civilização profundamente portuguesa a meio
Atlântico não permite, supõe-se, leviandade perante fenómenos
historicamente tão ...
Viagem interrompida
-
Hergé retrata-o no *Voo 714 para Sidney*, de 1968, na figura de Mik
Eznaditoff, especialista em telepatia e hipnotismo. Dá o tom paranormal e
cómico...
A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DE QUE NÃO SE FALA
-
Uma mulher portuguesa assassinada pelo marido não passa em claro na
comunicação social nacional, felizmente.
Ginecídio, ginocídio, femicídio ou feminicíd...
Domingo à noite em Portugal.
-
Eu gosto de *junk tv*. Regra geral, a parvoeira relaxa-me. Mas hoje vi uns
minutos do programa da TVI "Quem quer casar com o meu filho?" e o nível (se
é ...
-
.MULHER
Maria nome em concha de batismo. Maria da gente e do mundo. Um ser da
vida. Um corpo, um rosto, um olhar, um dar, um sorrir, um esgar, eis Maria
...
REFLEXÕES SOBRE CRIAÇÕES
-
Ao arrumar os papéis de Jorge Magalhães, encontrei num pedaço de guardanapo
de papel estas reflexões que julgo ser da sua lavra, a menos que ele a
tenha en...
REFLEXÕES SOBRE CRIAÇÕES
-
Ao arrumar os papéis de Jorge Magalhães, encontrei num pedaço de guardanapo
de papel estas reflexões que julgo ser da sua lavra, a menos que ele a
tenha en...
UHF - La Pop End Rock
-
*Y *20|JUNHO|2003
*música|uhf*
*Nos 25 anos de carreira, um auto-retrato em forma de ópera-rock. António
Manuel Ribeiro, Joad, numa viagem que se inicia n...
-
Eu creio que *Dourdil *andou por estes meandros
da "secção de ouro" e da porta da harmonia...
Desde a monumentalíssima e tão belamente ritmada composição, e...
Lançamento do livro “O triunfo da Anarquia”
-
Neste sábado, dia 23 de fevereiro, a Biblioteca Terra Livre e CCS/SP
convidam todas as pessoas para o debate de lançamento do livro “O triunfo
da Anarquia ...
ALFIE
-
Recentemente, Wyatt afirmou que recebeu mensagens de pessoas que compraram
o álbum “Ruth Is Stranger Than Richard”, simplesmente por causa da sua capa
vívi...
Post final
-
Informo que faleceu ontem Geraldes Lino, bedéfilo entusiasta e divulgador
da 9a arte.
O velório terá lugar na Capela do Cemitério do Alto de S. João a parti...
Maria Ondina na Nam Van
-
Há sempre um acto de generosidade que dá alento aos dias cinzentos de
desânimo. No caso, a generosidade tem nome e chama-se Rogério Beltrão
Coelho. Fez-me...
Nuno Bermudes - Gandana
-
*Capa e ilustrações de José Pádua (n. 1934).*
*Nuno Bermudes *(1924-1997), *Gandana e Outros Contos *(1959).
Primeiro volume da Colecção Prosadores...
Lana K. W. Austin
-
Lana K. W. Austin’s poems, short stories, and reviews have recently been
featured in *Mid-AmericanReview, Sou’wester, Columbia Journal, Zone 3,
Appalachia...
Fluida ou fluída? Fluido ou fluído?
-
Preparava-me para publicar um pequeno texto no Facebook quando o corretor
ortográfico sublinhou a vermelho uma das palavras: era o adjetivo feminino
*fl...
Dos tachos, dos testos e dos genes.
-
Tive um amigo que emigrou e passaram muitos anos sem o ver nem saber nada
dele. Muitas vezes pensei "Opá, da próxima vez que estivermos juntos, vai
ser daq...
Fernando Rosas não entende o Marquês de Pombal
-
Tudo começou em Abril de 2017 quando, de visita ao Senegal, Marcelo Rebelo
de Sousa lamentou a barbaridade e injustiça do tráfico negreiro mas lembrou
que ...
Uma leitura em forma de carta
-
20 de Outubro de 2018
Caro Helder G. Cancela
Nunca fui leitor nem mesmo cinéfilo de ficção científica ou da sua oposta
no tempo. Livro, nunca tinha lid...
Chá com livros (III)
-
*André Derain*, *The Cup of Tea*, 1935
Tenho quarenta e nove anos, envelheço, vou morrer. Tive treze filhos, perdi
sete. Escrevo esta carta para ninguém...
Azul e rosa, príncipes e princesas - e o sapo
-
A polêmica das cores movimentou as redes sociais durante a semana. A
afirmação da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares
Alves, de ...
4 de Janeiro de 2019
-
É sexta-feira e, como tal, empatizo com o Boss AC mas as razões pelas quais
não tenho um tostão no bolso é porque comprei *comics*. De lojas de norte a
sul...
-
eu tenho livros
e uma porção de poemas
sem terminar
que vão continuar
inacabados.
como os pedaços de mim,
sem pontos ou vírgulas,
me inacabando. (permit...
Domestic Abuse
-
My abusive mom spread my number to a friend of hers to bully and harass me.
These messages are nothing compared to the psychological, physical,
financi...
-
Agostinho da Silva foi um pensador-poeta de uma lusitanidade ecumênica,
acreditando ser possível a recuperação das raízes lusitanas a partir do
Brasil que ...
SENHORA DA MEIA-NOITE
-
*[image: 14635208_b2nZv.jpeg]*
*SENHORA DA MEIA-NOITE*
***
*Vens para mim, na treva, de olhos fundos;*
*A alma à flor do rosto, inquieta e triste...
Pornglish
-
Abro a amostra para Kindle de um livro de C. S. Lewis que saiu por uma
editora “Vida Melhor”. As primeiras três frases contêm um “você” para
traduzir aquel...
Hiroshi Tanaka
-
Does anyone know about the following Japanese 70s private obscurity ?
The name of the male artist is "Hiroshi Tanaka " .
No info on the Internet....
Bidés
-
....................................................................................
*No fanzinato português a década de 1970 é histórica, por ser o...
O desconcerto do senhor Chico
-
Crónica publicada na GQ de julho/agosto 2018
Por razões económicas e de temperamento, mais estas do que aquelas, consigo
lembrar-me sem grande esforço de...
A Maria já tem facebook
-
Bom dia meus queridos amigos,
Finalmente abri uma página para o "*Varrendo Migalhas*", estou ainda a dar
passos de bebé, vamos ver como corre. Os que tive...
-
*Já não sei regressar.*
*A mão que ampara, também puxa e prende, *
*escondendo a poesia aos pássaros. *
*Nos dias que ensaio o voo, preparo o cenário. *...
-
*A propósito de grandes épocas, vem-me à lembrança uma frase, que aliás o
senhor conhece: *
*a história dá lições, mas não tem alunos.*
Ingeborg Bachmann
...
Post atrasado mas até que vem a tempo
-
Ora boas a todos!
(Para não variar aqui vai um post com um grande intervalo do anterior.)
Mas já agora, desde que este Blog tem funcionado mais para acontec...
Entrevista
-
Uma pequena entrevista sobre a minha participação no TLS Series- Viagens.
Na página de Facebook do Lisbon Studio pode ler-se:
*"Retomamos a nossa série de...
António Amaral Tavares
-
(para Carmen Silvia Presotto)
A matemática da morte traz
dias absurdos onde as horas
se afundam no grito rouco das ervas.
Talvez por isso esta escrita ...
Queen Grimhilde (1937)
-
*Other Names:* The Evil Queen, the Wicked Witch, the Old Peddler, Queen
Grimhilda
*From:* Queen Grimhilde, as all of you probably know, was the main
ant...
-
*O QUE EU DIRIA SE FOSSE A UM CONGRESSO DO PSD...*
…onde não posso ir porque não sou delegado, não tive nenhum cargo que me
desse esse direito por inerênc...
LIEKE MARSMAN
-
*LIEKE MARSMAN *(Zaltbommel, 1990). Jovem poeta holandesa que começou por
publicar poemas na revista literária *Tirade*, onde tem um blog e faz
traduç...
Pausa
-
Com um Cavaco com os pés para a cova, um Passos à nora para conseguir
afivelar uma nova máscara, enquanto tira proveito dos encontros do Partido
Popular Eu...
-
Perfis de Resistentes Antifascistas publicados na página do Facebook "ANTIFASCISTAS
DA RESISTÊNCIA".
Este Índice está organizado por ordem alfabética do ...
-
demasiado depressa o silêncio
de braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que dev...
Os Robôs-Roubões
-
História do Morcego Vermelho, de 1973. Esta é, sem sombra de dúvida, uma
revista de apresentações. Uma vez apresentados o Herói e os bandidos, está
na hora...
Acontecimentos no ano de 1903-2~parte
-
*.-**Maio-Manifestação em Lisboa junta cerca de 3000 vitivinicultores*
*Uma imponente manifestação desfilou em Lisboa, levando ao Parlamento uma
mensagem ...
Charlie Chaplin: «Em política, eu sou anarquista»
-
*«Em política, eu sou anarquista. *
*Odeio governos, normas e grilhetas. *
*Não aceito animais enjaulados. *
*As pessoas devem ser livres» *
*Charlie Chapl...
Recall
-
Achei conveniente vir aqui para esclarecer ao preocupado leitor que o
“autista” em questão na postagem anterior estava perfeitamente ciente de
seus atos,...
-
*Meu querido PAI,*
*Às 4.40 h do dia 24 de Março de 2013, o teu coração deixou de bater.*
*Foi uma luta heróica e silenciosa pela vida.*
*É uma honra, um or...
Acabou-se
-
Agora é mesmo a sério. O *Blog do Gato Preto* acaba aqui, oito anos depois.
Este *blog *nasceu do meu gosto pela partilha de informação, característica
que...
Carro de Madeira
-
Recebi um presente de anos antecipado. Uma colectânea de 8 CD do grande Bob
Dylan, autor de grandes sucessos que ainda hoje passam nas rádios.
Para além de...
A Invenção da Arte Popular (1)
-
Se há afirmação que se pode fazer sem grandes hesitações é que a arte
popular foi uma invenção burguesa. Não que os objectos assim designados
sejam, em si...
A revista Camarada (2ª série)
-
A revista Camarada teve duas séries durante os anos da sua publicação. A
primeira durou de 1947 a 1951, com 133 números publicados, e a segunda de
1957 a...
Glória ao trabalho
-
A Epopeia do Trabalho imprimiu-se na Imprensa Belesa, em Lisboa, no ano 26
do século 20, quando a sciência e o progresso iniciavam a libertação da
Humanida...
REGISTRO
-
*João Guimarães Rosa, Miguilim e Manuelzão, Lisboa, Livros do Brasil, s.d.*
Eu pensava que sabia até onde o português podia ir, fosse grave, fosse
lúdi...
O último voo da codorniz
-
*Elton John, My lady d'Arbanville*
*I'll always be with you*
*This rose will never die*
*This rose will never die*
Há quatro meses paradas na entrada n.º4...
FIM
-
Como sabem tudo tem um fim e agora chegou a vez do Blog Mértola Online.
Vamos continuar no portal Mértola Online (www.mertolaonline.com) que em
breve vai s...
Parto sem dor
-
*Cais é onde tudo chega e de onde tudo parte!*
*Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!E quando o navio larga do caisE se
repara de repente que s...
E MUITO MAU...DIREI MESMO PESSIMO
-
O pior, pior, pior de estar gravida no fim de tempo e ter que gramar com o
"pugrama" da Fatima Lopes e a Tertulia Cor de Rosa cada vez que vou a
consulta s...
O Porto Oriental no Final do século XIX
-
Caros passageiros,
Gostaria de os convidar para a sessão de apresentação do livro *O Porto
Oriental no Final do Século XIX - Um retrato urbano*, de que ...
-
7 novas maravilhas em português(versão 2343k - série "iliterato")De 77
nomeados elegeram-se 21. Destes finalistas escolheram-se as 7 novas lusas
maravilhas...
Crónica do Hospital
-
Não quero aqui ninguém. Quero ficar sozinho a medir isto, a minha doença, a
minha mortalidade, o meu espanto. Por mais que repetisse – Um dia destes
não a...
Mas NÃO Convencido!
-
.
Tendo sido dos que, na blogosfera, posição mais radical sustentaram quanto
à necessidade de criminalizar as autorias e cumplicidades do aborto,
conto-...
No rest for the wicked
-
Blog em estado de de-composição. Ainda não sei como foi (ou se foi,
sequer...), ou como vai ser. Vai deixar de ser e vai continuar a ser, resta
saber o quê...
Queria agarrar-te
-
Queria agarrar-te
Quebrar-te em mil pedaços
Ser tua e não ser...
Ter o prazer de te ver sofrer
Amar! Teu sangue sugar
Até me saciar!
Puro desejo este
Impossí...
«É sempre fácil baixar a cabeça diante da moda de cada época; o difícil é mantê-la sempre no lugar. É sempre fácil ser modernista, como é fácil ser um snob.»
Electric Octopus com data tripla em Portugal
-
[image: electric-octopus-data-tripla]
A próxima semana vai-se ver a braços com a presença a triplicar dos *Electric
Octopus*, banda de Belfast que se avent...
David Fonseca em Almeirim
-
ENTREVISTA A celebrar 20 anos de carreira, David Fonseca encontra-se nesta
altura a percorrer o país apresentando o seu mais recente trabalho
discográfic...
Nova Nakba?*
-
Nos 71 anos da Nakba, a limpeza étnica que acompanhou a criação do Estado
de Israel, adensam-se nuvens negras sobre a Palestina, o Irão, e não só. Os
falcõ...
Chico Buarque é o vencedor do Prémio Camões 2019
-
O músico e escritor Chico Buarque é o vencedor do Prémio Camões 2019, foi
ontem anunciado, após reunião do júri, na Biblioteca Nacional do Brasil, no
Rio d...
José Rui Teixeira (1974)
-
Amo-te como buganvílias caídas ao redor / das casas ou o luar branco dos
caminhos, / ou a substância audível da tua respiração.
Why are Indians falling out of love with gold?
-
THE HINDU festival of Akshaya Tritiya, celebrated on May 7th this year, is
considered an auspicious time to buy gold. Queues outside Indian jewellery
store...
20 Anos | 20% desconto
-
CAMPANHA DE ASSINANTES* 20 anos de tenacidade crítica 20% de desconto na
assinatura de 2 anos Nos 20 anos de um jornal único, celebramos a
persistência des...
O lítio ou a vida
-
A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (AUDCB) participou no iv
encontro da ContraMINAcción, congregando esta associação residentes e
emigrant...
First acts announced for WOMAD Charlton Park 2018
-
Amadou & Mariam, Ken Boothe and Dobet Gnahoré are among the first acts
announced for this year’s WOMAD Charlton Park Festival from July 26-29 The
first w...
Margo Price – All American Made
-
Rapid-fire follow-up to 2016’s debut Midwest Farmer’s Daughter.
The post Margo Price – All American Made appeared first on MOJO.
«Dunkirk» – Nolan sabe exibir-se, mas falta cinema
-
Christopher Nolan gosta de se exibir neste seu novo filme, que é já tido
como um dos melhores do ano e que possivelmente pode chegar aos Óscares.
Mas fal...
Erivelto já dá pontos ao Sp. Covilhã
-
Um golo do avançado brasileiro Erivelto, na conversão de uma grande
penalidade, permitiu ao Sp. Covilhã evitar a derrota e trazer um ponto da
visita a Alco...
Le Prix Roger Nimier célèbre un roman rouge !
-
Le roman soviétique de Paul Greveillac, *Les Âmes rouges*, a reçu mercredi
le prix nommé en mémoire du célèbre Hussard.
Chapeau (alternatives)
Le roman ...
«Ele aguçou-lhe o olhar e deixou-o entrever as grandes palavras que enchem o peito humano, abriu-lhe a alma humana e a sua própria, fê-lo clarividente e mostrou-lhe o interior do mundo e por fim aquilo que está por trás de palavras e acções. Mas o que ele viu, foi isto: o cómico e a miséria, o cómico e a miséria.»