De
David Bowie (1967) a
Black Star (2016), vão 49 anos (!) e, se bem contei, 26 álbuns de originais. Desses, tenho, hoje, 11-I-2016, cerca de um quarto, seis discos (2 LP + 4 CD), o que faz de mim um apreciador modesto, mas não indiferente. A saber:
Aladdin Sane (1973),
Low (1977),
"Heroes" (1978),
Scary Monsters And Super Creeps (1980),
Heathen (2002) e
The Next Day (2013). Todos os anteriores ao
Aladdin Sane são para comprar, e tenho, pelo que li e já ouvi, muita curiosidade pelo
Black Star.
A
persona de Bowie deixa-me indiferente, não é o meu universo, embora reconheça que há nela uma construção coerente com a música. Esta é que me interessa, pelo que tem de inconformismo entusiasmante, mesmo que haja cenas com Eno que não me comovem,ou os desastres de excessivo comercialismo (
Let's Dance, 1983) que dele me afastaram, talvez por demasiado tempo.
Mas como me estreei com o pé direito, em 1980, com
o Scary Monsters, o primeiro disco seu que comprei, ficar-me-á sempre esse som pouco resignado, que partilhou com outros nomes dessa geração, e que tal como ele permanecem interessantes: Peter Gabriel, Peter Hammill, Robert Fripp, Robert Wyatt.