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sábado, março 23, 2019

livros que me apetecem

1945 -- Estado Novo e Oposição, Mário Matos e Lemos (Palimage)
A Noiva do Tradutor, João Reis (Elsinore)
Alguns Humanos, Gustavo Pacheco (Tinta-da-China)
As Trevas e Outros Contos, Leonid Andréev (Antígona)
As Velhas, Hugo Mezena (Planeta)
Breviário Mediterrânico, Predrag Matvjevitch (Quetzal)
Coração Duplo, Marcel Schwob (Cavalo de Ferro)
Estranhezas, Maria Teresa Horta (D. Quixote)
Jorge Amado: Uma Biografia, Joselia Aguiar (Todavia)
Medula, Manuel Silva-Terra (Licorne)
O Grande Bazar Ferroviário, Paul Theroux (Quetzal)
Oleana, David Mamet (Tinta-da-China)
Olhar de Editor, Serafim Ferreira (Montag)
Pavese no Café Ceuta, Francisco Duarte Mangas (Teodolito)
Tess dos D'Urbervilles, Thomas Hardy (Relógio d'Água)

no papo:

A Guerra dos Mundos, H. G. Wells (Sextante)
Diário, Virginia Woolf (Bertrand)
Os Três Seios de Novélia, Manuel da Silva Ramos (Parsifal)

quarta-feira, janeiro 30, 2019

vozes da biblioteca

«Apenas os relógios soavam as duas horas da sesta e ele -- surgindo inesperadamente, pois todos o julgavam na fazenda -- despachara a bela Sinhàzinha e o sedutor Osmundo, dois tiros certeiros em cada um.» Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela (1958)

«Era uma sala grande, estranhamente vazia, com sacadas para a avenida, em que havia aquelas secretárias muito altas, de se escrever em pé nos grandes livros de comércio, encostadas às paredes.» Jorge de Sena, Sinais de Fogo (1979, póst.)

«o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos da angústia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo;»  Raduan Nassar, Lavoura Arcaica (1975)

domingo, novembro 04, 2018

vozes da biblioteca

«Atravessou de novo a praça, batendo pausadamente o tacão das botas, deixando cair os últimos pingos de lama, e dirigiu-se à redacção da Comarca de Corgos, sempre no mesmo passo oscilante e pesado, como se o levasse a custo o vento que arrastava no chão as folhas quase podres dos plátanos.» Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva (1953)

«Como opinara depois João Fulgêncio, homem de muito saber, dono da Papelaria Modelo, centro da vida intelectual de Ilhéus, fora mal escolhido o dia, assim formoso, o primeiro de sol após a longa estação das chuvas, sol como uma carícia sobre a pele.» Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela (1958)

«Lilias salvou-se da carnificina porque, seis horas antes da batalha, viu o pai morto, como realmente ele haveria de morrer mais tarde.» Hélia Correia, Lilias Fraser (2001)

terça-feira, outubro 30, 2018

voze das biblioteca

«Era uma vez antigamente, mas muito antigamente, nas profundas do passado quando os bichos falavam, os cachorros eram amarrados com lingüiça, alfaiates casavam com princesas e as crianças chegavam no bico das cegonhas.» Jorge AmadoO Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (1976)

«O romancista vai de indivíduo em indivíduo, como a abelha quando forrageia o pólen, e a um pede o físico, a outro a índole, a este uma anedota, àquele um pormenor característico, e assim amassa por aglutinação os seus figurantes.» Aquilino Ribeiro, do prefácio à 2.ª edição [1944] de Volfrâmio (1943)

«Se espraiávamos os olhos em redor, para cima, para baixo, para a direita e para a esquerda, tudo era branco e tudo nos dava uma sensação de soledade imensa.» Ferreira de CastroCanções da Córsega (1936)

quinta-feira, outubro 11, 2018

«A família, apoiada por vizinhos e conhecidos, mantém-se intransigente na versão da tranquila morte matinal, sem testemunhas, sem aparato, sem frase, acontecida quase vinte horas antes daquela outra propalada e comentada morte na agonia da noite, quando a Lua se desfez sobre o mar e aconteceram mistérios na orla do cais da Baía.» Jorge Amado, A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água (1959)

«Como de ordinário, João Mendes premiu o botão do sexto andar e o elevador arrancou, com um silvo ligeiro e um suave toque de ferragens.» Mário de Carvalho, «In excelsum», A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho (1983)

«Há homens que triunfam não pelo valor próprio, mas pelo valor que os outros lhe atribuem.» Ferreira de Castro, Carta de Reabilitação (1929)

sexta-feira, setembro 28, 2018

«A boa da mulher aborrecia-o com os desvelos excessivos e as reiteradas intercessões duma simpleza permeável a todas as lástimas, além de que trescalava ao fartum da carneirada, pois lhe dera essa manhã para desensurrar a lã, e berrou-lhe em tom de enxota-cães:» Aquilino Ribeiro, Volfrâmio (1943)

«E agora que os anos confundem a ordem e o rigor das emoções dessa viagem para Lisboa, o difícil é reconstituir os nomes, o perfil, a sombra dessas formas escuras, que eram os barcos de então.» João de Melo, Gente Feliz com Lágrimas (1988)

«O apito do navio era como um lamento e cortou o crepúsculo que cobria a cidade.» Jorge Amado, Terras do Sem Fim (1943)

terça-feira, setembro 25, 2018

«Aqui ressoam os atabaques, os berimbaus, os ganzás, os agogôs, os pandeiros, os adufes, os caxixis, as cabaças: os instrumentos pobres tão ricos de ritmo e melodia.» Jorge Amado, Tenda dos Milagres (1969)

«Saí para o mundo convicto da vitória e regressei, cabisbaixo, com o fardo do meu fracasso.» Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (2015)

«Vou nada menos que a Santarém: e protesto que de quando vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há-de fazer crónica.» Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra (1846)

segunda-feira, setembro 03, 2018

«Estão ambas junto da lareira apagada, sentadas nos mochos, sumidas nos vestidos pretos.» Manuel da Fonseca, Seara de Vento (1958)

«Lá no fundo, namorando o mistério das águas, uma francesa linda como as coisas mais lindas, aventureira viajada, da qual se fazia conhecer todos os países e todas as raças, o que equivale a dizer que conhecia toda a espécie de homem, tolera, com um sorriso condescendente, o galanteio juliodantesco de uma dúzia de filhos-família brasileiros e argentinos:» Jorge Amado, O País do Carnaval (1931)

«Sou equilibrado, robusto, gosto imensamente de cavalgar, viver a vida em liberdade, e Noémia, ainda como uma rígida moralista, -- jamais deixou de ser o que é: mirrada, abstinente, horrìvelmente feia.» José Marmelo e Silva, Sedução (1937)

quarta-feira, agosto 29, 2018

«A angústia lamentosa de Lamartine era sincera; creio: mas em que recâmaras de asiática opulência se lamentava ele!» Camilo Castelo Branco, O Romance dum Homem Rico (1861)

«Artur olhou as árvores que se estendiam por detrás da casa-grande, os galhos docemente agitados pela brisa, e sorriu imaginando que as árvores estavam satisfeitas após a chuva tão esperada.» Jorge Amado, Seara Vermelha (1946)

«E a noite cerrava-se, quando para além de uma ponte de tabuado que tremia sobre uma torrente, seca por aquele lento Agosto, o povoado apareceu entre o arvoredo do vale, com a capela branca e toda nova que o Senhor do Castelo andava erguendo a S. Cosme.» Eça de Queirós, S. Cristóvão (póstumo, 1911)   

segunda-feira, agosto 06, 2018

«Ainda não estavam acesas as luzes do cais, no Farol das Estrelas não brilhavam ainda as lâmpadas pobres que iluminavam os copos de cachaça, muitos saveiros ainda cortavam as águas do mar, quando o vento trouxe a noite de nuvens pretas.» Jorge Amado, Mar Morto (1936)

«Escapara por uma unha negra a que o engenheiro do 2.º direito, como sempre furibundo por ter de esperar por alguém, batesse na porta do elevador, a exigir ligeireza, disponibilidade, espaço vital.» Fernando Namora, O Rio Triste (1982)

«Estas qualidades, juntas a uma longa experiência adquiridas à custa de muito sol e muita chuva em campo descoberto, faziam dele um lavrador consumado, o que, diga-se a verdade, era confessado por todos sem estorvo de malquerenças e murmurações.» Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor (1868)

terça-feira, julho 24, 2018

«Os homens se apertavam nos bancos, suados, os olhos puxados para o tablado onde o negro Antônio Balduíno lutava com Ergin, o alemão.» Jorge Amado, Jubiabá (1935)

«Um silêncio súbito, silêncio da terra.» Vergílio Ferreira, Para Sempre (1983)

«Estes ensinamentos foram-me inoculados sem especial zelo pela minha família, transmitidos quase como um ruído de fundo que acaba por se integrar no nosso pensamento, o rumor que se ouve quando tudo está em silêncio.» Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (2013)

sábado, junho 30, 2018

«Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar oceano, as noites diante dele eram de um verde escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite.» Jorge Amado, Capitães da Areia (1937)

«Mas nem a persistência do rei, que, salvo dificultação canónica ou impedimento fisiológico, duas vezes por semana cumpre vigorosamente o seu dever real e conjugal, nem a paciência e humildade da rainha que, a mais das preces, se sacrifica a uma imobilidade total depois de retirar-se de si e da cama o esposo, para que não se prejudiquem em seu gerativo acomodamento os líquidos comuns, escassos os seus por falta de estímulo e tempo, e cristianíssima retenção moral, pródigos os do soberano, como se espera de um homem que ainda não fez  vinte e dois anos, nem isto nem aquilo fizeram inchar até hoje a barriga de D. Maria Ana.» José Saramago, Memorial do Convento (1982)

«Só de longe em longe, a choça do pegureiro ou a cabana do rachador, mas estas tão ermas e desamparadas, que mais entristeciam do que a absoluta solidão.» Júlio Dinis, A Morgadinha dos Canaviais (1868)

domingo, junho 17, 2018

«Pois naquela manhã, antes de a tragédia abalar a cidade, finalmente a velha Filomena cumpria a sua antiga ameaça, abandonara a cozinha do árabe Nacib e partira, pelo trem das oito, para Água Preta, onde prosperava seu filho.» Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela (1958)

«Há dias tão duros como o frio deles, outros em que se não sabe de ar para tanto calor: o mundo nunca está contente, se o estará alguma vez, tão certa tem a morte.» José Saramago, Levantado do Chão (1980)

«Em 1858 monsenhor Buccarini, núncio de Sua Santidade, visitara-o com a ideia de instalar lá a Nunciatura, seduzido pela gravidade clerical do edifício e pela paz dormente do bairro: e o interior do casarão agradara-lhe também, com a disposição apalaçada, os tectos apainelados, as paredes cobertas de frescos onde já desmaiavam as rosas das grinaldas e as faces dos cupidinhos.» Eça de Queirós, Os Maias (1888)

domingo, junho 10, 2018

«Seja velório rico, seja pobre, exige-se, porém, constante e necessária, a boa cachacinha; tudo pode faltar, mesmo café, só ela é indispensável; sem seu conforto não há velório que se preze.» Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966)

De ponta a ponta, um pesadelo perpassava pelas aldeias e casalejos galgando pela amarelidão da terra nua e requeimada.» Manuel Ferreira, Hora di Bai (1962)

«Só uma figueira brava conseguiu meter-se nos interstícios das pedras e delas extrai suco e vida.» Raul Brandão, Húmus (1917)

domingo, junho 03, 2018

«No barco de imigrantes que os trouxera do Médio Oriente, das montanhas da Síria e do Líbano para as florestas virgens do Brasil, penosa travessia de tormentas, Raduan Murad, fugitivo da justiça que o perseguia por vadiagem e jogatina, letrado de prosa aliciante, revelara ao sírio Jamil Bichara, companheiro de porão, que tendo se debruçado noites insones sobre alfarrábios relativos à primeira viagem de Colombo, descobrira, na relação de marujos que compunham a equipagem de uma das três caravelas da festiva excursão, o nome de um certo Alonso Bichara.» Jorge Amado, A Descoberta da América pelos Turcos (1994)

«A avó Caixinha, sempre que me enxergava, dizia que eu era a cara do meu avô Sebastião, morto, ainda eu era de peito, por um toiro dos Terrés que o apanhara, num dia em que ele voltava da Azinhaga.» Alves Redol, Fanga (1943)

«E noite, cerração compacta, névoa e granito formam um todo homogéneo para construírem um imenso e esfarrapado burgo de pedra e sonho.» Raul Brandão, A Farsa (1903)

sábado, maio 26, 2018

«Papai, quando vinha da fábrica. me fazia sentar sobre os seus joelhos e me ensinava o abc com a sua bela voz.» Jorge Amado, Cacau (1933)

«Nunca fora querido das devotas: arrotava no confessionário, e tendo sempre vivido em freguesias da aldeia ou da serra, não compreendia certas sensibilidades requintadas da devoção: perdera, por isso, logo ao princípio, quase todas as confessadas, que tinham passado para o polido padre Gusmão, tão cheio de lábia!» Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro (1875)

«Mas não era necessário ler o papel que o polícia trazia no bolso: Januário de Sousa, filho de Ana Maria e de pai incógnito, etc.; bastava deitar o rabo do olho à sua pele morena, lisa e macia, que nem a água passada a ferro na popa dos barcos, para se ver que ele não tinha mais de vinte anos, apesar de os seus olhos parecerem exaustos por não se sabia quantas madrugadas do princípio do mundo.» Ferreira de Castro, A Experiência (1954)


sábado, maio 21, 2016

uma carta de Jorge Amado

imagem daqui
Grande documento, não apenas pela evidência do programa literário de Jorge Amado, como pelo que revela da influência que Ferreira de Castro tinha junto dos jovens escritores nordestinos brasileiros, cuja repercussão na geração neo-realista portuguesa é consabida.
Castro e Amado começaram a corresponder-se neste anos de 1934, mas só travariam conhecimento pessoal em 1948, em Paris, quando o autor brasileiro, então um activo militante comunista. teve de exilar-se. Essa amizade manteve-se e fortaleceu-se ao longo das décadas, tendo, por várias vezes e em diversas situações Jorge Amado evocado Ferreira de Castro, comovidamente. Das evidências dessa forte relação, basta lembrar que o o autor de A Selva é o autor português mais referido em Navegação de Cabotagem, as memórias de Jorge Amado.
Ferreira de Castro viria a ser um dos dedicatários de Jubiabá (1935), um dos romances mais marcantes de Amado.
O retrato do romancista de Gabriela, Cravo e Canela -- cuja primeira edição portuguesa foi prefaciada por Castro --, do mesmo ano da missiva, 1934, é do grande Candido Portinari, que em 1955, por ocasião dos 25 anos de A Selva, faria as ilustrações da edição comemorativa de A Selva.
(ler)

domingo, dezembro 27, 2015

o casarão

«Durante anos foi povoado exclusivamente pelos ratos que o atravessavam em corridas brincalhonas, que roíam as madeiras em portas monumentais, que o habitavam como senhores exclusivos. Em certa época um cachorro vagabundo o procurou como refúgio contra o vento e contra a chuva. Na primeira noite não dormiu, ocupado em despedaçar ratos que passavam na sua frente. Dormiu depois algumas noites, ladrando à Lua pela madrugada, pois grande parte do teto já ruíra e os raios da Lua penetravam livremente, iluminando o assoalho de tábuas grossas. Mas aquele era um cachorro sem pouso certo e cedo partiu em busca de outra pousada, o escuro de uma porta, o vão de uma ponte, o corpo quente de uma cadela. E os ratos voltaram a dominar, até que os Capitães da Areia lançaram as suas vistas para o casarão abandonado.»

Jorge Amado, Capitães da Areia (1937)

terça-feira, outubro 20, 2015

Dez livros que não poderiam nunca faltar na minha lista dos melhores romances escritos em língua portuguesa

Via Ler-te, descobri esta lista, e participei na inquirição sobre Os Melhores Romances Escritos em língua Portuguesa., como de costume sem ler as regras até ao fim... Por isso, a minha ordenação foi cronológica e não por ordem de preferência, como é pedido (acho que nem conseguiria fazê-lo). Também me impus não escolher mais do que um título do mesmo autor nem mencionar escritores vivos. Finalmente, prefiro chamar a esta minha lista «Dez livros que não poderiam nunca faltar na minha lista dos melhores romances escritos em língua portuguesa», uma vez que ninguém poderá jamais determinar quais são os melhores romances (ou sinfonias, ou telas, ou o que seja). em Arte não há melhor: há bom e mau; obra conseguida ou falhada. O resto são opiniões.
E então ela aí vai:

1. Os Maias (1888), de Eça de Queirós
2. Andam Faunos pelos Bosques (1926), de Aquilino Ribeiro
3. A Selva (1930), de Ferreira de Castro
4. Mau Tempo no Canal (1944), de Vitorino Nemésio
5. Servidão (1946), de Assis Esperança
6. Gabriela, Cravo e Canela (1958), de Jorge Amado
7. Barranco de Cegos (1961), de Alves Redol
8. O Signo da Ira (1961), de Orlando da Costa
9. Sinais de Fogo (1979), de Jorge de Sena
10. Para Sempre (1983), de Vergílio Ferreira

É claro que das Viagens na Minha Terra (1846)m de Almeida Garrett, até a as Primeiras Coisas (2014), de Bruno Vieira Amaral, muitos poderiam figurar nesta lista -- só que não poderiam ser dez.
Agora, caros amigos, toca a participar (têm até ao fim do ano, não se atrasem).

domingo, outubro 18, 2015

santa de verdade

«Veio com a esposa, tia Santa, santa de verdade, pobre mártir daquele homem estúpido.»

Jorge Amado, Cacau (1933)