Mostrar mensagens com a etiqueta António Franco Alexandre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Franco Alexandre. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 17, 2019

VOZES DA BIBLIOTECA

«É muito bonito o meu amigo de agora; tem o mais belo pêlo da floresta, / e olhos onde brilha, em noite escura, / o faiscar do gelo nas alturas.» António Franco Alexandre, Aracne (2004)

«Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.» Carlos Drummond de Andrade, «Poema de sete faces», Alguma Poesia (1930) / 65 Anos de Poesia, edição de Arnaldo Saraiva (1998)

«Sim, é pai, mas -- a crença no-lo ensina: / Se viu morrer Jesus, quando homem feito, / Nunca teve uma filha pequenina!...» Afonso Celso, Poesias Escolhidas (1902) / Evaristo Pontes dos Santos, Antologia Portuguesa e Brasileira (1974)

segunda-feira, outubro 15, 2018

«Atmosfera pesada, nuvens cor de chumbo em barras pelo céu; e cada lufada de vento que sopra sem um suspiro sequer nas folhas do arvoredo cresta-me a cara como o hálito dum forno, e longamente parece rarefazer, no ar, o oxigénio indispensável à função dos meus pulmões.» Fialho de Almeida, «Alexandre Herculano», Figuras de Destaque (póstumo, 1923)

«Assim como o tempo passa / já posso ser o que sou / breve chuvisco de tarde / nublado pela manhã / sol em neve declinado / seco mar fresca aridez» António Franco Alexandre, «Poema simples», Uma Fábula (2001)

«Outubro cantava, em surdina a sua canção marinha.», Augusto de Castro, «Mestre Outono, pintor»,  Mestre Outono, Pintor (1957)

domingo, outubro 07, 2018

«E ouvi um jipe que rolava na picada / um jipe sem sentido / na última viagem de Portugal.» Manuel Alegre, «À sombra das árvores milenares», Doze Naus (2007)

«Parecia o Céu estrelado, / Ou a visão dum "fakir" / O vestido de noivado / Da rainha de Kachmir.» Gomes Leal, «[A rainha de Kachmir], in Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Portuguesa (1985)

«Quando descer à teia derradeira / não se verá no mundo alteração, ou só / talvez alguma mosca mais contente.» António Franco Alexandre, Aracne (2004) 

terça-feira, setembro 19, 2017

[...] Uma vez escrito / o poema habita a realidade
António Franco Alexandre

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Em forma de poema, já verás, / Vai todo um código, secretas letras / De um alfabeto merovíngio ou afim;
António Franco Alexandre