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quarta-feira, maio 16, 2018

«Perfeito o horizonte se descerra / tecnicamente pela mão de Deus» António Barahona, Noite do Meu Inverno (2001)

«Cheira a ervas amargas, cheira a sândalo... / E o meu corpo ondulante de sereia / Dorme em teus braços másculos de vândalo... » Florbela Espanca, Juvenília (1931, póst.)

«Um sentido clamor, como suspiro / De amargurado tom, vem da amurada / Do alteroso galeão.» Almeida Garrett, Camões (1825)

quinta-feira, maio 10, 2018

«Era a terra calada como um monge...» Florbela Espanca, «Idílio», Antologia Poética (2002)

«O som do mundo é irreal sobre a cidade de Lisboa» Luís de Miranda Rocha, Os Arredores do Mar, os Subúrbios da Noite (1993)

«os cigarros são fumados com a promessa / de que o fumo não acabe» m. parissy, «viagem de comboio com poemas do zé petinga», Cafurnas (2002)

segunda-feira, maio 07, 2018

«Chega ao fim do dia / a hora mais lenta, quando o céu / é vago e as luzes se acendem / no prédio da frente.» Rui Pires Cabral, «"I felt that it was all unreal."», Oráculos de Cabeceira (2009)

«É no mar que a aventura / tem as margens que merece» Alexandre O'Neill, «Canção», Tempo de Fantasmas (1951)

«Por que me lembrais, ó olhos, / A minha imensa saudade?» Florbela Espanca, Antologia Poética (edição de Fernando Pinto do Amaral, 2002)

quarta-feira, abril 24, 2013

Antologia Improvável - Florbela Espanca

RÚSTICA

Ser a moça mais linda do povoado,
Pisar, sempre contente, o mesmo trilho,
Ver descer sobre o ninho aconchegado
A benção do Senhor em cada filho.

Um vestido de chita bem lavado,
Cheirando a alfazema e a tomilho...
Com o luar matar a sede ao gado,
Dar às pombas o sol num grão de milho...

Ser pura como a água da cisterna,
Ter confiança numa vida eterna
Quando descer à «terra da verdade»...

Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
Dou por elas meu trono de Princesa,
E todos os meus Reinos de Ansiedade.

quinta-feira, julho 27, 2006

Antologia Improvável #150 - Florbela Espanca

A UMA RAPARIGA

Abre os olhos e encara a vida! A sina
Tem que cumprir-se! Alarga os horizontes!
Por sobre os lamaçais alteia pontes
Com tuas mãos preciosas de menina.

Nessa estrada da vida que fascina,
Caminha sempre em frente, além dos montes!
Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes!
Beija aqueles que a sorte te destina!

Trata por tu a mais longínqua estrela,
Escava com as mãos a própria cova
E depois, a sorrir, deita-te nela!

Que as mãos da terra façam, com amor,
Da graça do teu corpo, esguia e nova,
Surgir à luz a haste duma flor!...

Charneca em Flor / Líricas Portuguesas, 2.ª Série
(edição de Cabral do Nascimento)

Forbela de Alma