Mostrar mensagens com a etiqueta Victor Hugo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Victor Hugo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, abril 16, 2019

«[...] o tempo restituiu à igreja, mais talvez do que lhe tirou, porque foi o tempo que espalhou sobre a fachada a sombria cor dos séculos que faz da velhice dos tempos a idade da sua beleza.» Victor Hugo, Notre-Dame de Paris (1831)

terça-feira, julho 31, 2018

«Nesse dia, a 6 de Janeiro, o que mettait en émotion tout le populaire de Paris, como diz Jehan de Troyes, era a dupla solenidade dos Reis e da festa dos Loucos, celebradas juntamente desde tempos imemoriais.» Victor Hugo, Nossa Senhora de Paris (1831) (trad. Jorge Reis)

«Surpreendidos pelo aguaceiro, os espectadores dispersos pela escadaria regressavam ao vestíbulo, rindo e empurrando os que como sardinha em lata se chamavam em altos berros por entre os ombros nus, rodeados por uma chuva que se detinha no berçário dos toldos, para desabar, a potes, sobre os degraus de granito.» Alejo Carpentier, A Perseguição (1956) (trad. Margarida Santiago)

«Tapada a sepultura, Rollo Martins afastou-se ràpidamente a largos passos das suas compridas pernas de aranha, enquanto pelo seu rosto de homem de trinta e cinco anos deslizavam lágrimas de criança.» Graham Greene, O Terceiro Homem (1949) (trad. Baptista de Carvalho)


terça-feira, maio 27, 2014

Hugo lido




Quasimodo é património mundial e Esmeralda não lhe fica atrás. Grande obra da literatura romântica, excessiva e destemperada, é crítica dos poderes (o retrato de Luís XI é cruelmente  impressivo) e anseia pelo progresso. 
Victor Hugo, Nossa Senhora de Paris (Notre Dame de Paris, 1831).

segunda-feira, março 27, 2006

Caracteres móveis #68 - Victor Hugo

A dor é um fruto que Deus não faz surgir / Num ramo frágil demais para o suportar.

«A Infância» [Les Contemplations] / Poemas
(tradução de Manuela Parreira da Silva)

Hugo

quinta-feira, março 31, 2005

Escrever na areia - Garrett e este miserável país

A casa onde morreu Almeida Garrett está em risco, por abandono e especulação. Somos um país de alarves, ainda atiramos lixo pela janela do carro, não temos civilização para respeitar a memória espiritual de quem foi enorme no seu tempo, apesar de todas as humaníssimas fraquezas. Somos um país de lepes, canalha de mão estendida a quem encheram os bolsos sem antes ensinarem a mastigar de boca fechada. O resultado é esta vileza. Demolir aquilo é como arrasar a casa de Dickens em Londres, onde ele só viveu escassos meses, mas está lá, para ser visitada; é como destruir a casa de Balzac em Paris, onde o homem viveu com um nome falso, e mesmo assim não se livrava dos credores, e também lá está. Mas é pior, muito pior para nós, periféricos, provincianos, tão atrasados que até envergonha. Eles, ingleses e franceses têm tanto, e tantas casas, de Dickens, de Balzac, de Thackeray, de Hugo, de... E nós temos tão pouco...