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terça-feira, abril 16, 2013

...e, já agora, também Nuno Camarneiro:

«Entre um Tom Waits rouco e um Sinatra de voz perfeita, prefiro o Tom Waits».

(entrevista na «actual» de último Expresso)

a propósito do post de ontem (Richard Thompson), com ressalva minha a propósito do longo percurso de Frank Sinatra, nem sempre uma contrafacção de si próprio.


sábado, fevereiro 09, 2013

a verdade é que eu amo inquéritos

Graça Morais, A Caminhada do Medo (2011)

Precedido da magnífica obra de Graça Morais -- talvez a pintora portuguesa contemporânea que mais me diz --, o último JL traz um inquérito a 15 escritores, a propósito do papel do escritor no quadro actual de crise e confusão.
Todas as respostas são interessantes, nem todas coincidentes, como é desejável e seria de esperar. Eis alguns fragmentos:

"[...] creio que nunca houve mudança sem uma poética da mudança." Manuel Alegre;
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas a canalha é a mesma." Paulo Moreiras;
"O escritor livre tem imunidade lógica: contraria e contradiz." Patrícia Portela;
"Escrever sobre "isto"? Só se for através de uma escrita a quente, marcada pelo ódio. A literatura serve-se nua e fria." João de Melo;
"[...] as grandes obras acabam sempre por nos fazer perguntas importantes e obrigam-nos a reflectir sobre elas. Não consigo imaginar um intervenção cívica de maior importância." Nuno Camarneiro;
"Para mim, vida e arte não são opostas, nadam no mesmo oceano. E a literatura ou agarra o seu tempo ou é nada-morta. // [...] os livros dignos desse nome são sempre uma pergunta ao real." Rui Zink;
"[...] o primeiro dever do escritor é escrever bem, entendendo-se este «bem», não enquanto «bem-escrevência», mas como mestria dos recursos da imaginação, originalidade, capacidade de combinação e destreza de linguagem, de acordo com o talento [...] de cada um. No fundo, os velhos «engenho e arte» de Horácio." Mário de Carvalho.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Já o Camarneiro...

Ao contrário do que sucede com a narrativa de José Rodrigues dos Santos, essencialmente reportagem, e sem grande estilística, «Cada homem é aqui», texto publicado esta semana na "Revista" do Expresso, de Nuno Carmaneiro (um desconhecido até há semanas, quando recebeu o Prémio Leya), é verdadeira literatura a cada parágrafo. De tal modo verdadeira, que se permite desdenhar de alguma literatice: «A literatura já me estragou viagens que cheguem. Há cidades que rebentaram de tanto serem lidas: Praga, Dublin, Veneza, Barcelona. Não se pode confiar nos escritores para viajar, é preferível seguir os filmes, são enganos que os olhos aceitam.» Nada mau.