Fragmentos de Belém: uma antologia da cidade

  • Arquivo
  • RSS
  • Pergunte e deixe seu email

Bairros da Campina, Comércio e Reduto, 1957 / Love Slaves of the Amazon (1957)

  • Foram editados um extrato de 45 e outro de 15 segundos, de imagens aéreas dos bairros da Campina, Comércio e Reduto, supostamente parte do longa-metragem Love Slaves of the Amazon, direção de Curt Siodmak, lançado em 1957. Pedro Veriano em Cinema no Tucupi (1999) conta: 

“Em ‘Escravos do amor…’, Siodmak pediu ajuda da Prefeitura e conseguiu que isolassem a avenida Presidente Vargas, a mais importante de Belém, para uma tomada no Grande Hotel (…) Policiais fecharam a rua, mas os curiosos foram ver em peso que diabos saía das filmagens. Eu vi: Siodmak de bermudas e boné, como o megafone na boca gritava: 'Taylor, Taylor’, chamando o ator Don Taylor. O canastrão saía do hotel com um safari branco, chapéu de campanha, procurava uma mesa no terrasse, relaxava na medida do possível e, segundos depois, fingia surpresa ao ver um coadjuvante. Coisa de pouco tempo, mas aparentemente trabalhosa. Trabalho que sobrou para o SESC local, também ajudando a equipe com transporte para o galpão Mosqueiro-Soure, de onde seguia para vizinha Ilha das Onças, onde foram ambientada uma parte da perfeitamente dispensável aventura. Quando a coisa chegou ao Olímpia, era mais quem queria ver o Grande Hotel e a performance de Don Taylor. Viu, mas dizia-se que aquilo tudo se passava em Manaus, no Amazonas. Bonito para a cara de Belém e de quem ajudou na bobagem a troca de prestígio”. 

  • Veriano não faz referência às cenas aéreas de Belém, porém as imagens em Manaus são confirmadas por outros extratos identificados no site Frame Pool como Love Slaves of the Amazon.
    • #belem
    • #video
    • #comercio
    • #campina
    • #reduto
    • #panoramica
    • #pedro veriano
    • #1950s
  • Há 2 meses
  • 5
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+

Belém, 1977 / British Pathé

  • Apanhado de imagens de Belém em 1977, pertencente a Coleção Histórica da Reuters. Não há qualquer informação adicional sobre as filmagens. Aparecem na sequência: Ver o Peso, Blv. Castilhos França, Igreja de Santo Alexandre, Casarão na Siqueira Mendes, Palacete Pinho, Palacete Bolonha, Palafitas à beira rio.
    • #belem
    • #video
    • #ver-o-peso
    • #boulevard castilhos frança
    • #Igreja de Santo Alexandre
    • #Palacete Pinho
    • #Palacete Bolonha
  • Há 3 meses
  • 6
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+

Belém, 1942 / Extratos do longa Jacaré. Dir.: Charles E. Ford (1942)

“A pré-história do cinema estrangeiro na região não é muito conhecida. O melhor é a partir de 1946, quando o caçador Frank Buck aqui esteve filmando um misto de ficção e documentário chamado ‘Jacaré’ (a distribuidora, United Artists achou por bem dar um subtítulo: ‘O assassino do Amazonas’, não se sabe se em crise de consciência). Com Buck, seguia em uma caçada o sertanista Miguel Rojinsky pai de um colega meu no Colégio Moderno. Exibido o filme no Cinema Iracema, o próprio Miguel Filho se espantou com as ‘mentiras’. De uma feita o heróico caçador disputava no tapa um jacaré enorme, desses que pede um obeso de refeição e acha pouco. Miguelzinho explicou que o bicho era empalhado e entrou no filme depois que Buck saiu do Pará. Por aqui, bem comportado, o caçador americano só fez rodar umas cenas nas vizinhanças de Belém. Não foi nem ao mato de verdade, para se dizer que esteve num mato sem cachorro. E o belenense, mesmo sabendo da farsa, foi ver a coisa no cinema (…)”

  • Pedro Veriano - Cinema no tucupi (1999)

> Apesar de Pedro Veriano registrar o ano de 1946, o filme foi lançado em 1942, como descrito na capa da versão em DVD.

image
    • #belem
    • #video
    • #jacare
    • #1940s
    • #pedro veriano
  • Há 3 meses
  • 2
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Instituto de Medicina e Cirurgia / Livro de Ouro do Museu Histórico Nacional
“Casa de saude com instalação moderna. A primeira, fundada no Norte do Brazil. Aposentos confortaveis, mobiliario hygienico, leitos especiaes, sala operatoria aseptica,...
Pop-up View Separately

Instituto de Medicina e Cirurgia / Livro de Ouro do Museu Histórico Nacional

“Casa de saude com instalação moderna. A primeira, fundada no Norte do Brazil. Aposentos confortaveis, mobiliario hygienico, leitos especiaes, sala operatoria aseptica, serviço de HYPERAMIA, segundo o methodo de Bier, com Gabinete de Aerothermotherapia. Assistencia medica permanente.

Por disposição de pintura das portas e janellas, este gabinete fechado transforma-se em camara escura para os exames endocopicos. Uma machina electrica ligada à corrente da cidade fornece: A Endoscopia - a Electro-cauterização e as correntes continua e intermitente para usos medicos.

Neste Instituto o Dr. Pereira de Barros recebe em tratamento parturiente, senhora que queiram sujeitarem-se ao tratamento gynecologico e outros doentes que não tenham molestias contagiosas.

Pratica operações abdominaes, as que se fazem sobre o utero, vagina, bexiga e urethra e as operações geraes.

Informações no Instituto das 7 da manhã às 6 da tarde”


  • Almanack Laemmert (1922)
    • #belem
    • #nazare
    • #anuncio
    • #instituto de medicina
    • #pereira de barros
  • Há 4 meses
  • 1
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

1-4. Mosqueiro, 1927 / Tramz

  • Fotos do acervo de D.V. Gutman publicadas por Allen Morrison retratando o dia 10 de Agosto de 1927.

Henry Balfour & D.V. Gutman - A viagem do Hildebrand

    • #mosqueiro
    • #gutman
    • #henry balfour
  • Há 4 meses
  • 1
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

1-6. Mosqueiro, 1927 /  D.V. Gutman - 1000 Miles Up The Amazon with the Booth Line

10 de Agosto de 1927

Em um desvio* as rodas dianteiras do nosso bonde saltaram para fora da linha e caímos com o impacto. Deu-nos um grande susto. O vagão foi finalmente carregado de volta aos trilhos e continuamos, mas paramos para ver como o outro bonde se sairia e se aconteceria a mesma coisa. E aconteceu - primeiro as rodas dianteiras e então a traseira saiu dos trilhos e colidiu com os dormentes. Ele também foi carregado de volta para os trilhos e nós conseguimos chegar a Mosqueiro só com mais um acidente com o segundo bonde. Enquanto as mulas puxavam com força para fazer uma curva fechada, colidiram com um poste de ferro, partindo as correntes que as conectavam com o bonde. Caminhamos daí até o píer! Grande número de urubus escarafunchava ao longo da praia. Almoçamos ao bordo do vapor-fluvial e voltamos ao Hildebrand pelas 15h30. Desembarquei às 18h30 com os outros e jantamos no Grande Hotel, voltamos pelas 22h. Choveu pesado por um tempo, pelas 21h30, mas depois clareou.

                                               Diário de Henry Balfour


Henry Balfour & D.V. Gutman - A viagem do Hildebrand


* linha férrea adjacente à linha principal, ou a outro desvio, destinada aos cruzamentos, ultrapassagens e manobras de formação de trens

    • #mosqueiro
    • #henry balfour
    • #gutman
  • Há 4 meses
  • 1
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

1-10. Mosqueiro, 1927 /  D.V. Gutman - 1000 Miles Up The Amazon with the Booth Line 

10 de Agosto de 1927

Às 9h descemos, em um grande vapor-fluvial de três pisos, o estuário do [rio] Pará até Mosqueiro, um pequeno refúgio à beira mar, a cerca de 2 horas.

Desembarcamos em um píer e fomos transferidos para dois bondes muito primitivos, cada um puxado por duas mulas; corriam sobre trilhos pessimamente assentados, desde a floresta até o Chapéu Virado, uma pequena vila pitoresca situada ao longo de uma praia com areia fina.

Alguns se banharam, enquanto isso eu caminhei pela praia.

Poucos pássaros estavam visíveis, mas vi algumas armadilhas para peixes [cacuri] erguidas ao longo da praia entre as marcas de onda.

Regressamos do mesmo jeito a Mosqueiro, nos bondes.

                                            Diário de Henry Balfour


Henry Balfour & D.V. Gutman - A viagem do Hildebrand

    • #mosqueiro
    • #chapeu virado
    • #henry balfour
    • #gutman
  • Há 4 meses
  • 5
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

1. Catedral Santa Maria | 2-4. Museu Goeldi, 1927 /  D.V. Gutman - 1000 Miles Up The Amazon with the Booth Line

9 de Agosto de 1927

Desembarquei às 9h fiz umas compras decepcionantes. Gastei £2-10-0 em lanças, flechas indígenas, etc. para o Museu, mas achei pouco de interesse. Voltei a bordo para o almoço e saí de novo às 14h. Passei a maior parte da tarde no Museu Goeldi, encontrara com Goulding com quem visitei a nova Igreja Católica Romana. Depois Goulding e eu fomos ao escritório da Pará Electric Tramways Co. e vimos J. Mansell (que tinha vindo conosco no Hildebrand), ele nos mostrou seu jardim e deu-me uma samambaia bem curiosa. Ele tem um bela coleção de variedades de crotons. Depois disso caminhei de volta para o Centro, olhando as ruas e jardins. Jantei no Grande Hotel com os outros e voltei para o navio por volta das 23h30.

                                               Diário de Henry Balfour


  • Henry Balfour & D.V. Gutman - A viagem do Hildebrand
    • #belem
    • #para electric
    • #Museu Emilio Goeldi
    • #museu goeldi
    • #catedral santa maria
    • #henry balfour
    • #gutman
  • Há 4 meses
  • 2
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

1. Catedral Santa Maria | 2-4. Museu Goeldi, 1927 /  D.V. Gutman - 1000 Miles Up The Amazon with the Booth Line

A pequena igreja inglesa, onde está uma placa metálica à Bates, Wallace, etc. Também fomos ao zoológico, que é muito bom, embora pequeno. Todos os bichos e pássaros pareciam bastante saudáveis e em excelente estado. Todos nativos, exceto o chimpanzé.

A tarde voltei sozinho ao Museu Goeldi para passar mais tempo. Jantei no Grande Hotel.

                                                Diário de Henry Balfour


  • Henry Balfour & D.V. Gutman - A viagem do Hildebrand
    • #belem
    • #Museu Emilio Goeldi
    • #museu goeldi
    • #henry balfour
    • #gutman
    • #catedral santa maria
    • #Igreja Anglicana
  • Há 4 meses
  • 2
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
Pop-up View Separately
PreviousNext

1. Tv. Frutuoso Guimarães | 2-5. Bosque Rodrigues Alves | 6. Grande Hotel, 1927 / D.V. Gutman - 1000 Miles Up The Amazon with the Booth Line

Quarta-feira, 27 de julho de 1927

Chegamos ao Pará cerca de 10h30 e atracamos no cais. Não desembarcamos até às 15h30, para escapar do calor que era considerável. Então fui com Bryant, Gutteridge e Stweart para uma volta de carro ao Bosque (uma área preservada de floresta nativa), a alguma distância por uma estrada parcialmente construída. Passamos por um jardim com grandes garças, uma muito bonita, menor, pintada, alguns tucanos e currupiões (amarelo e preto) etc. Nos jardins e parques muitas variedades de palmeiras, pawpaws, árvores de fruta pão, mangueiras, samaumeiras (sucuruma) com fortes troncos. Erythrina (?) em flor, branca e vermelha, plumerias, cicadófitas, hibiscus, cacau, seringueira. Regressamos para um drink no Grande Hotel. Voltamos lá para jantar com Mrs. Kingdon e Miss Randall. Não muito bom. Após o jantar fui com elas, Mrs. Lloyd e Mrs. Pollock, ao teatro adjacente, onde era encenada uma comédia musical muito pobre. Vozes execráveis e atuação na maior parte pobre. Aguentamos dois atos e então saímos, voltando para o navio.

                                              Diário de Henry Balfour 


  • Henry Balfour & D.V. Gutman - A viagem do Hildebrand
    • #belem
    • #frutuoso guimaraes
    • #bosque rodrigues alves
    • #grande hotel
    • #henry balfour
    • #gutman
  • Há 4 meses
  • 5
  • Comments
  • Link permanente
Share

URL curta

TwitterFacebookPinterestGoogle+
Página 1 de 86
← Mais recentes • Mais antigas →

Avatar "do cruzamento dos textos que constituem a antologia, cada um dos quais é uma maneira de ver, sentir Belém, não resulta apenas a cidade como o contexto histórico dessas fontes. As fontes são, por sua vez, fragmentos de uma memória comum, coletiva, de todos e de ninguém em particular" - Benedito Nunes. IN: Pará, Capital: Belém - Haroldo Maranhão

Páginas

  • Áudios
  • Artigos
  • Anúncios & Propagandas
  • Diálogos
  • Discos
  • Ditos
  • Livros
  • Personagens
  • Videos
  • FAU-UFPA
  • Você se lembra?
  • E-mail

Redes Sociais

  • fragmentosdebelem on Vimeo
  • raufiko on Youtube
  • RSS
  • Aleatório
  • Arquivo
  • Pergunte e deixe seu email
  • Dispositivos móveis
Effector Theme by Pixel Union