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segunda-feira, junho 13, 2016

o m-n (marxismo-nazismo)

Não faço ideia de como pára a polémica desencadeada a propósito da mirabolante raiz marxista do nazismo, desencadeada por José Rodrigues do Santos. Aliás, o debate nem é sério, atendendo ao ponto de partida, é uma boquinha, e não deveria ser-lhe dada especial atenção. Mas, uma vez que o foi, deixa-me escrever uma banalidade, certamente já adiantada por esses media d'aquém e d'além net: o marxismo radica no iluminismo, no racionalismo, na Revolução Francesa; o nazismo, pelo contrário, faz apelo ao irracional, ao esoterismo. Um é universalista e abrangente; o outro é nacionalista e excludente. A natureza de um e de outro não se confundem. 

E é isto. 

domingo, janeiro 03, 2016

muito fartíssimo de andar a ser gozado pelo Rodrigues dos Santos

Este Fernando Mendes dos telejornais é não só um incompetente (o caso Alexandre Quintanilha é exemplar), como um tipo sem um pingo de vergonha. No debate presidencial de hoje, depois do truque de tentar encostar Sampaio da Nóvoa ao pestífero Sócrates, deu-se ao luxo de mandar às malvas o seu papel de pivot, não respeitando o que fora acordado: Henrique Neto abria, Nóvoa fechava o debate. Nunca vi uma coisa destas em nenhum debate eleitoral. 
É humanamente impossível ser-se tão cretino e incompetente; logo esta falha muito grave só pode ter sido propositada. 
Isto é a televisão pública (mesmo que fosse privada, seria inadmissível), paga com o dinheiro de todos, incluindo o meu, e eu estou cansado da incompetência do Santos. Retirá-lo, já, da moderação dos debates é o mínimo que se exige.

segunda-feira, abril 07, 2014

Sócrates: tirinhos a José Rodrigues dos Santos, seguidos de uma bazookada; ou o Telejornal de Domingo transformado em Cabaré da Coxa

Mais uma vez, JRS foi o bombo da festa de Sócrates: levou em cima 50 cargas de artilharia a propósito dos seu "arquivos"; e foi, de facto, insultado em directo por Sócrates, que, indirectamente, lhe chamou estúpido.
Como não há vergonha, e se o registo não mudar, o programa -- que JRS estragou -- terminará com este exangue. Pessoalmente, não me importa nada ver Santos a cozer quinzenalmente; mas, enquanto telespectador da televisão pública, sinto-me desrespeitado. A mim interessa-me ouvir a opinião de José Sócrates (é assim que se chama o programa, não é?), e não um combate de boxe desigual entre um peso pesado e uma pluma. Pode divertir, mas se eu quisesse ver um tipo impreparado a levar estalos na carinha, mudava para um desses canais patetas do cabo.

terça-feira, março 25, 2014

a falta de noção de Rodrigues dos Santos

Gosto pouco de elaborar sobre inanidades, e por isso não vou perder muito tempo com a entrevista que ele fez a Sócrates, sabendo-se que estava ali para moderar um espaço de comentário.
Devo dizer, em abono de José Rodrigues dos Santos, que tenho (ou tinha) dele uma imagem de profissional sério, um bocado apalermado, é certo. Esta minha convicção baseava-se num episódio de ingerência, ao que parece torpe, num concurso para correspondentes da RTP no estrangeiro, em que ele, sendo então director de informação, se comportou à altura.
Como ainda não tive outras razões para duvidar da seriedade do homem, chego à conclusão de que ele é mesmo apatetado. Vendo bem, outra coisa não seria de esperar do mesmo indivíduo que pisca o olho aos espectadores, em jeito de despedida do Telejornal, ou que entrevista um escritor alemão em alemão, não sabendo alemão, decorando as perguntas...  

terça-feira, janeiro 22, 2013

Já o Camarneiro...

Ao contrário do que sucede com a narrativa de José Rodrigues dos Santos, essencialmente reportagem, e sem grande estilística, «Cada homem é aqui», texto publicado esta semana na "Revista" do Expresso, de Nuno Carmaneiro (um desconhecido até há semanas, quando recebeu o Prémio Leya), é verdadeira literatura a cada parágrafo. De tal modo verdadeira, que se permite desdenhar de alguma literatice: «A literatura já me estragou viagens que cheguem. Há cidades que rebentaram de tanto serem lidas: Praga, Dublin, Veneza, Barcelona. Não se pode confiar nos escritores para viajar, é preferível seguir os filmes, são enganos que os olhos aceitam.» Nada mau.

terça-feira, janeiro 15, 2013

serve, mas não chega

A "Revista" do Expresso, convidou dez escritores a publicar uma curta narrativa de viagem, e abriu com José Rodrigues dos Santos. Nunca lera nada dele, não tanto por preconceito, mas porque a minha vida não vai chegar para as obras-primas que me faltarão -- sem contar com outras primas & conhecidas que terei de ler por obrigação. Dito isto, «Twilight Zone na Antártida» -- assim se intitula o texto -- é interessante. Como reportagem, serve; para literatura, não chega.