POBRE DE MIM
Pobre de mim
Sonho tanto em ser alguém que não sou
Por exemplo, uma mulher toda assim
Feito a Marilyn Monroe
Já eu, enfim
Não inspiro um grande amor a ninguém
Na verdade, se eu pareço com alguém
É o Popeye, the sailorman
Que mau destino
Não aguento este meu ar de menino
Quem me dera casar com um grã-fino
Ou com um rei, porque não?
Eu não sei a ligação
Eu só sei que dava tudo de mim
Para ao menos parecer Marilyn
E viver um grande amor
Livro de Letras
(edição de José Castello)
2 versos de José Agostinho Baptista
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*«eram belas as túnicas de argel e as velhas botas espanholas que te / dera
o último amante.» *
*Deste Lado Onde *(1976)**
Há 5 horas















































