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quinta-feira, julho 13, 2017

vamos admitir que o Lula é culpado

Convenientemente condenado a nove anos e meio de cadeia, depois da ópera-bufa que foi o afastamento de Dilma da presidência, provavelmente por não ser gatuna. Deixemos agora esse fétido festival da plutocracia brasileira em acção. Se o Lula apanha nove anos e meio, o Temer certamente será condenado a perpétua, com trabalhos forçados; e sua excelência o Cunha bandido, arrisca-se à forca. Isto para não falar no energúmeno do Collor, tão ladrão que até o sistema teve de correr com ele: após os nove anos e meio, o mínimo aceitável seria a reabertura do processo, e talvez uma condenação à fogueira, como nos velhos tempos. (Ah, não pode ser... já não há inquisição, e a igreja deixou de caçar bruxas e judeus para tocaiar meninos.)

P.S. - Não acompanho a política brasileira de perto, não tenho opinião sobre o juiz Moro. Só não gostei da chicoespertice do Carlos Carreiras, presidente da câmara da minha terra (e terra dos meus antepassados, já agora) -- ou de quem lhe fez o frete -- quando usou as Conferências do Estoril para juntar juízes de grande gabarito, como Antonio Di Pietro e Baltasar Garzón, com Carlos Alexandre e Sérgio Moro, ambos no centro de um furacão jurídico-político-mediático, com todas as interrogações que têm levantado.
Em tempo. Há, logo à partida, uma diferença qualitativa entre Lula e Dilma e os outros: aqueles foram resistentes (palavra que não diz nada aos patetas); tiveram perseguição, prisão e tortura. Têm , por isso, uma dimensão que não está ao alcance dessas porcarias engravatas que por aí mexem.

quarta-feira, agosto 31, 2016

Brasil: o cómico da situação


Nunca vira turistas brasileiros antes dos governos de Lula e Dilma. Antes disso, via-se brasileiros que eram portugueses que viviam desafogadamente, o que lhes permitia visitarem a família, ou então lusodescendentes. Havia sim, e (há), imigrantes, gente que fazia o caminho para cá, vindos de todo o Brasil, do nordeste ao sul, gente humilde, fugida à pobreza, a violência. Turistas brasileiros, aos magotes, em excursão,só há poucos anos.
Quando Lula foi eleito pela primeira vez, disse que o seu mandato valeria a pena se conseguisse que todos os brasileiros (todos), pudessem usufruir de pelo menos uma refeição por dia. Assim era,e ainda é, o Brasil, um dos países mais ricos do mundo e também dos mais miseráveis, porque é iníquo: um país que tem uma pequena elite plutocrática quando uma porção enorme do povo é extremamente pobre. Os responsáveis por essa iniquidade tiveram hoje uma vitória, regressam ao poder, fazendo tábua rasa do voto do povo. E quem deita fora os votos dos eleitores? Os seus representantes, que, à direita, são um conglomerado de caciques, pastores evangélicos, vigaristas de várias procedências. Portanto, golpistas; portanto, traidores, E, além disso, o cómico da situação, muitos deles, ao contrário da Dilma, delinquentes de ficha suja, como as criaturas acima retratadas. (Com que cara vai o Temer apresentar-se ao Obama, aos líderes europeus, nas Nações Unidas. Com a cara de pau que tem, Esperemos que alguém lha cubra, com creme. Aí o espectáculo ficaria completo.)