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quarta-feira, maio 08, 2019

a 'crise'

Quem não perceba peva de orçamentos e regimentos, como eu, que tenho assistido divertido ao desenrolar da crise, será útil assistir às entrevistas de Costa e Rio à tvi e tirar as suas próprias conclusões. Quem, a certa altura, me pareceu também divertido foi Jerónimo. Catarina Martins lembrou-me aqueles discos de histórias em 45 rpm que eu tinha em miúdo: falou em palco, e a actriz saiu de dentro dela. Já a Cristas de sábado tinha pânico naqueles olhos, e foi bem feito.

sexta-feira, janeiro 25, 2019

o que sei sobre os acontecimentos do Bairro da Jamaica

1. o que se confirma. A polícia foi chamada por alguém do bairro para pôr termo a uma zaragata que ocorrera entre mulheres. Fazendo fé na veracidade da fotografia que a PSP divulgou, um polícia foi agredido com uma pedrada na boca, e teve de receber tratamento médico. Isto é o que se diz, e tomo as informações como verdadeiras. Por isso, deve dizer-se que, mesmo com razões de queixa que possam existir sobre o comportamento censurável de alguns elementos da polícia, a agressão gratuita é inadmissível.

2. o que se vê. Polícias em torno de um indivíduo, eventualmente resistindo à coacção (as imagens não são nítidas). Era esse indivíduo o agressor? Não faço ideia; se era, a coacção policial justificava-se, se não era, a polícia esteve mal. E esteve também mal quando agrediu com bastonadas uma mulher e um homem, pais do indivíduo, veio a saber-se, quando se percebe nitidamente que não havia por parte deste qualquer atitude violenta, antes uma notória tentativa de apaziguamento.

3. o que não pode haver. Polícias que não circulem à vontade em qualquer aglomerado do país; polícias que desrespeitem os cidadãos, através do abuso da autoridade ou de qualquer espécie de abordagem racista, que deve ser sancionada exemplarmente; e recordo que tanto a PSP como a GNR dispõem de muitos agentes e militares negros; seria bom uma comissão independente, integrando elementos de todos os partidos com representação parlamentar, mas não só, ouvir a sua percepção da realidade. Talvez fosse útil, para esclarecimento de todos.

4. a política.  A polícia, como em qualquer organização, tem gente de grande qualidade e tem escumalha. Concordo, portanto, completamente com as declarações Catarina Martins; também Marcelo Rebelo de Sousa disse o que competia a um Presidente da República: mostrou preocupação, equidistância e ponderação. O dirigente do SOS Racismo, Mamadou Ba, esclareceu claramente o teor das suas palavras. Só não percebem os estúpidos e os insignificantes à procura de cinco minutos de notoriedade.

Não vale a pena fingir que não há racismo, porque há -- em especial um racismo classista que larva por entre os segmentos mais desqualificados da população (é ouvi-los), que obviamente quer ser aproveitado pelos demagogos e pelos 34 activistas da extrema-direita que andam por aí a fazer pela vida, tentando que lhes dêem uma importância e influência que não têm.

A existência dum aglomerado daqueles num concelho da área metropolitana de Lisboa em 2019 é uma vergonha e não tem nenhuma justificação, em especial depois da existência dum Programa Especial de Realojamento (PER), que permitiu acabar com bairros degradados em vários concelhos. Se eu fosse do PCP, diria que isto é o resultado das políticas de direita; como não sou, digo que isto é o resultado das políticas de direita e das políticas do deixa andar, à direita e à esquerda.


segunda-feira, junho 20, 2016

Como se qualifica o jornalismo de esgoto quando é praticado pela imprensa de referência?

Canavilhas desbocou-se. Lamento-lhe o mau gosto dos facebooks e dos twitters, essas insuperáveis demonstrações de tagarelice, voyeurismo e vazio. Mas circunstância de ser deputada e ex-governante, não lhe retira o direito à indignação, diante da incompetência (estou a ser benevolente) do Público, que, em vez de pedir desculpa ao leitores pelo mau trabalho que executou, vem meter os pés pelas mãos, esfarrapadamente. Aliás, as correcções que foram introduzidas a posteriori, (sobre a alegada presença no palco de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins), leva-me a concluir que a jornalista, talvez tenha passado por lá, mas é evidente que não fez o seu trabalho. Uma incorrecção destas nem um estagiário curricular cometeria; por isso, todas as conclusões são legítimas. A minha é a de que a senhora enganou o jornal que a emprega e, mais grave, os seus leitores. Se foi por ser incompetente ou por outro motivo qualquer, nem sequer já me interessa. 
É grave? É. Assistimos a isto todos os dias por essa imprensa afora? Assistimos. A imprensa portuguesa tem um historial de lixo? Desde o Palma Cavalão, pelo menos. Continuamos sem estômago para a miséria do jornalismo? Sim. O jornalismo é nauseabundo, os bons profissionais ou estão na prateleira ou estão discretamente nas margens desta pocilga.

quarta-feira, maio 25, 2016

"Há Flores no Cais"

1. A primeira coisa que os portugueses têm de agradecer aos estivadores é a de lhes mostrarem que os trabalhadores não são propriamente cordeiros para se sacrificarem em nome dos interesses de meia dúzia de operadores portuários.
2. Como diz, e muito bem, Catarina Martins, está na hora de o Governo meter os operadores na ordem.
3. Era o que faltava, o Estado ser conivente com a táctica gananciosa de meia dúzia de empresários. Não querem nem sabem negociar?, querem maximizar o seu lucrozinho? Borda fora, que estão a ocupar os portos nacionais que não são deles, mas do povo português.
4. Ouvi ontem a ministra Ana Paula Vitorino, que tem sido muito elogiada pelos que criticam os estivadores, muitos deles arrebanhados na estratégia comunicacional dos operadores. Pelo que ouvi, ela dirigiu-se às duas forças em presença, tendo mesmo ameaçado anular as concessões, caso não houvesse entendimento. Não me parece que a ministra tenha esquecido a que governo pertence. Para miséria política, já cá tivemos o governo de Passos e o ministro da Esmola do CDS. 
5. Por uma questão de higiene, não vou alongar-me com o atraso de vida do jornalismo, como sempre manipulado. Fico à espera dum trabalho como deve ser, por exemplo da equipa de Sandra Felgueiras, no "Sexta às 9".
6. Se há coisa que me enoja é este putedo neo-liberal que quer embaratecer o trabalho, precarizar o trabalho, com tudo o que isso implica de desestabilização para as famílias de quem trabalha. O esticar da corda persiste, mas ela vai rebentar, com estrondo. Os povos da Europa estão cansados de serem governados por agentes dos financeiros. O que se está a passar em França e na Bélgica é só o princípio. O Partido Socialista Francês é bem a imagem do seu líder: uma inércia balofa, sem nervo nem alma; uma porcaria que será bem cuspida nas próximas eleições; mais um degrau nas ascensão da extrema-direita ao poder, que, a seguir este caminho, será mais cedo do que se pensa.
7. Venham depois os analistas debater, em especial umas luminárias das faculdades de Economia, com assento permanente nos debates televisivos. Será difícil esquecer-me da cara alvar dum pateta da Católica (podia ser da Nova), que, em face da crise grega, não conseguia arranjar explicação para o que estava a acontecer, quando o Syriza chegou ao poder. A parva criatura, que deve ter rejubilado pelo aparente (ou efectivo, veremos) ajoelhar grego, também não perceberá se, goradas as expectativas do eleitorado grego, outra coisa ascenda perigosamente em próximas eleições. Nada perceberá, o pobre de Cristo.
Ah, isto tudo a propósito do blogue das mulheres dos estivadores.

segunda-feira, outubro 05, 2015

devaneios: um governo patriótico e de (centro-) esquerda

Costa fez um bom discurso de derrota. Não sei para que vai servir, atendendo aos ziguezagues desta campanha, mas seria bom que servisse para alguma coisa. Aspirar a uma união da esquerda é um devaneio, até porque o PCP já demonstrou que não está nada interessado em sair da fortaleza; por sua vez, o Bloco cresceu à custa do PS e não chega para fazer maioria com ele; e o Livre, para meu desapontamento, foi um nado-morto político, não por inépcia própria mas pela lógica trituradora do voto útil e, por outro lado, pela magnífica campanha de Catarina Martins.
Perplexidade: a vitória folgada da PàF mostra como parte dos eleitores estão desejosos de ouvir mentirolas e deixarem-se atemorizar. Conhecendo os portugueses, não é de espantar;
Surpresa interessante: a eleição de um deputado do PAN. A ver se ali há alguma consistência ecológica e afim ou se se trata de mais um molho de tontinhos a desaparecer em próximas eleições.
E por falar em tontinhos e parentela, as alegrias da noite, que também as houve: a votação quase inexistente dos racistas e xenófobos, a irrelevância dos agires e dos pêdêerres, uns e outros amostras do populismo mais grosseiro. E a alegria maior: a perda de 700 mil votos pelo PSD e CDS, e com eles a da maioria absoluta. Mesmo assim, temo pela autofagia idiota do PS e que se deixe endrominar por Passos Coelho, essa raposa.

sexta-feira, setembro 11, 2015

Os portugueses e os seus líderes políticos

O país real despreza Passos, odeia Portas, simpatiza com Jerónimo e Catarina Martins. Costa, o único que pode disputar as funções ao actual primeiro-ministro, surge-lhe como a derradeira esperança, a bóia de salvação. Hoje, isso é-me evidente.
Por mim, votarei no Livre.

quarta-feira, setembro 09, 2015

sobre o debate de ontem

Portas a tentar incomodar Catarina Martins com a Grécia, truque que nenhum efeito surte no eleitorado do BE; a porta-voz a entalar Portas com os números, em especial a segurança social. Mas para além dos números, a questão política do comprometimento já assumido junto da Comissão Europeia, evidenciando o saco de palavras (boa expressão de António Costa) a que se resume o programa eleitoral da PaF. Catarina Martins, extraordinária; Portas, bebia água, metia água. 

domingo, junho 21, 2015

extraordinária Catarina Martins

foto: Expresso
Ouvi um excerto da sua intervenção na convenção do Bloco, magnífica. Depois de ter dito várias vezes que Passos Coelho mentia -- com enorme objectividade, diga-se, pois a característica de um mentiroso é mentir... --, saiu-se com esta tirada, inspirada pelo bule de Joana Vasconcelos no Portugal dos Pequenitos: «"Não andamos aqui a tomar chá e a fazer de conta que é possível que todas as palavras tenham significados vários e sorrirmos todos como se tudo isto fosse uma mera troca de galhardetes".
Isto que sirva de aviso ao PS, para que se deixe de sentir cercado pelas insinuações em presença, do despesismo e falta de rigor até aos barretes que anda a enfiar nas alusões à corrupção, com as suas juras pias de seriedade.
O caso é este: o actual governo exerceu o poder contra os portugueses, é colaboracionista, antipatriótico e vendilhão dos bens nacionais. O resto é a chamada conversa da treta (Pacheco Pereira dixit) dos avençados do costume. Intervenções como esta de Catarina Martins, assertivas, inteligentes (e cultas, até) fazem dissipar um pouco o ar viciado da política portuguesa.

P.S. -- não voto PS (nem BE).