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quarta-feira, novembro 25, 2015

um outro respirar

António Costa, como político hábil que é, soube combinar a competência técnica e a moderação política com um punhado de actores experimentados e com sinais para todos os lados, esquerda e direita, e também para dentro do PS. Depois do traumático do governo anterior, ninguém ficará assustado.. A competência técnica e/ou a moderação de Mário Centeno, Manuel Caldeira Cabral, Maria Manuel Leitão Marques, Francisca Van Dunem, e Azeredo Lopes, entre outros, junta-se a mesma competência técnica e as provas dadas na governação por Vieira da Silva, Augusto Santos Silva, João Soares (foi um excelente vereador da Cultura, em Lisboa) ou Ana Paula Vitorino.
Depois da negociatas, das aldrabices sortidas, de puro gangsterismo político, que continua (a miséria intelectual do líder do grupo parlamentar do CDS -- "governo politicamente ilegítimo", diz o homem, sem se rir -- e a habitual indigência política do PSD), depois disto é um outro respirar, mesmo com uma situação política e económica terrível.
Una palavra ainda para a force de frappe do PS, as suas armas estratégicas na acção política: Ana Catarina Mendes, como presumível s-g- adjunta, Carlos César, interlocutor com os outros partidos, Pedro Nuno Santos, secretário de estado dos Assuntos Parlamentares e João Galamba, porta-voz do PS, representam, em acção e consistência política, o melhor do melhor que o PS tem, no tempo que aí vem, de luta política acesa, e, já se espera. de guerrilha oportunista dos que perderam a maioria, e o poder, por mais que indecorosamente esperneassem, com o país todo a ver. 

quarta-feira, outubro 07, 2015

Espero não estar a lançar foguetes demasiado cedo

nem a contar com o ovo no rabo da galinha por parte do BE, mas parece-me que há uma genuína vontade de entendimento na esquerda parlamentar maioritária. As declarações dos dois líderes à saída da sede do PCP indiciam-mo. Nem o país perceberia que não se fizessem todos os esforços nesse sentido. A aspiração da rua fez-se ouvir durante a campanha.
Por outro lado, António Costa, agora já sem a plastificação artificiosa da campanha eleitoral é o secretário-geral certo no momento certo. A delegação à Soeiro Pereira Gomes foi de grande agudeza política: Carlos César, presidente do PS; Pedro Nuno Santos, elemento da ala esquerda do partido e um dos mais acerbos críticos da troika; finalmente, Mário Centeno, o coordenador do programa económico apresentado antes das eleições, que, por sinal, tomava notas com afã.
Há razões para ter alguma esperança.

Em tempo: vi depois, numa outra estação, também Ana Catarina Mendes, um dos melhores quadros políticos do PS, que nas eleições de domingo encabeçou a lista vencedora por Setúbal.

segunda-feira, setembro 29, 2014

a propósito das primárias do PS

Deixa-me cá ver o que ficou da noite de ontem:

* Uma vitória esmagadora de António Costa, muito para além do que eu esperava;
* O entusiasmo de Ferro Rodrigues (já disse aqui que foi o melhor s-g do PS? Já, e digo outra vez);
* A dignidade de Seguro na hora da derrota, que não apaga a péssima campanha que fez;
* O brilho de Ana Catarina Mendes (ACM para líder parlamentar, já: tem o estofo e a solidez);
* O ar bonacheirão de Jorge Coelho; o trabalho da Comissão Eleitoral;
* Os adesivos do costume, que apareceram a saudar a "grande vitória do camarada António Costa", e os habituais compagnons a fazerem-se notados. Cáfila.
* O descaramento de Jerónimo de Sousa e a "farsa" eleitoral. Não está mal, para um partido que tenta manipular eleitorado (de forma muito canhestra, é verdade) com uma vigarice política chamada PEV; s-g do partido que enviou condolências ao povo norte-coreano pelo passamento da camarada ditador anterior (como se sabe, na Coreia do Norte as eleições não são uma farsa).