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sexta-feira, abril 27, 2018

«Assim fosse o teu corpo uma espécie de aroma, / Que apenas preenche o ar que eu respirasse!» Carlos Queirós, «Aroma», Desaparecido (1935)

«Eis o meu quarto, que cheira / A cisco, a velho, / A vida podre e vazia...» José Régio, «Elegia Bufa», As Encruzilhadas de Deus (1936)

«Antes viver do que morrer no pasmo / Do nada que nos surge e devora, / Do monstro que inventámos e nos fita.» José Carlos Ary dos Santos, «Soneto», A Liturgia do Sangue (1963)

quarta-feira, abril 18, 2018

«Como tudo o que é puro / De raiz / O que os pássaros dizem / Não se traduz». Alberto de Lacerda, Átrio (1997)

«Blocos de gelo perpassavam / Sob os teus olhos distraídos, / Enquanto os meus, calmos, choravam / Os portos nunca mais volvidos.» Carlos Queirós, «Cruzeiro do Norte», Desaparecido (1935)

«...Ou será tudo loucura, / Literatura / Fogo-fátuo, solidão / E eu não viverei, senão / No metro e meio de mim?...» José Régio, «Nocturno», As Encruzilhadas de Deus (1936)

terça-feira, abril 10, 2018

«Sol Branco / Imperador fraterno / Do azul muito ténue» Alberto de Lacerda, Átrio (1997)

«Não peças palavras: / É voz o vento e o seu perdido rumo.» Alexandre Dáskalos, Poesia (póstumo,1961)

«Mal empregado privilégio, a fala, / Que traduz a verdade em que pensamos, / As palavras gastando em ocultá-la!» Carlos Queirós, «Clamavi ad te», Desaparecido (1935)

quinta-feira, janeiro 23, 2014

2 ou 3 epígrafes

Gil Vicente   A história de Deus tem tais profundezas, (em As Encruzilhadas de Deus, de José Régio).

Arthur Rimbaud   Oisive jeunesse / A tout asservie, / Par délicatesse / J'ai perdu ma vie. (em Desaparecido, de Carlos Queirós).

sábado, março 25, 2006

Correspondências #38 - Branquinho da Fonseca a Carlos Queirós

Rua Avelar, 1 - Cascais

Meu Caro Carlos Queiroz

Retrato em que esteja só com o Regio, não encontrei. É verdade que tenho mais, mas não sei agora aonde. Verei se os encontro. Mas creio que em todas estaremos com outros amigos. Se não tiver muita pressa, em tendo as coisas mais arrumadas lhe direi.
Quanto à bio-bibliografia: nasci em Mortagua, no dia 4 de maio de 1905, estudei em Lisboa os primeiros anos do liceu e o resto em Coimbra, onde me formei em direito (4 de julho de 1930). Fui sócio fundador e director do Triptico e da Presença. Livros, tenho publicados os seguintes: Poemas (1926) -- Posição de Guerra (1928) -- Mar Coalhado (1931) -- Zonas (1932) -- Caminhos Magnéticos (1938) Teatro I (1940).
Está no prelo «O Barão» (novela); na forja «A Porta Ferrea» (romance) e na gaveta: o «Vento de Longe» (poemas) e «Arredores do Mundo» (poemas em prosa).
Aqui tem tudo o que quere e mais alguma coisa, pois creio que só lhe interessa o que já foi publicado.
Disponha sempre
do seu amigo e admirador
Branquinho da Fonseca
Cascais
4-XII-41
fac-símile in Boletim Cultural, n.º1, Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas, Fundação Calouste Gulbenkian
(direcção de David Mourão-Ferreira)

Carlos Queirós