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domingo, maio 25, 2014

valsa triste


«Abertura (Gare d'Austerlitz)», de Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades. Valsinha triste com os sons da estação de comboios em Paris, cidade de emigrantes portugueses fugidos à pobreza do país, dos desertores da Guerra Colonial, dos exilados políticos perseguidos pelo Estado Novo. Também desertor e exilado político (fora preso pela PIDE em 1962, e preparavam-se para lhe dar o castigo de combater no conflito criminoso de Portugal em África, em entrevista a Adelino Gomes, nesse ano de 1971, dizia José Mário Branco: "Eu, como os 700 mil portugueses que estão aqui em França, nunca abandono a ideia de que Austerlitz se transforme um dia numa estação de regresso ao meu país" (livreto do CD, 1995)







terça-feira, novembro 22, 2005

JornaL

1) E de repente, o Ariel Sharon torna-se(-me) personagem mais simpática. Será para durar?
2) Tomé Pinto em entrevista a Adelino Gomes, a propósito dos 30 anos do 25 de Novembro: «Quando se dá a ocupação das bases [aéreas], estamos num período insurreccional. Alguém sugere que se chame o Ramalho Eanes [.] Este diz a Costa Gomes que tem um grupo de oficiais que podiam tomar conta da situação. "Quem são"? Ele respondeu: "Estão comigo, eu sei quem é que são." Mas não revelou os nomes e ainda bem. O Presidente disse: "Então avance." Além dos Comandos, nós tínhamos outra unidade, muito esquecida, que é [o Regimento de Cavalaria de ] Estremoz. [...] Mas a primeira unidade que avançou não foi nenhuma destas, mas sim o CIAAC [de Cascais] do capitão Pinto Ramalho, hoje general. Foram de lá os primeiros pelotões a avançar.»