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terça-feira, abril 11, 2017

um pensamento para os muçulmanos ultrajados

Impressionou-me ver ontem, após os ataques hediondos às igrejas no Egipto, uma velha muçulmana a gritar 'morte ao Daesh', cheia de raiva e indignação, e com ela muitos outros, Quem não for fanático ou autómato de cérebro lavado por aqueles fascistas, sabe que não há fronteiras nem etnias para o mal e o sofrimento. 
A velha muçulmana, digníssima na reacção ao ultraje que todos os seres humanos sofrem ao ver esta série de matanças, lembrou-me outra reacção extraordinária ocorrida já há algum tempo numa capital escandinava: depois de atentados a judeus: jovens muçulmanos radicados nesse país (já não me recordo qual) fizeram um cordão humano em torno da sinagoga da cidade, assegurando protecção a quem a frequentava.

sexta-feira, outubro 28, 2016

hoje de manhã, vi um herói

No caminho para Mossul, um sniper escocês, voluntário combatendo os detritos do Estado Islâmico ao lado das milícias curdas (outros heróis). Tiro certeiro e 100% de eficácia é o que lhe desejo.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Três razões para o terrorismo islâmico na Europa: 1- Quem semeia ventos, colhe tempestades

1. Não seria crível que estados com largos milhões de população urbana e com acesso a todos os instrumentos da modernidade, como o são os do Médio Oriente, assistissem impunemente ao cataclismo que foi levado às suas sociedades organizadas -- a destruição, a morte, o caos --, em nome duma mentira obscena a ocultar a cupidez mais alarve, sem que houvesse reacção olho por olho, dente por dente
Que os radicais islâmicos, com cumplicidades várias, entre as quais sobressaem as de países do Golfo Pérsico, queiram a todo o custo dar-nos, a nós ocidentais, a provar do nosso próprio veneno, é algo sobre o qual não podemos ter ilusões. 
Repito-me. Primeiros responsáveis: o gabinete de criminosos liderado por George W. Bush, o cúmplice nojento Blair. Nem nomeio o palhaço espanhol e o inenarrável português. Semearam os ventos da tempestade que estamos agora a colher. Há outros responsáveis: o déspota Assad, passando agora de ditador a chefe de facção no mosaico sírio e objectivamente nosso aliado. (Os inimigos dos nossos inimigos, nossos amigos (até ver) são). 
É a puta da vidinha. 

quinta-feira, setembro 03, 2015

a selvajaria está para durar

Eu bem sei que isto não resolve nada, é puro voluntarismo. Quero lá saber. Partir os dentes àqueles pitecantropos  do islamismo high tech será sempre uma boa causa -- só não comparável à das Brigadas Internacionais na Guerra Civil de Espanha, porque o poder dos franquistas era muito superior aos destes erros da natureza do Estado Islâmico. Os brigadistas defrontavam o exército a sério; os voluntários opõem-se a bandos de poderio militar risível (mas com o suplemento motivacional da idiotia fanática), tendo beneficiado até agora da conjugação de cumplicidade, inoperância, incompetência, medo (consoante de quem se trate), permitindo-lhes espalhar destruição e morte em dois antigos estados do Médio Oriente.
Mas enquanto a farsa prossegue (umas ameixas largadas do céu será como matar moscas a tiro de bazooka), as famílias árabes e curdas da Síria e do Iraque vão sendo massacradas, vão morrendo nas praias do Mediterrâneo e o nosso património histórico e cultural comum destruído, nas nossas barbas e em face da nossa impotência e da nossa incredulidade. Por enquanto, isto está para durar, a não ser...

terça-feira, abril 14, 2015

o nosso filho-da-puta

Leio no DN, e sinto um sorriso irónico nos lábios: Islam Karimov, o ditador do Uzbequistão foi eleito pela quarta vez (a constituição local só permite uma reeleição), com 90,39% dos votos (adoro o vírgula trinta e nove...).  
O sorriso não se deve, porém, a este milagre em que ditaduras têm constituições que não cumprem -- por cá também houve disso.  A ironia é o congraçar nas felicitações logrado por Karimov, em que Putin e Obama competem na exultação. O russo é hiperbólico, o americano, optimista, claro, chegando a falar da "nossa relação robusta e sempre em evolução". Muito se deve rir Karimov, no poder desde 1989, secretário geral do PC usbeque, ainda na velha URSS, com estes salamaleques diplomáticos.
Os ideais são belos, mas a política externa dos países rege-se pela defesa dos seus interesses permanentes. É triste? É, mas o mundo não é uma grande Costa Rica, o único estado, que eu saiba, sem forças armadas -- e agora, também, sem proselitismos pseudo-religiosos.
Como dizia, e bem, Franco Nogueira, invertendo a máxima do seu mentor Salazar, «Em política internacional, tudo o que parece não é...»
Creio que era a propósito do inqualificável Mobutu (ou seria Pinochet?, ou Saddam Hussein?...), homem de mão de um dos lados da Guerra Fria -- creio que era a propósito dele que os americanos diziam: "É um filho-da-puta, mas é o nosso filho-da-puta).
O Uzbequistão, estado da Ásia Central com 30 milhões de habitantes, tem uma importante situação geopolítica (faz fronteira com o Afeganistão; está a um quarto de hora de F16, por exemplo, do Paquistão. 
Diante do fracasso do Ocidente, em particular dos EUA, após a eliminação ou neutralização de filhos-da-puta que eram, haviam sido ou passaram a ser os nosso filhos-da-puta (Saddam, Kahdaffi, Assad), e com os lindos resultados que se vêem (o Estado Islâmico com o o cortejo horrendo de crimes contra a Humanidade -- mulheres, crianças, não-beligerantes, património histórico milenar), toca a cumular o bom do Karimov de adulações. É velho como a História.   

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

largar fogo ao tigre de papel

Será irónico se for a Jordânia, o país militarmente mais débil da região, a contribuir decisivamente, com tropas no terreno, a aniquilar o Daash (Estado Islâmico) -- organização selvática e fanatizada, mas sem nenhuma hipótese contra um exército regular a sério (não me refiro à tropa de caricatura do Iraque pós-invaso americana). Aliás, os mal equipados e extremamente eficazes curdos têm demonstrado que tirando a selvajaria e o fanatismo, não sobra nada àqueles animais...
Como já escrevi, quando os telejornais ampliavam acriticamente a propaganda do Estado Islâmico, o exército turco varreria aquilo em poucas semanas. O problema é, e será sempre, a população civil, que aqueles ratos não hesitarão em seviciar como reféns. Mesmo assim, a superioridade de competências da chamadas forças especiais é tal, que a minimização de danos pode ser sempre equacionada. (Isto, não querendo que as forças regulares se comportem à russa, como quando Putin arrasou a Tchtcénia sem apelo. Seria uma limpeza, mas uma limpeza macabra e criminosa; e para delinquência, já basta a do Daash.).