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sexta-feira, dezembro 21, 2018

vozes da biblioteca

«As virtudes civis e, sobretudo, o amor da pátria tinham nascido para os Godos logo que, assentando o seu domínio nas Espanhas, possuíram de pais a filhos o campo agricultado, o lar doméstico, o templo da oração e o cemitério do repouso e da saudade.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844)

«ficámos um instante a perscrutar o exterior como se quiséssemos que enfim desabasse aquele céu pesado, mas não aconteceu nada.» Valter Hugo Mãe, A Máquina de Fazer Espanhóis (2010)

«Vou ser rainha dum minúsculo reino, de um reino de bonecas, frívolo e perfumado, mas no qual as minhas ordens serão sempre cumpridas e os meus desejos respeitados.» Diana de Liz, Memórias de uma Mulher da Época (póst., 1932)

segunda-feira, abril 23, 2018

«e ele dizia-me, se tu / fores um poema de amor / eu apaixono-me por ti, e / eu desaparecia boca / fora para dentro dele» Valter Hugo Mãe, O Resto da Minha Alegria (2003)

«No pensar que é a vida que se estua / a ilha continua» António Jacinto, «Paisagem concentracionária», Sobreviver em Tarrafal de Santiago (1985)

«Um sino toca algures onde se enlouquece.» José Agostinho Baptista, «Anoitecer», Agora e na Hora da Nossa Morte (1998)

terça-feira, março 27, 2018


«Eu sei por que veio, o que quer, o que faz aqui, / mas tu ergues os cálices / tu olhas para ela e ofereces uma rosa e / repartes o pão / e depois adormeces e entras no túnel que dá / para as colinas de Deus, / para os seus mortos antigos.» José Agostinho Baptista, «Agora», Agora e na Hora da Nossa Morte (1998)

«tão em descuido caiu / seu nome em meu coração / como pedra boca adentro / o silêncio morrendo» Valter Hugo Mãe, O Resto da Minha Alegria (2003)


«Quem canta afunda-se em amargura, / berra, protesta que não há razões / (nem o direito) de negar aos outros / a miséria que nos assiste.» José Alberto Oliveira, «Quem espera?», Mais Tarde (2003)  

segunda-feira, janeiro 30, 2017

"E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu."

Parece que um livro de Valter Hugo Mãe -- autor estimável --, com esta e outras frases, foi considerado apropriado por umas azémolas para ser trabalhado em sala de aula. Eu até posso desconfiar que terá havido quem não passasse das primeiras páginas, posso suspeitar de incompetência. Mas também não me custa a crer na alarvidade de certas criaturas que acham normal que miúdos de treze anos sejam confrontados com esta linguagem. Algumas delas devem até dizer as caralhadas todas à frente dos filhos, ou seja: javardos criados por javardos, que criam javardos, por sua vez. Não admira por isso que o ambiente deste país seja fétido: das tvi's às revistas cor-de-trampa que enxameiam os pontos de venda.

Mas pérola, pérola, é a pergunta dum atraso de vida da TSF a Isabel Alçada, que, justamente, mostra o incómodo com este episódio de barraca: «Questionada pela TSF se esta não é uma posição conservadora», a ex-ministra lá responde, e bem, certamente cheia de paciência e comiseração. Pergunta duplamente estúpida. Em primeiro lugar ,a linguagem que se usa não indica se se é progressista ou conservador. Conheço imensos reaças asneirentos, como progressistas de vocabulário ultrapuritano; ou gente como eu, que diz palavrões com gosto, mas não o faz diante dos filhos ou dos pais. "Hipocrisia", estou já a ouvir alguns. Não; decoro com os mais novos; respeito pelos mais velhos. 
Mas há ainda outro problema na pergunta idiota da TSF, admitindo que ela, pergunta, fosse pertinente e legítima: então quem é 'conservador' tem diminuídos os seus direitos?; só os 'progressistas' (no baço entendimento de quem perguntou) é que têm de ser levados em conta?

domingo, junho 12, 2016

caracteres móveis - Valter Hugo Mãe

«O preço do mundo é a família. Quem mais mundo ganha menos gente carrega,»
«Estar longe», Autobiografia Imaginária (JL, 8-VI-2016)

quarta-feira, janeiro 28, 2015

nem todos somos bons homens (ou mulheres)

«num tempo em que todos somos bons homens a culpa tem de atingir os inocentes»

Valter Hugo Mãe, A Máquina de Fazer Espanhóis (2010)

quinta-feira, agosto 07, 2014

da dissimulação

«e, repetia, se não dermos nas vistas, podemos passar uma vida inteira com os piores instintos, e ninguém o saberá.  com a liberdade, só os cretinos mais incautos passaram a ser má gente. tudo o resto preza-se e cabe na sociedade de queixo erguido. e isso leva-nos a quê, perguntei eu.»

Valter Hugo Mãe, A Máquina de Fazer Espanhóis (2010)

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

porca miséria

Nos topes da Ler, a indigência é esmagadora. Dos 30 livros que por lá aparecem, apenas um existe na minha biblioteca e só dois teriam hipóteses de lá chegar:
Top Fnac não ficção, reinam a culinária & outros livros úteis. Nada contra, nem a favor. O 6.º mais vendido, A Infância de Jesus, de Joseph Ratzinger (Principia), não será uma compra óbvia para um ateu, mas enfim, trata-se da biografia de um famoso.
Top ficção da Bertrand, desesperante. Salva-se A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe (Alfaguara), 7.º lugar. O resto: mistérios & fodilhices de trazer por casa, que eu suspeito não passarem pelo crivo da literatura.
Top geral Wook, socorro, expectativa apenas pelo 6.º, Dentro do Segredo, de José Luís Peixoto (Quetzal).


terça-feira, setembro 05, 2006