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quinta-feira, maio 05, 2016

uma carta de Viana da Mota

Viana da Mota (1869-1948) fora professor de Lopes-Graça (1906-1994) no Conservatório. O tema em apreço é o seuOpus 1, o excelente Variações Sobre um Tema Popular Português (1927). Eloquentíssima carta sobre as dificuldades da edição de partituras.
(ler)

quinta-feira, outubro 17, 2013

Fernando Lopes-Graça e a presença


Se me dão licença, o lançamento é já hoje, dia 19, na Casa Verdades de Faria -- Museu da Música Portuguesa, pelas 21 horas. Está tudo convidado.

domingo, março 17, 2013

Viana da Mota: humor de compositor


[Meu caro am.º]
Ia pois escrever-lhe para ali quando a M.ª da Graça me abalou todas as minhas suposições dizendo-me que lhe «parecia» que o seu «Quartel general» -- (-- gostava que me dissessem se há também um «Quartel tenente» ou um «Quartel sargento» e se não deveríamos dizer «Direcção general das Belas Artes --) era em Coimbra.

{a Fernando Lopes-Graça,  29 de Setembro de 1942]

in Fernando Lopes-Graça, Opúsculos (3), Lisboa, Editorial caminho, 1983.
(editor: FL-G)

sexta-feira, abril 15, 2011

Fantasia

cartaz original, 1940
Prossigo com as longas-metragens produzidas por Walt Disney. 
Com «Fantasia», os estúdios atingiram os píncaros da animação, provavelmente porque não se trata propriamente um filme para crianças, mas antes um produto com uma boa dose de vanguardismo técnico e conceptual.  Do fragmento inicial, «Tocata e fuga» de Bach, prestando-se à coloração das grandes massas sonoras trazidas por Stokowski, ao segmento final, representando a oposição entre as trevas e a luz, a «Noite no Monte Calvo», de Mussorgski, e o «Ave Maria», de Schubert. Pelo meio, algumas coisas a reter, desde logo a aprição do próprio Mickey no «Aprendiz de Feiticeiro», de Paul Dukas. Disney continuava a ousar. E, em Portugal, por ocasião da sua estreia, pouco depois, Roberto Nobre e Fernando Lopes-Graça assinavam uma maravilhada crítica conjunta nas páginas da Seara Nova...

sábado, outubro 01, 2005

Correspondências #15 - Viana da Mota a Fernando Lopes-Graça

Lisboa 3 de Abril 1936
Meu caro Senhor Graça
O Prado demorou imenso tempo a entrega das suas composições, depois levou ainda bastante tempo a encontrar o Sassetti, por isso só hoje lhe venho participar o que consegui do Sassetti.
Está pronto a editar as suas Variações, pelo gosto de ter nas suas edições uma obra sua, mas diz que o retraimento crescente do público não lhe dá esperança de cobrir as despesas de impressão. E que para obras vocais ainda a venda é mais resumida do que para o piano. Apesar da obrigação que incluímos no Conservatório de se apresentar uma peça portuguesa nos cursos superiores de piano e de canto a venda é limitadísima porque os alunos emprestam uns aos outros os exemplares.
Sei que este resultado não corresponde ao seu desejo, entretanto aconselho-o a aceitar a proposta do Sassetti, pois, embora as Variações não dêem, no seu entender, o aspecto exacto da sua personalidade actual, não fica por elas mal representado, visto serem m.º características e pessoais.
Infelizmente o Sassetti não pode, atendendo às despesas de impressão e pouca probabilidade de venda suficiente, oferecer-lhe nenhuma comissão.
Diga-me para onde quer que lhe mande as peças de canto e a Cena e dança.
Com os melhores cump.os
seu ded.º
J. VIANNA DA MOTTA
Não vi ainda a sua nota sobre os Nocturnos. Pode dizer-me em que n.º do Diabo ela saiu? M.º lho agradeceria.
Fernando Lopes-Graça, Opúsculos (3)

Fernando Lopes-Graça